Marcelo Grohe e Fred, dois dos principais jogadores do futebol brasileiro, em duelo na Arena
A dor que encontra espaço em nosso coração e enche a mente de frustração, durante os 90 minutos de uma eliminação, é pequena perto do que está por vir. Os murmúrios sem sentido trocados com os amigos após a partida, todos buscando uma explicação que não virá naquele momento. Uns mais irritados, outros tentando aliviar o ambiente com um pouco de humor e eu, tirando duas ou três palavras, em silêncio, observando tudo e imerso em meus pensamentos.
“Que time sem coragem, deixou o Fluminense mandar aqui, nenhum pontapé neles, Giuliano ficou sozinho ali quando foi cercado, o único que brigou até o final”, diz um mais exaltado. Concordo em partes, faltou a loucura de tentar o gol da classificação na marra, de qualquer jeito, no grito, naquele estilo mágico que nos gerou a alcunha de Imortais e Copeiros. Como estou sem forças e raciocínio para falar qualquer frase que faça sentido, balbucio um “Tá foda, velho, tá foda”.
Outro fala da falta de qualidade do elenco, que pesou na hora decisiva. Retruco perguntando se o Fluminense não é pior que o nosso time. Mas contou a questão psicológica, a pressão pelo resultado, sei lá, um terceiro entra na conversa. Lá pelo meio do caminho de volta para casa, um amigo quer saber a minha visão sobre o que tínhamos presenciado na Arena. “Ainda estou digerindo a frustração”. Estes momentos em que muito é dito, mas, justificadamente, pelas razões emocionais, muito pouco é explicado, aliviam a dor, pois não estou 100% focado nela. Ainda.
Agradeço a carona, marcamos um churrasco para domingo, com o intuito de ver a partida diante do Cruzeiro, afinal de contas, a vida segue. Chego em casa, tomo água, banho e vou dormir. Ligo a televisão e coloco em um filme qualquer para ocupar a mente. Enquanto Frodo e seus companheiros partem para destruir o anel, os lances de Grêmio e Fluminense permeiam o meu imaginário. Agora sem distrações que amenizam. Enfim, estamos frente a frente, a dor e eu.
Desligo a televisão e fico mirando o teto. Refletir e buscar uma explicação ou simplesmente dormir? Infelizmente optei pela primeira opção. Óbvio que Geromel fez falta, mas este mesmo time venceu Atlético Mineiro e Corinthians com autoridade, além de ter feito 5 a 0 no rival. Mas, nestas partidas, não existia a urgência do mata-mata. O Grêmio, nos últimos anos, começando na direção, o que reflete no perfil do elenco escolhido, e terminando no torcedor, que leva uma ansiedade que carrega ainda mais o ambiente, desaprendeu a jogar decisões.

GazetaPress
Bobô ainda reacendeu a esperança de uma Arena lotada com um belo gol, mas não passou de uma ilusão
Atlético Paranaense em 2013, San Lorenzo no ano passado e agora Fluminense. Sai da Arena na quarta como se estivesse indo embora destes jogos. Cenários parecidos, desilusões semelhantes. Diante de adversários mais fracos, sucumbimos. O Tricolor, como instituição, vive séria crise de confiança. Como o rapaz que fica vulnerável ao ver se materializar na sua frente a moça com a qual flertou durante semanas no whats, a angústia parece tomar conta do Grêmio quando o título vira realidade em seu horizonte.
O Grêmio é melhor que o Fluminense e aposto que vencerá os cariocas na Arena pelo returno do Brasileiro. A troca de passes e o dinamismo do sistema proposto por Roger, que alçaram o Tricolor ao posto de um dos times mais competitivos do país, não apareceram diante dos cariocas. A parte mental é a principal culpada. Assim como o rapaz trava diante da possibilidade do tão sonhado beijo na moça finalmente virar realidade, a ansiedade toma conta do Grêmio quando percebe que alguma conquista está chegando.
Nem o rapaz consegue repetir com naturalidade as conversas que o levaram àquele instante, nem o Grêmio consegue repetir as atuações que o colocaram nas fases agudas das Copas. Parado no meio do salão, com o copo de cerveja em mãos, ele observa a mulher conversando com outros assim como o Grêmio fita o adversário celebrando a classificação. A vida e o tempo são cruéis e não permitem hesitação. Confiança é o que falta para ambos.
Ansioso e intimidado com a situação, o Grêmio exagera nos balões para a área em busca do gol do alívio. Ansioso e intimidado pela beleza da moça, o rapaz puxa papo de maneira afoita. O tempo passa e não perdoa. Os títulos vão parar no Memorial de outros clubes, algum marmanjo vai chegar na moça cujo olhar hipnotiza e os sonhadores seguirão visualizando o dia em que seus sonhos irão se tornar realidade. Mas que tenham coragem e atitude. Que o Grêmio logo volte a ter a confiança necessária para atuar nas decisões. Creio que estamos no caminho. E que o rapaz tímido tenha seus segundos de loucura e conquiste a moça. Em meio a este mundo cheio de ódio, a poesia certamente irá agradecer.
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A dor que encontra espaço em nosso coração e enche a mente de frustração, durante os 90 minutos de uma eliminação, é pequena perto do que está por vir. Os murmúrios sem sentido trocados com os amigos após a partida, todos buscando uma explicação que não virá naquele momento. Uns mais irritados, outros tentando aliviar o ambiente com um pouco de humor e eu, tirando duas ou três palavras, em silêncio, observando tudo e imerso em meus pensamentos.
“Que time sem coragem, deixou o Fluminense mandar aqui, nenhum pontapé neles, Giuliano ficou sozinho ali quando foi cercado, o único que brigou até o final”, diz um mais exaltado. Concordo em partes, faltou a loucura de tentar o gol da classificação na marra, de qualquer jeito, no grito, naquele estilo mágico que nos gerou a alcunha de Imortais e Copeiros. Como estou sem forças e raciocínio para falar qualquer frase que faça sentido, balbucio um “Tá foda, velho, tá foda”.
Outro fala da falta de qualidade do elenco, que pesou na hora decisiva. Retruco perguntando se o Fluminense não é pior que o nosso time. Mas contou a questão psicológica, a pressão pelo resultado, sei lá, um terceiro entra na conversa. Lá pelo meio do caminho de volta para casa, um amigo quer saber a minha visão sobre o que tínhamos presenciado na Arena. “Ainda estou digerindo a frustração”. Estes momentos em que muito é dito, mas, justificadamente, pelas razões emocionais, muito pouco é explicado, aliviam a dor, pois não estou 100% focado nela. Ainda.
Agradeço a carona, marcamos um churrasco para domingo, com o intuito de ver a partida diante do Cruzeiro, afinal de contas, a vida segue. Chego em casa, tomo água, banho e vou dormir. Ligo a televisão e coloco em um filme qualquer para ocupar a mente. Enquanto Frodo e seus companheiros partem para destruir o anel, os lances de Grêmio e Fluminense permeiam o meu imaginário. Agora sem distrações que amenizam. Enfim, estamos frente a frente, a dor e eu.
Desligo a televisão e fico mirando o teto. Refletir e buscar uma explicação ou simplesmente dormir? Infelizmente optei pela primeira opção. Óbvio que Geromel fez falta, mas este mesmo time venceu Atlético Mineiro e Corinthians com autoridade, além de ter feito 5 a 0 no rival. Mas, nestas partidas, não existia a urgência do mata-mata. O Grêmio, nos últimos anos, começando na direção, o que reflete no perfil do elenco escolhido, e terminando no torcedor, que leva uma ansiedade que carrega ainda mais o ambiente, desaprendeu a jogar decisões.
GazetaPress
Bobô ainda reacendeu a esperança de uma Arena lotada com um belo gol, mas não passou de uma ilusão
Atlético Paranaense em 2013, San Lorenzo no ano passado e agora Fluminense. Sai da Arena na quarta como se estivesse indo embora destes jogos. Cenários parecidos, desilusões semelhantes. Diante de adversários mais fracos, sucumbimos. O Tricolor, como instituição, vive séria crise de confiança. Como o rapaz que fica vulnerável ao ver se materializar na sua frente a moça com a qual flertou durante semanas no whats, a angústia parece tomar conta do Grêmio quando o título vira realidade em seu horizonte.
O Grêmio é melhor que o Fluminense e aposto que vencerá os cariocas na Arena pelo returno do Brasileiro. A troca de passes e o dinamismo do sistema proposto por Roger, que alçaram o Tricolor ao posto de um dos times mais competitivos do país, não apareceram diante dos cariocas. A parte mental é a principal culpada. Assim como o rapaz trava diante da possibilidade do tão sonhado beijo na moça finalmente virar realidade, a ansiedade toma conta do Grêmio quando percebe que alguma conquista está chegando.
Nem o rapaz consegue repetir com naturalidade as conversas que o levaram àquele instante, nem o Grêmio consegue repetir as atuações que o colocaram nas fases agudas das Copas. Parado no meio do salão, com o copo de cerveja em mãos, ele observa a mulher conversando com outros assim como o Grêmio fita o adversário celebrando a classificação. A vida e o tempo são cruéis e não permitem hesitação. Confiança é o que falta para ambos.
Ansioso e intimidado com a situação, o Grêmio exagera nos balões para a área em busca do gol do alívio. Ansioso e intimidado pela beleza da moça, o rapaz puxa papo de maneira afoita. O tempo passa e não perdoa. Os títulos vão parar no Memorial de outros clubes, algum marmanjo vai chegar na moça cujo olhar hipnotiza e os sonhadores seguirão visualizando o dia em que seus sonhos irão se tornar realidade. Mas que tenham coragem e atitude. Que o Grêmio logo volte a ter a confiança necessária para atuar nas decisões. Creio que estamos no caminho. E que o rapaz tímido tenha seus segundos de loucura e conquiste a moça. Em meio a este mundo cheio de ódio, a poesia certamente irá agradecer.
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