Faz trinta anos.
A revista Placar chegou às bancas na terça-feira, 21 de maio, o Brasil estrearia nas eliminatórias no dia 2 de junho, menos de duas semanas depois. O título da entrevista com Evaristo de Macedo você pode ler na foto abaixo: “Até Evaristo teme um vexame histórico.'' O subtítulo, do lado esquerdo da página, conta: “Evaristo anda angustiado com a possibilidade de entrar de vez na história do futebol brasileiro como o único técnico que não conseguiu levar a seleção a disputar uma Copa do Mundo.''
É óbvio que saber que já houve o medo de não se classificar não atenua a angústica de estrear nesta quinta-feira nas Eliminatórias com receio de não chegar à Rússia. Mas é delicioso olhar para trás e perceber que não se está louco. Sim, você se lembra com razão de que havia gente, no rádio, nos jornais e nas revistas dizendo que havia o risco de não se classificar para um Mundial. O medo não é inédito e, de tão forte naquele tempo, provocou a mudança do treinador.
Evaristo pediu demissão, segundo ele, ou foi demitido, segundo os relatos da época, na semana seguinte. No dia 2 de junho, Telê Santana dirigiu a seleção brasileira que venceu a Bolívia por 2 x 0 em Santa Cruz de la Sierra. Outro sinal de que havia receio de o Brasil não se classificar para o México. A CBF mexeu os pauzinhos e, politicamente, tirou o jogo contra os bolivianos de La Paz, onde havia perdido em 1979 pela Copa América. Levou para Santa Cruz, onde não há altitude.
“Se isto não acontecer, poderemos ter dificuldade nesses dois jogos contra Bolívia e Paraguai fora do Brasil'', disse Telê Santana, também em entrevista à revista Placar, uma semana antes do depoimento de Evaristo.
A frase não se referia à mudança do local da partida, mas à chegada em bom estado físico e técnico dos brasileiros que jogavam na Itália, casos de Zico, Sócrates, Falcão, Cerezo e Júnior.
Nesse momento, Telê era comentarista do SBT, crítico da seleção de Evaristo. No dia 2 de junho, estaria no banco de reservas, conduzindo a seleção que se classificou para a Copa, vencendo em Assunção e Santa Cruz de la Sierra, empatando com o Paraguai no Maracanã e com a Bolívia no Morumbi.
Dois anos depois, a seleção levou 4 x 0 do Chile na Copa América da Argentina, razão pela qual morríamos de medo das eliminatórias para a Copa da Itália, contra Venezuela e Chile — o mesmo grupo da Copa América de 1987. E quatro anos depois, quando finalmente a seleção perdeu sua primeira partida de eliminatórias, contra a Bolívia, em La Paz, o discurso nas rádios era sobre o risco de ficar fora da Copa.
Risco sempre há, sempre houve, sempre haverá. Se jogar bem, o Brasil dilui o problema. E a grande questão da seleção que estreia hoje contra o Chile em Santiago é não estar formada e ser jovem demais. Não é a falta de talento.
O fato é que o Brasil começa as eliminatórias com um certo receio de não se classificar.
Exatamente como trinta anos atrás.
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É óbvio que saber que já houve o medo de não se classificar não atenua a angústica de estrear nesta quinta-feira nas Eliminatórias com receio de não chegar à Rússia. Mas é delicioso olhar para trás e perceber que não se está louco. Sim, você se lembra com razão de que havia gente, no rádio, nos jornais e nas revistas dizendo que havia o risco de não se classificar para um Mundial. O medo não é inédito e, de tão forte naquele tempo, provocou a mudança do treinador.
Evaristo pediu demissão, segundo ele, ou foi demitido, segundo os relatos da época, na semana seguinte. No dia 2 de junho, Telê Santana dirigiu a seleção brasileira que venceu a Bolívia por 2 x 0 em Santa Cruz de la Sierra. Outro sinal de que havia receio de o Brasil não se classificar para o México. A CBF mexeu os pauzinhos e, politicamente, tirou o jogo contra os bolivianos de La Paz, onde havia perdido em 1979 pela Copa América. Levou para Santa Cruz, onde não há altitude.
“Se isto não acontecer, poderemos ter dificuldade nesses dois jogos contra Bolívia e Paraguai fora do Brasil'', disse Telê Santana, também em entrevista à revista Placar, uma semana antes do depoimento de Evaristo.
A frase não se referia à mudança do local da partida, mas à chegada em bom estado físico e técnico dos brasileiros que jogavam na Itália, casos de Zico, Sócrates, Falcão, Cerezo e Júnior.
Nesse momento, Telê era comentarista do SBT, crítico da seleção de Evaristo. No dia 2 de junho, estaria no banco de reservas, conduzindo a seleção que se classificou para a Copa, vencendo em Assunção e Santa Cruz de la Sierra, empatando com o Paraguai no Maracanã e com a Bolívia no Morumbi.
Dois anos depois, a seleção levou 4 x 0 do Chile na Copa América da Argentina, razão pela qual morríamos de medo das eliminatórias para a Copa da Itália, contra Venezuela e Chile — o mesmo grupo da Copa América de 1987. E quatro anos depois, quando finalmente a seleção perdeu sua primeira partida de eliminatórias, contra a Bolívia, em La Paz, o discurso nas rádios era sobre o risco de ficar fora da Copa.
Risco sempre há, sempre houve, sempre haverá. Se jogar bem, o Brasil dilui o problema. E a grande questão da seleção que estreia hoje contra o Chile em Santiago é não estar formada e ser jovem demais. Não é a falta de talento.
O fato é que o Brasil começa as eliminatórias com um certo receio de não se classificar.
Exatamente como trinta anos atrás.
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