No Gre-nal da Arena, o Grêmio não conseguiu jogar o futebol que vinha apresentando em todo o campeonato, principalmente em relação ao ataque. Apesar da entrega do time em campo, o entrosamento que a equipe vinha demonstrando nos jogos simplesmente não existiu e foi muito por causa da impaciência em trabalhar as jogadas.
O Grêmio começou muito melhor e foi superior no primeiro tempo. Corrigiu erros de marcação que apareceram e, com D'ale sendo marcado individualmente, primeiro por Maicon, depois por Bastos, a criação das jogadas do rival foi facilmente anulada. Mas tudo mudou no segundo tempo com a entrada de Valdívia, o qual foi designado por Aguirre a jogar em cima do nosso lateral direito. Não foi nenhuma jogada de mestre: o Grêmio estava com um volante amarelado e o outro marcando individualmente o camisa 10 deles. É sabido que Matias, apesar de raçudo, cede espaços e a cobertura de um volante por ali é essencial. Jogando por ali, Valdívia pôde explorar os espaços e abusar das jogadas individuais.
A partir disso, o Grêmio se perdeu na marcação, mesmo quando ainda tinha seus 11 homens em campo! E foi exatamente assim que Valdívia aproveitou a confusa defesa gremista para avançar na intermediária e sofrer a falta que gerou a expulsão de Geromel. Uma falha tática que liga o alerta para a fragilidade - e carência de elenco - nesse setor. Nosso zagueiro, para evitar o gol deles, fez certo em parar a jogada. Inclusive, Geromel vinha sendo nosso melhor jogador em campo, preciso a cada desarme, até aquela atitude pouco inteligente que deu origem ao primeiro cartão amarelo dele. Ao meu ver, foi com exceço de força na jogada. Com 10 em campo, o Grêmio só pode se defender.
Ainda tinha muito tempo de jogo e o posicionamento defensivo, que já estava mal, ficou completamente desnorteado com um jogador a menos. Foram minutos de pavor até Felipão consertar com as substituições. E foi no momento mais instável da equipe que cresceu o nome do jogo: Marcelo Grohe. Suas três grandes defesas salvaram o resultado da partida: um 0x0 que ainda nos deixa no páreo pelo título.
A criticada arbitragem falhou, ao meu ver, na aplicação dos cartões. Vários amarelos para os nossos, enquanto os colorados ceifavam os gremistas em campo e nada de cartão para eles. O problema é que no Rio Grande do Sul só existe um verdadeiro árbitro e o nome dele é D'alessandro. Ele apita todos os jogos, manda e desmanda na aplicação dos cartões amarelos, e o mais surpreendente é que os árbitros não se irritaram com sua voz de ave esganicenta ao longo dos anos. Por vezes, quando estou em casa, escuto os quero-queros defenderem seus filhotes e, se fecho os olhos por um segundo, posso jurar estar ouvindo a voz do camisa 10 colorado. Só não confundo porque os quero-queros não sabem falar castelhano. É realmente muito intrigante a maneira como os árbitros aceitam isso por anos a fio, inclusive seria uma matéria super interessante para o Discovery Channel investigar.
Tendo em vista o jogo conflituoso que se desenhou em campo, o empate sem gols é um resultado razoável porque nos deixa verdadeiramente em pé de igualdade para a decisão no Beira-Rio. Entretanto, fomos superados taticamente por uma estratégia mais que óbvia por parte do Aguirre, que apenas explorou a fragilidade daquele setor, fato que deve servir como alerta da necessidade de reforços para o Brasileirão. Douglas, Luan e Giuliano deixaram muito a desejar, mesmo que estivessem marcados, não se movimentaram como nos outros jogos. Parece que o nervosismo pesa em partidas assim, a necessidade de título, a angústia pela vitória. Venho dizendo que esse time evoluiu em campo, mas ainda precisa crescer mentalmente.
Dessa forma, vejo esse empate constituído pelo Grêmio e ele é o único responsável por tal placar. Não fez gols porque foi incapaz de administrar jogadas no ataque, e tornou o jogo complicado na defesa com a expulsão porque também foi incapaz de se organizar defensivamente a partir de uma mudança estratégica do adversário. Contou com a competência técnica do goleiro e com a raça - que não faltou aos jogadores - para manter o resultado. Agora é preciso fazer a leitura correta do jogo e corrigir as falhas. Temos um campeonato para ganhar.
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O Grêmio começou muito melhor e foi superior no primeiro tempo. Corrigiu erros de marcação que apareceram e, com D'ale sendo marcado individualmente, primeiro por Maicon, depois por Bastos, a criação das jogadas do rival foi facilmente anulada. Mas tudo mudou no segundo tempo com a entrada de Valdívia, o qual foi designado por Aguirre a jogar em cima do nosso lateral direito. Não foi nenhuma jogada de mestre: o Grêmio estava com um volante amarelado e o outro marcando individualmente o camisa 10 deles. É sabido que Matias, apesar de raçudo, cede espaços e a cobertura de um volante por ali é essencial. Jogando por ali, Valdívia pôde explorar os espaços e abusar das jogadas individuais.
A partir disso, o Grêmio se perdeu na marcação, mesmo quando ainda tinha seus 11 homens em campo! E foi exatamente assim que Valdívia aproveitou a confusa defesa gremista para avançar na intermediária e sofrer a falta que gerou a expulsão de Geromel. Uma falha tática que liga o alerta para a fragilidade - e carência de elenco - nesse setor. Nosso zagueiro, para evitar o gol deles, fez certo em parar a jogada. Inclusive, Geromel vinha sendo nosso melhor jogador em campo, preciso a cada desarme, até aquela atitude pouco inteligente que deu origem ao primeiro cartão amarelo dele. Ao meu ver, foi com exceço de força na jogada. Com 10 em campo, o Grêmio só pode se defender.
Ainda tinha muito tempo de jogo e o posicionamento defensivo, que já estava mal, ficou completamente desnorteado com um jogador a menos. Foram minutos de pavor até Felipão consertar com as substituições. E foi no momento mais instável da equipe que cresceu o nome do jogo: Marcelo Grohe. Suas três grandes defesas salvaram o resultado da partida: um 0x0 que ainda nos deixa no páreo pelo título.
A criticada arbitragem falhou, ao meu ver, na aplicação dos cartões. Vários amarelos para os nossos, enquanto os colorados ceifavam os gremistas em campo e nada de cartão para eles. O problema é que no Rio Grande do Sul só existe um verdadeiro árbitro e o nome dele é D'alessandro. Ele apita todos os jogos, manda e desmanda na aplicação dos cartões amarelos, e o mais surpreendente é que os árbitros não se irritaram com sua voz de ave esganicenta ao longo dos anos. Por vezes, quando estou em casa, escuto os quero-queros defenderem seus filhotes e, se fecho os olhos por um segundo, posso jurar estar ouvindo a voz do camisa 10 colorado. Só não confundo porque os quero-queros não sabem falar castelhano. É realmente muito intrigante a maneira como os árbitros aceitam isso por anos a fio, inclusive seria uma matéria super interessante para o Discovery Channel investigar.
Tendo em vista o jogo conflituoso que se desenhou em campo, o empate sem gols é um resultado razoável porque nos deixa verdadeiramente em pé de igualdade para a decisão no Beira-Rio. Entretanto, fomos superados taticamente por uma estratégia mais que óbvia por parte do Aguirre, que apenas explorou a fragilidade daquele setor, fato que deve servir como alerta da necessidade de reforços para o Brasileirão. Douglas, Luan e Giuliano deixaram muito a desejar, mesmo que estivessem marcados, não se movimentaram como nos outros jogos. Parece que o nervosismo pesa em partidas assim, a necessidade de título, a angústia pela vitória. Venho dizendo que esse time evoluiu em campo, mas ainda precisa crescer mentalmente.
Dessa forma, vejo esse empate constituído pelo Grêmio e ele é o único responsável por tal placar. Não fez gols porque foi incapaz de administrar jogadas no ataque, e tornou o jogo complicado na defesa com a expulsão porque também foi incapaz de se organizar defensivamente a partir de uma mudança estratégica do adversário. Contou com a competência técnica do goleiro e com a raça - que não faltou aos jogadores - para manter o resultado. Agora é preciso fazer a leitura correta do jogo e corrigir as falhas. Temos um campeonato para ganhar.
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