Se no Brasil não dá para ter um Alex Ferguson, então que fique o máximo possível
Ainda que sua carreira como treinador esteja apenas no início, não dá para negar que Roger Machado tem tudo para ser um dos maiores do Brasil em pouco tempo. Trata-se de um treinador diferente das figuras carimbadas no cenário nacional: é estudioso, faz um trabalho tático impecável, está atento ao que acontece no futebol mundial, não tem a visão obtusa de que o Brasil é autossuficiente em futebol e o principal: vem conseguindo resultados muito antes do esperado.
Ninguém da diretoria do Grêmio vai confirmar isso publicamente, mas é fato que Roger assumiu o time com a missão de evitar o rebaixamento da equipe no Campeonato Brasileiro. Num ano de vacas magras, sem uma Libertadores da América para encher os cofres, não era possível projetar nada diferente. O planejamento do clube já trabalhava com o cenário de terminar 2015 com menos sócios do que no início da temporada, sabendo que teríamos um ano para esquecer.
A política do presidente Romildo Bolzan, desde o início da temporada, é clara: reequilíbrio das contas e, como consequência, contenção de danos. O clube vendeu bons jogadores, mas que custavam muito dinheiro, como Barcos e Marcelo Moreno. Já em meio ao Brasileirão, precisou vender o capitão Rhodolfo. E praticamente não contratou, trazendo apenas jogadores baratos, como Galhardo, Erazo e Maicon.
E se a torcida tricolor estava em pânico e a diretoria apreensiva com um início claudicante de campeonato, Roger revolucionou o cenário em apenas três meses de trabalho. Uma revolução principalmente técnica e tática. Com os mesmos jogadores, de uma equipe burocrática nos tempos de Felipão, o tricolor se transformou em uma máquina que pratica um futebol exuberante.
Se antes faltava criatividade no meio, tornando os jogos chatos e lentos, com uma difícil aproximação com o ataque e insistentes e infrutíferas tentativas pelo meio, hoje a meia-cancha tricolor toca a bola com uma naturalidade impressionante, servindo os atacantes a todo momento. Se os contra-ataques do início do ano eram baseados em chutões da defesa em direção ao ataque, hoje o Grêmio arranca de forma alucinante do campo de defesa à área do adversário em menos de quinze segundos. Se a defesa demonstrava insegurança e dependia de milagres permanentes de Marcelo Grohe, hoje o goleiro gremista aparece muito menos em campo. Ainda que, quando exigido, continua fazendo seus milagres.
E os bons resultados aparecem como consequência do bom futebol. A goleada histórica por 5 a 0 no GreNal, assim como a grande vitória de ontem contra o Atlético Mineiro empolgam, mas admito que também fiquei empolgado na derrota ante o Fluminense e no empate contra o Sport. O Grêmio mereceu vencer os últimos quatro jogos que disputou, dominando o adversário e jogando melhor.
No Maracanã, sofreu um gol fortuito e acabou tendo o resultado comprometido pela expulsão precoce de Walace. Enquanto o jogo esteve 11 contra 11, o tricolor gaúcho foi muito superior ao carioca, mesmo jogando fora de casa. Na Arena, contra o Sport, não venceu por detalhe. Criou muitas chances, saiu na frente, sofreu um gol de empate numa falha individual do goleiro Tiago, mas seguiu buscando a reação. A vitória não veio apenas graças à grande atuação de Danilo Fernandes, goleiro rubro-negro.
É por situações como essa que o Grêmio deve fazer um contrato longo com Roger, com uma multa rescisória impagável. O técnico tricolor é dos melhores da nova geração e não se pode correr o risco de perdê-lo, seja por uma proposta tentadora de clubes com mais dinheiro em caixa, seja pela visão imediatista de alguma direção que possa aparecer no curto prazo. Roger precisa de tranquilidade para trabalhar, sabendo que eventuais resultados ruins, como estes contra Sport e Fluminense, fazem parte de uma campanha vitoriosa. Não tem problema perder três ou quatro jogos, mesmo jogando bem. O resultado é consequência. Jogue bem e ele virá.
Num trabalho de longo prazo, com Roger no comando, a única consequência possível são títulos.
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Ainda que sua carreira como treinador esteja apenas no início, não dá para negar que Roger Machado tem tudo para ser um dos maiores do Brasil em pouco tempo. Trata-se de um treinador diferente das figuras carimbadas no cenário nacional: é estudioso, faz um trabalho tático impecável, está atento ao que acontece no futebol mundial, não tem a visão obtusa de que o Brasil é autossuficiente em futebol e o principal: vem conseguindo resultados muito antes do esperado.
Ninguém da diretoria do Grêmio vai confirmar isso publicamente, mas é fato que Roger assumiu o time com a missão de evitar o rebaixamento da equipe no Campeonato Brasileiro. Num ano de vacas magras, sem uma Libertadores da América para encher os cofres, não era possível projetar nada diferente. O planejamento do clube já trabalhava com o cenário de terminar 2015 com menos sócios do que no início da temporada, sabendo que teríamos um ano para esquecer.
A política do presidente Romildo Bolzan, desde o início da temporada, é clara: reequilíbrio das contas e, como consequência, contenção de danos. O clube vendeu bons jogadores, mas que custavam muito dinheiro, como Barcos e Marcelo Moreno. Já em meio ao Brasileirão, precisou vender o capitão Rhodolfo. E praticamente não contratou, trazendo apenas jogadores baratos, como Galhardo, Erazo e Maicon.
E se a torcida tricolor estava em pânico e a diretoria apreensiva com um início claudicante de campeonato, Roger revolucionou o cenário em apenas três meses de trabalho. Uma revolução principalmente técnica e tática. Com os mesmos jogadores, de uma equipe burocrática nos tempos de Felipão, o tricolor se transformou em uma máquina que pratica um futebol exuberante.
Se antes faltava criatividade no meio, tornando os jogos chatos e lentos, com uma difícil aproximação com o ataque e insistentes e infrutíferas tentativas pelo meio, hoje a meia-cancha tricolor toca a bola com uma naturalidade impressionante, servindo os atacantes a todo momento. Se os contra-ataques do início do ano eram baseados em chutões da defesa em direção ao ataque, hoje o Grêmio arranca de forma alucinante do campo de defesa à área do adversário em menos de quinze segundos. Se a defesa demonstrava insegurança e dependia de milagres permanentes de Marcelo Grohe, hoje o goleiro gremista aparece muito menos em campo. Ainda que, quando exigido, continua fazendo seus milagres.
E os bons resultados aparecem como consequência do bom futebol. A goleada histórica por 5 a 0 no GreNal, assim como a grande vitória de ontem contra o Atlético Mineiro empolgam, mas admito que também fiquei empolgado na derrota ante o Fluminense e no empate contra o Sport. O Grêmio mereceu vencer os últimos quatro jogos que disputou, dominando o adversário e jogando melhor.
No Maracanã, sofreu um gol fortuito e acabou tendo o resultado comprometido pela expulsão precoce de Walace. Enquanto o jogo esteve 11 contra 11, o tricolor gaúcho foi muito superior ao carioca, mesmo jogando fora de casa. Na Arena, contra o Sport, não venceu por detalhe. Criou muitas chances, saiu na frente, sofreu um gol de empate numa falha individual do goleiro Tiago, mas seguiu buscando a reação. A vitória não veio apenas graças à grande atuação de Danilo Fernandes, goleiro rubro-negro.
É por situações como essa que o Grêmio deve fazer um contrato longo com Roger, com uma multa rescisória impagável. O técnico tricolor é dos melhores da nova geração e não se pode correr o risco de perdê-lo, seja por uma proposta tentadora de clubes com mais dinheiro em caixa, seja pela visão imediatista de alguma direção que possa aparecer no curto prazo. Roger precisa de tranquilidade para trabalhar, sabendo que eventuais resultados ruins, como estes contra Sport e Fluminense, fazem parte de uma campanha vitoriosa. Não tem problema perder três ou quatro jogos, mesmo jogando bem. O resultado é consequência. Jogue bem e ele virá.
Num trabalho de longo prazo, com Roger no comando, a única consequência possível são títulos.
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