
Cristian Rodríguez aprovou estreia no Grêmio (Foto: Eduardo Moura/GloboEsporte.com)
Quatro dias depois de desembarcar em Porto Alegre, Cristian Rodríguez desfilou pela primeira vez com a camisa gremista. Todos os holofotes estiveram voltados para o uruguaio, bem mais do que os 60 minutos que ele esteve em campo na vitória por 1 a 0 sobre o Cruzeiro-RS, na Arena.
Para começar, a primeira partida no Grêmio serviu para um tira-teima em sua trajetória pessoal de estreias. E, claro, o principal: apresentou-se para a torcida como um camisa 7 intenso na movimentação, se destacando pela técnica e por desarmes. Depois de conhecer o estádio e o apoio dos tricolores, Cebolla ainda cogitou pela primeira vez permanecer por mais tempo no clube.
O contrato é até o final de junho. Em sua entrevista de apresentação, evitou falar em uma possível prorrogação ou permanência em definitivo. Deixou o assunto nas mãos do Atlético de Madrid, clube com o qual tem vínculo até metade de 2016. Ao falar de sua rotina corrida desde a chegada a Porto Alegre, na terça-feira, citou que não há impedimentos para que permaneça mais tempo em solo gaúcho.
- Está complicado, cheguei há quatro dias, exames médicos, assinatura de contrato, apresentação, não parei ainda. Espero me adaptar, conhecer bem o futebol brasileiro. O meu contrato tem quatro meses. Bem, tenho que voltar ao Atlético de Madrid, mas ninguém impede que eu possa ficar aqui - destacou o uruguaio na zona mista da Arena.
Cristian chegou à Arena sem conceder entrevistas. Foi um dos últimos a descer no ônibus. Mesma postura ao deixar o vestiário após o jogo. Seus primeiros movimentos com a camisa gremista foram de marcação. Apertou o rival no meio-campo e a bola acabou nos pés de Giuliano. O uruguaio, além de trabalhar no setor ofensivo, também ajudou muito o lateral-esquerdo Marcelo Hermes na marcação. Voltou, deu carrinhos e desarmou. Foram cinco roubadas de bola.
Mostrou impulsão, também, mesmo com seus 1m78cm. Em cobrança de escanteio de Douglas, conseguiu desviar no primeiro poste, mas a bola passou a área sem ser tocada depois. Finalizou uma vez ao gol de Bruno Grassi, ao receber na meia direita, cortar a marcação e arriscar, à esquerda da meta do Cruzeiro-RS, aos 28 minutos.
Com a bola, mostrou qualidade no passe, ainda que tenha dado toque às costas de Marcelo Hermes no início, e certa velocidade. Foram 27 passos corretos e dois errados. Sem falar na vistosa caneta sobre Jaiminho, no fim da etapa inicial. No segundo tempo, arrancou para cima da marcação, mas cruzou em cima do rival que veio na cobertura.
- Foi uma semana com ansiedade, a verdade é que estou muito feliz de estar aqui, de como me receberam. As pessoas são simpáticas nas ruas. Não pude fazer gol, mas me senti bastante bem. Eu gosto de atacar e de defender, mas sempre sendo muito humilde, por mais que venha como uma figura, não me sinto assim. Vou deixar todo o possível para poder colaborar - comentou Cebolla ao avaliar a estreia.

Cristian Rodríguez arrancou elogios de todos na Arena (Foto: EDU ANDRADE/FATOPRESS/Agência Estado)
A chegada de Cristian e também de Braian Rodríguez formou, com Matías Rodríguez, o que é chamado de Família Rodríguez - o trio chegou a postar uma foto na concentração, em que tomavam mate juntos. Na zona mista da Arena, o lateral-direito argentino brincou sobre o grupo de gringos e disse que o líder é Cristian. A resposta dá o tom da importância que o meia uruguaio já tem para o elenco.
- O mais grande (é o líder), é o Cristian - disse Matías.
Felipão também elogiou o jogador após a estreia:
- Ele tem confiança, transmite isso, gosta de jogar. Sem contar que havia a diferença de que cinha jogando a 5ºC na Itália. Lógico que vai sentir nos primeiros dias. Ele no começo não conseguia respirar. Depois, foi tranquilo. Mas agora vem a adaptação. Essa semana será um pouco melhor. Na medida em que treina, se adapta ao time, ao clima, ao país.

Cristian Rodríguez contempla Arena antes de a bola rolar no sábado (Foto: Lucas Uebel/Grêmio FBPA)
A vitória também serviu para o histórico pessoal do meia. Com o resultado, tem mais estreias com bons resultados do que derrotas. Ganhou atuando por Peñarol, Benfica, Uruguai e Grêmio. Acabou derrotado com as camisas de PSG, Porto e Parma. E empatou no Atlético de Madrid.
A idolatria já começou pela torcida. A camisa 7 teve triplicada a procura na loja do Grêmio na Arena. Torcedores já estiveram no local para colocar o nome do uruguaio ou o seu apelido Cebolla às costas.
Nas arquibancadas, bandeiras do Uruguai e um cartaz com um desenho do vegetal. Quando o uruguaio foi anunciado pelo sistema de som, na escalação, o estádio veio abaixo. Foi o maior público da Arena no ano, quase 25 mil. É só um começo, mas soa promissor.

Torcida triplicou procura por camisa 7 (Foto: Eduardo Moura/GloboEsporte.com)
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Quatro dias depois de desembarcar em Porto Alegre, Cristian Rodríguez desfilou pela primeira vez com a camisa gremista. Todos os holofotes estiveram voltados para o uruguaio, bem mais do que os 60 minutos que ele esteve em campo na vitória por 1 a 0 sobre o Cruzeiro-RS, na Arena.
Para começar, a primeira partida no Grêmio serviu para um tira-teima em sua trajetória pessoal de estreias. E, claro, o principal: apresentou-se para a torcida como um camisa 7 intenso na movimentação, se destacando pela técnica e por desarmes. Depois de conhecer o estádio e o apoio dos tricolores, Cebolla ainda cogitou pela primeira vez permanecer por mais tempo no clube.
O contrato é até o final de junho. Em sua entrevista de apresentação, evitou falar em uma possível prorrogação ou permanência em definitivo. Deixou o assunto nas mãos do Atlético de Madrid, clube com o qual tem vínculo até metade de 2016. Ao falar de sua rotina corrida desde a chegada a Porto Alegre, na terça-feira, citou que não há impedimentos para que permaneça mais tempo em solo gaúcho.
- Está complicado, cheguei há quatro dias, exames médicos, assinatura de contrato, apresentação, não parei ainda. Espero me adaptar, conhecer bem o futebol brasileiro. O meu contrato tem quatro meses. Bem, tenho que voltar ao Atlético de Madrid, mas ninguém impede que eu possa ficar aqui - destacou o uruguaio na zona mista da Arena.
Cristian chegou à Arena sem conceder entrevistas. Foi um dos últimos a descer no ônibus. Mesma postura ao deixar o vestiário após o jogo. Seus primeiros movimentos com a camisa gremista foram de marcação. Apertou o rival no meio-campo e a bola acabou nos pés de Giuliano. O uruguaio, além de trabalhar no setor ofensivo, também ajudou muito o lateral-esquerdo Marcelo Hermes na marcação. Voltou, deu carrinhos e desarmou. Foram cinco roubadas de bola.
Mostrou impulsão, também, mesmo com seus 1m78cm. Em cobrança de escanteio de Douglas, conseguiu desviar no primeiro poste, mas a bola passou a área sem ser tocada depois. Finalizou uma vez ao gol de Bruno Grassi, ao receber na meia direita, cortar a marcação e arriscar, à esquerda da meta do Cruzeiro-RS, aos 28 minutos.
Com a bola, mostrou qualidade no passe, ainda que tenha dado toque às costas de Marcelo Hermes no início, e certa velocidade. Foram 27 passos corretos e dois errados. Sem falar na vistosa caneta sobre Jaiminho, no fim da etapa inicial. No segundo tempo, arrancou para cima da marcação, mas cruzou em cima do rival que veio na cobertura.
- Foi uma semana com ansiedade, a verdade é que estou muito feliz de estar aqui, de como me receberam. As pessoas são simpáticas nas ruas. Não pude fazer gol, mas me senti bastante bem. Eu gosto de atacar e de defender, mas sempre sendo muito humilde, por mais que venha como uma figura, não me sinto assim. Vou deixar todo o possível para poder colaborar - comentou Cebolla ao avaliar a estreia.

Cristian Rodríguez arrancou elogios de todos na Arena (Foto: EDU ANDRADE/FATOPRESS/Agência Estado)
A chegada de Cristian e também de Braian Rodríguez formou, com Matías Rodríguez, o que é chamado de Família Rodríguez - o trio chegou a postar uma foto na concentração, em que tomavam mate juntos. Na zona mista da Arena, o lateral-direito argentino brincou sobre o grupo de gringos e disse que o líder é Cristian. A resposta dá o tom da importância que o meia uruguaio já tem para o elenco.
- O mais grande (é o líder), é o Cristian - disse Matías.
Felipão também elogiou o jogador após a estreia:
- Ele tem confiança, transmite isso, gosta de jogar. Sem contar que havia a diferença de que cinha jogando a 5ºC na Itália. Lógico que vai sentir nos primeiros dias. Ele no começo não conseguia respirar. Depois, foi tranquilo. Mas agora vem a adaptação. Essa semana será um pouco melhor. Na medida em que treina, se adapta ao time, ao clima, ao país.

Cristian Rodríguez contempla Arena antes de a bola rolar no sábado (Foto: Lucas Uebel/Grêmio FBPA)
A vitória também serviu para o histórico pessoal do meia. Com o resultado, tem mais estreias com bons resultados do que derrotas. Ganhou atuando por Peñarol, Benfica, Uruguai e Grêmio. Acabou derrotado com as camisas de PSG, Porto e Parma. E empatou no Atlético de Madrid.
A idolatria já começou pela torcida. A camisa 7 teve triplicada a procura na loja do Grêmio na Arena. Torcedores já estiveram no local para colocar o nome do uruguaio ou o seu apelido Cebolla às costas.
Nas arquibancadas, bandeiras do Uruguai e um cartaz com um desenho do vegetal. Quando o uruguaio foi anunciado pelo sistema de som, na escalação, o estádio veio abaixo. Foi o maior público da Arena no ano, quase 25 mil. É só um começo, mas soa promissor.

Torcida triplicou procura por camisa 7 (Foto: Eduardo Moura/GloboEsporte.com)
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