Danilo Rios se destacou na Copa do Brasil pelo Nacional-AM
"Em 2007, um empresário me ligou e disse que tinha pelo menos 10 clubes interessados em mim. Eram os maiores do futebol brasileiro, eu praticamente poderia escolher qualquer um deles".
A frase acima é do meia Danilo Rios, que surgiu com apenas 17 anos como uma grande promessa no Bahia. Ele foi destaque na campanha do acesso para a Série B do Brasileiro, eleito melhor meio-campista do Campeonato Baiano e brilhou no Brasileiro Sub-20. Chegou até mesmo a defender a seleção brasileira de base na Copa Sendai de 2006, ao lado de Denílson (ex-Arsenal), Willian (Chelsea) e Alexandre Pato.
O futuro parecia certo para o canhoto que encantava com sua visão de jogo apurada e a precisão nos escanteios e faltas. Com tantos interessados ele escolheu o Grêmio, que fez um contrato de quatro anos e colocou a multa rescisória por volta dos R$ 30 milhões.
Só que as coisas não aconteceram da forma esperada. Escolhas erradas e graves lesões atrapalharam a carreira que tinha tudo para ser de sucesso. Hoje aos 27 anos, Danilo está desempregado desde setembro de 2015, quando saiu do Nacional-AM após a disputa da Série D do Brasileiro.
De Maracujá para Salvador
Criado no povoado de Maracujá, de pouco mais de mil habitantes, no interior da Bahia, Danilo foi aprovado em uma peneira e com apenas 12 anos chegou ao 'Tricolor'. "Meus pais nem sabem direito como deixaram um menino tão novo ir morar sozinho numa cidade como Salvador. Pegamos a fase mais difícil da história do clube", recordou.
"Por causa da falta de grana, o ônibus sempre quebrava nas viagens, a gente brinca que não sabemos como íamos tão bem nos campeonatos (risos). A gente era guerreiro, 48 horas de ‘busão' chegando daquele jeito. Hoje a gente lembra disso e dá risada, porque conseguimos chegar longe no futebol", afirmou.
Danilo era tratado como futuro maestro da equipe e com apenas 17 anos justificou a confiança depositada. "Fiz duas temporadas muito boas no time principal e como o clube estava mal de grana fui vendido para o Grêmio. O que pesou mais foi que eles queriam que eu fosse de imediato e os outros queriam que eu fosse apenas em janeiro. Como o Bahia precisava do dinheiro na hora decidimos ir para o Sul", analisou.
"Teve até sondagens do exterior, mas é complicado saber quando é verdade ou apenas picaretagem. Quando acabei de fechar com Grêmio chegou um português que disse que tinha uma proposta do Porto, de Portugal. Só que muita coisa que se fala no futebol não é verdade", ponderou.
Joia de 30 milhões em Porto Alegre
Em setembro, ele desembarcou no clube gaúcho, que tinha acabado de ser vice-campeão da Copa Libertadores da América, sob o comando de Mano Menezes.
"O time era muito experiente. Tinham poucos garotos, acabei jogando poucos jogos porque chegar no meio do campeonato é muito difícil. Ainda mais que a equipe estava encaixada, mas foi uma experiência muito bacana. Tinha vindo de uma Série C e fui direto para uma das grandes equipes da Série A que disputava vaga na Libertadores", disse.
No ano seguinte, Vágner Mancini veio para o lugar do treinador que foi para o Corinthians. "Comecei muito bem no Gaúcho, mas depois fui para o banco e meu empresário à época começou a fazer pressão. Ele queria que eu fosse emprestado para pegar experiência", recordou.
"Eu não queria sair, mas ouvia muito o que as outras pessoas falavam por ser novo, nem sempre a sua vontade prevalece. Mas você precisa ter personalidade porque nem sempre as pessoas que estão cuidando da sua carreira têm as melhores opções", analisou.
"Se fosse hoje eu não iria. Eu estava mais feliz no Grêmio e ambientado, porque no começo é complicada a adaptação. Isso quebrou uma sequência que estava sendo bem natural. Eu deveria ter ficado e do jeito que estava evoluindo, acabaria sendo mais bem aproveitado".
Após uma conversa com Rodrigo Caetano, que cuidava do futebol gremista, o meia voltou para a Bahia, mas para defender o rival do seu antigo clube. "Me arrependo de ter ido ao Vitória até porque tenho uma relação muito boa com o Bahia. Comecei bem, mas o Mancini, que estava no Grêmio, chegou e a gente não se deu muito bem. Fui afastado do time e emprestado ao Atlético-MG, mas também não joguei muito", recordou.
Depois de rodar por outros times, quando voltava ao Grêmio não era aproveitado pelas novas comissões técnicas. "É muito difícil quando um jogador é emprestado ele voltar a conseguir jogar. Depois tive uma sequência muito grande de lesões quando estava numa fase muito boa no São Caetano, o que me atrapalhou bastante", afirmou.
Adeus ao Sul e as lesões
No final de 2011, Danilo encerrou seu contrato com o time de Porto Alegre e com os empresários que cuidavam de sua carreira. No ano seguinte, após um primeiro semestre de muitas contusões, veio o momento mais complicado de sua trajetória.
"O segundo semestre inteiro fiquei sem jogar e resolvi me curar de vez das lesões, fui me tratar. Pensei muito em parar de jogar, porque é complicado lidar com isso e queria estudar e fazer outras coisas", disse.
"Devo muito ao fisioterapeuta Pedro Paulo Guimaraes, que fez um trabalho fantástico comigo, nunca mais me machuquei de forma grave. Tanto é que depois consegui acertar com o Nacional-AM para 2013", comemorou.
O time de Manaus foi um recomeço de gala na vida de Danilo. Campanha surpreendente na Copa do Brasil, eliminando a Ponte Preta e o Coritiba, caindo apenas diante do Vasco na terceira fase. O meia marcou quatro gols e ficou na sexta posição entre os artilheiros da competição.
Com a boa campanha veio um convite para defender o Fortaleza na Série C, mas o acesso não veio. Depois disso, ele ainda passou por Remo e Maringá antes de voltar ao time em que foi ídolo. "Fui de novo para o Nacional, mas infelizmente não fizemos uma Série D bacana, mesmo com um projeto bem feito e boa estrutura, foi uma pena", lamentou.
Desde então, Danilo procura manter a boa forma e sonha com melhores dias. "Agora estou treinando forte e me preparando atrás de alguma proposta para jogar. Estou super bem e aguardo clubes, as negociações estão abertas. Espero que continue minha carreira da melhor forma possível em 2016", finalizou.
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"Em 2007, um empresário me ligou e disse que tinha pelo menos 10 clubes interessados em mim. Eram os maiores do futebol brasileiro, eu praticamente poderia escolher qualquer um deles".
A frase acima é do meia Danilo Rios, que surgiu com apenas 17 anos como uma grande promessa no Bahia. Ele foi destaque na campanha do acesso para a Série B do Brasileiro, eleito melhor meio-campista do Campeonato Baiano e brilhou no Brasileiro Sub-20. Chegou até mesmo a defender a seleção brasileira de base na Copa Sendai de 2006, ao lado de Denílson (ex-Arsenal), Willian (Chelsea) e Alexandre Pato.
O futuro parecia certo para o canhoto que encantava com sua visão de jogo apurada e a precisão nos escanteios e faltas. Com tantos interessados ele escolheu o Grêmio, que fez um contrato de quatro anos e colocou a multa rescisória por volta dos R$ 30 milhões.
Só que as coisas não aconteceram da forma esperada. Escolhas erradas e graves lesões atrapalharam a carreira que tinha tudo para ser de sucesso. Hoje aos 27 anos, Danilo está desempregado desde setembro de 2015, quando saiu do Nacional-AM após a disputa da Série D do Brasileiro.
De Maracujá para Salvador
Criado no povoado de Maracujá, de pouco mais de mil habitantes, no interior da Bahia, Danilo foi aprovado em uma peneira e com apenas 12 anos chegou ao 'Tricolor'. "Meus pais nem sabem direito como deixaram um menino tão novo ir morar sozinho numa cidade como Salvador. Pegamos a fase mais difícil da história do clube", recordou.
"Por causa da falta de grana, o ônibus sempre quebrava nas viagens, a gente brinca que não sabemos como íamos tão bem nos campeonatos (risos). A gente era guerreiro, 48 horas de ‘busão' chegando daquele jeito. Hoje a gente lembra disso e dá risada, porque conseguimos chegar longe no futebol", afirmou.
Danilo era tratado como futuro maestro da equipe e com apenas 17 anos justificou a confiança depositada. "Fiz duas temporadas muito boas no time principal e como o clube estava mal de grana fui vendido para o Grêmio. O que pesou mais foi que eles queriam que eu fosse de imediato e os outros queriam que eu fosse apenas em janeiro. Como o Bahia precisava do dinheiro na hora decidimos ir para o Sul", analisou.
"Teve até sondagens do exterior, mas é complicado saber quando é verdade ou apenas picaretagem. Quando acabei de fechar com Grêmio chegou um português que disse que tinha uma proposta do Porto, de Portugal. Só que muita coisa que se fala no futebol não é verdade", ponderou.
Joia de 30 milhões em Porto Alegre
Em setembro, ele desembarcou no clube gaúcho, que tinha acabado de ser vice-campeão da Copa Libertadores da América, sob o comando de Mano Menezes.
"O time era muito experiente. Tinham poucos garotos, acabei jogando poucos jogos porque chegar no meio do campeonato é muito difícil. Ainda mais que a equipe estava encaixada, mas foi uma experiência muito bacana. Tinha vindo de uma Série C e fui direto para uma das grandes equipes da Série A que disputava vaga na Libertadores", disse.
No ano seguinte, Vágner Mancini veio para o lugar do treinador que foi para o Corinthians. "Comecei muito bem no Gaúcho, mas depois fui para o banco e meu empresário à época começou a fazer pressão. Ele queria que eu fosse emprestado para pegar experiência", recordou.
"Eu não queria sair, mas ouvia muito o que as outras pessoas falavam por ser novo, nem sempre a sua vontade prevalece. Mas você precisa ter personalidade porque nem sempre as pessoas que estão cuidando da sua carreira têm as melhores opções", analisou.
"Se fosse hoje eu não iria. Eu estava mais feliz no Grêmio e ambientado, porque no começo é complicada a adaptação. Isso quebrou uma sequência que estava sendo bem natural. Eu deveria ter ficado e do jeito que estava evoluindo, acabaria sendo mais bem aproveitado".
Após uma conversa com Rodrigo Caetano, que cuidava do futebol gremista, o meia voltou para a Bahia, mas para defender o rival do seu antigo clube. "Me arrependo de ter ido ao Vitória até porque tenho uma relação muito boa com o Bahia. Comecei bem, mas o Mancini, que estava no Grêmio, chegou e a gente não se deu muito bem. Fui afastado do time e emprestado ao Atlético-MG, mas também não joguei muito", recordou.
Depois de rodar por outros times, quando voltava ao Grêmio não era aproveitado pelas novas comissões técnicas. "É muito difícil quando um jogador é emprestado ele voltar a conseguir jogar. Depois tive uma sequência muito grande de lesões quando estava numa fase muito boa no São Caetano, o que me atrapalhou bastante", afirmou.
Adeus ao Sul e as lesões
No final de 2011, Danilo encerrou seu contrato com o time de Porto Alegre e com os empresários que cuidavam de sua carreira. No ano seguinte, após um primeiro semestre de muitas contusões, veio o momento mais complicado de sua trajetória.
"O segundo semestre inteiro fiquei sem jogar e resolvi me curar de vez das lesões, fui me tratar. Pensei muito em parar de jogar, porque é complicado lidar com isso e queria estudar e fazer outras coisas", disse.
"Devo muito ao fisioterapeuta Pedro Paulo Guimaraes, que fez um trabalho fantástico comigo, nunca mais me machuquei de forma grave. Tanto é que depois consegui acertar com o Nacional-AM para 2013", comemorou.
O time de Manaus foi um recomeço de gala na vida de Danilo. Campanha surpreendente na Copa do Brasil, eliminando a Ponte Preta e o Coritiba, caindo apenas diante do Vasco na terceira fase. O meia marcou quatro gols e ficou na sexta posição entre os artilheiros da competição.
Com a boa campanha veio um convite para defender o Fortaleza na Série C, mas o acesso não veio. Depois disso, ele ainda passou por Remo e Maringá antes de voltar ao time em que foi ídolo. "Fui de novo para o Nacional, mas infelizmente não fizemos uma Série D bacana, mesmo com um projeto bem feito e boa estrutura, foi uma pena", lamentou.
Desde então, Danilo procura manter a boa forma e sonha com melhores dias. "Agora estou treinando forte e me preparando atrás de alguma proposta para jogar. Estou super bem e aguardo clubes, as negociações estão abertas. Espero que continue minha carreira da melhor forma possível em 2016", finalizou.
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