Paulo Victor obteve um resultado praticamente inédito na memória recente do Grêmio. Ele conseguiu ser campeão no primeiro ano depois do encerramento de uma era de goleiros. Há quase 30 anos, o fim de um ciclo vinha acompanhado de incertezas e rodízio até fixar um substituto.
Foi assim com Mazaropi. O goleiro campeão mundial deixou o clube em 1991 e não houve um substituto à altura por três temporadas consecutivas. Foi um período de sombras, queda para a Segunda Divisão e retorno à elite, até que Danrlei recebeu uma chance de Luiz Felipe Scolari e dominou a posição por mais de uma década.
Só que, quando saiu, coincidência ou não, repetiu-se o destino. Passaram Eduardo Martini, Tavarelli, Márcio, Galatto. O time foi e voltou da Série B e, ainda assim, não firmava nenhum camisa 1. Marcelo Grohe foi lançado, Saja apareceu e Victor teve destaque. Depois, teve ainda Dida. Até que, Grohe foi, enfim, efetivado. No período em que esteve debaixo das traves, reconduziu o Grêmio ao caminho dos títulos. Ao ver o ídolo sair no final do ano passado, a torcida naturalmente temeu que um buraco na camisa 1 pudesse devolver momentos ruins de outras temporadas.
Mas Paulo Victor, na primeira chance que teve, tratou de tranquilizar os torcedores. Porque não só foi campeão já na competição de estreia como tornou-se o protagonista da conquista, defendendo três pênaltis — um feito que apenas Grohe e Dida haviam conseguido pelo clube. Foi vazado apenas uma vez em todo o Gauchão, a melhor marca da história do centenário campeonato.
Aos 32 anos, PV viveu na quarta-feira (17) a noite de glória de sua carreira, que teve passagens por Flamengo e Gaziantepspor, da Turquia. A quinta (18) foi dedicada a curtir o momento. O goleiro atendeu a canais nacionais para falar do título e de sua participação no 38º Gauchão conquistado pelo Grêmio.
— Foi uma noite maravilhosa, só tive dificuldade para dormir — contou o jogador, completando: — Disputamos o maior clássico nacional, pude ver a grandeza do Gre-Nal, que Porto Alegre para por quase uma semana. A gente sabia que, se perdesse o jogo, aumentaria a cobrança de imprensa e torcida, às vezes nem podemos sair de casa. Por isso, temos os excessos entre os atletas. Mas isso é normal no esporte, desde que não haja agressão.
As atividades com os companheiros serão retomadas nesta sexta-feira (19). O goleiro, aliás, revelou que fez até trabalhos individuais, em casa, para manter a forma e ficar pronto para assumir o posto. Sabendo que Renato Portaluppi costuma montar um rodízio entre os atletas e manter todos motivados e prontos para ser chamado, tratou de se garantir para quando a oportunidade aparecesse.
— Até tomei uma bronca do professor Rogerião (Rogério Godoy) por isso. Tínhamos jogado à noite e, pela manhã, treinei por conta, em casa. Ele me disse para não exagerar. Sou grato a ele e à equipe pelos ensinamentos. Estamos sempre aprendendo com eles e com os companheiros, Julio César, Brenno e Phelipe. Futebol, para ter resultado, depende de mais pessoas e esse título é dividido entre todos — disse o goleiro.
A versão é confirmada pelo preparador Rogério Godoy. Em entrevista ao programa Esporte e Companhia, da Rádio Gaúcha, ele falou:
— É um dos primeiros atletas a chegar aos treinamentos e um dos últimos a sair, desde quando chegou. Quando foi contratado, perguntei o que ele queria e ele me disse: "Tenho fome, quero jogar. Respeito o Marcelo (Grohe), mas quando chegar minha vez, não vou deixar de dar minha contribuição". E hoje a gente pode estar feliz por tudo o que ele entregou.
Agora, Paulo Victor torce para que o tempo passe rápido. Não que não queira aproveitar o feriado de Páscoa, apesar de já voltar ao trabalho hoje e viajar no domingo. Nem que haja tensão para enfrentar o Libertad, pela quinta rodada da Libertadores, a partida que pode definir o rumo do Grêmio na competição.
É que o goleiro aguarda, ansiosamente, a abertura das agências bancárias.
No campo, logo após a partida, Paulo Victor ouviu de Renato que havia entrado para a história do clube como seu antecessor e que era grato a seus serviços. Empolgado, o treinador prometeu ao jogador um prêmio extra de R$ 50 mil por ter, nas palavras do técnico, "garantido o título para o Grêmio".
— Ele me disse mesmo que ia dar o dinheiro. Agora vou cuidar e tirar extrato todos os dias para ver se vai pingar na conta mesmo — riu.
Paulo Victor só não revelou ainda o que fará com a premiação. É que Renato ainda deve estar tentando convencer o presidente Romildo Bolzan a não comprometer seu salário para pagar o goleiro.
Grêmio, Paulo Victor
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Foi assim com Mazaropi. O goleiro campeão mundial deixou o clube em 1991 e não houve um substituto à altura por três temporadas consecutivas. Foi um período de sombras, queda para a Segunda Divisão e retorno à elite, até que Danrlei recebeu uma chance de Luiz Felipe Scolari e dominou a posição por mais de uma década.
Só que, quando saiu, coincidência ou não, repetiu-se o destino. Passaram Eduardo Martini, Tavarelli, Márcio, Galatto. O time foi e voltou da Série B e, ainda assim, não firmava nenhum camisa 1. Marcelo Grohe foi lançado, Saja apareceu e Victor teve destaque. Depois, teve ainda Dida. Até que, Grohe foi, enfim, efetivado. No período em que esteve debaixo das traves, reconduziu o Grêmio ao caminho dos títulos. Ao ver o ídolo sair no final do ano passado, a torcida naturalmente temeu que um buraco na camisa 1 pudesse devolver momentos ruins de outras temporadas.
Mas Paulo Victor, na primeira chance que teve, tratou de tranquilizar os torcedores. Porque não só foi campeão já na competição de estreia como tornou-se o protagonista da conquista, defendendo três pênaltis — um feito que apenas Grohe e Dida haviam conseguido pelo clube. Foi vazado apenas uma vez em todo o Gauchão, a melhor marca da história do centenário campeonato.
Aos 32 anos, PV viveu na quarta-feira (17) a noite de glória de sua carreira, que teve passagens por Flamengo e Gaziantepspor, da Turquia. A quinta (18) foi dedicada a curtir o momento. O goleiro atendeu a canais nacionais para falar do título e de sua participação no 38º Gauchão conquistado pelo Grêmio.
— Foi uma noite maravilhosa, só tive dificuldade para dormir — contou o jogador, completando: — Disputamos o maior clássico nacional, pude ver a grandeza do Gre-Nal, que Porto Alegre para por quase uma semana. A gente sabia que, se perdesse o jogo, aumentaria a cobrança de imprensa e torcida, às vezes nem podemos sair de casa. Por isso, temos os excessos entre os atletas. Mas isso é normal no esporte, desde que não haja agressão.
As atividades com os companheiros serão retomadas nesta sexta-feira (19). O goleiro, aliás, revelou que fez até trabalhos individuais, em casa, para manter a forma e ficar pronto para assumir o posto. Sabendo que Renato Portaluppi costuma montar um rodízio entre os atletas e manter todos motivados e prontos para ser chamado, tratou de se garantir para quando a oportunidade aparecesse.
— Até tomei uma bronca do professor Rogerião (Rogério Godoy) por isso. Tínhamos jogado à noite e, pela manhã, treinei por conta, em casa. Ele me disse para não exagerar. Sou grato a ele e à equipe pelos ensinamentos. Estamos sempre aprendendo com eles e com os companheiros, Julio César, Brenno e Phelipe. Futebol, para ter resultado, depende de mais pessoas e esse título é dividido entre todos — disse o goleiro.
A versão é confirmada pelo preparador Rogério Godoy. Em entrevista ao programa Esporte e Companhia, da Rádio Gaúcha, ele falou:
— É um dos primeiros atletas a chegar aos treinamentos e um dos últimos a sair, desde quando chegou. Quando foi contratado, perguntei o que ele queria e ele me disse: "Tenho fome, quero jogar. Respeito o Marcelo (Grohe), mas quando chegar minha vez, não vou deixar de dar minha contribuição". E hoje a gente pode estar feliz por tudo o que ele entregou.
Agora, Paulo Victor torce para que o tempo passe rápido. Não que não queira aproveitar o feriado de Páscoa, apesar de já voltar ao trabalho hoje e viajar no domingo. Nem que haja tensão para enfrentar o Libertad, pela quinta rodada da Libertadores, a partida que pode definir o rumo do Grêmio na competição.
É que o goleiro aguarda, ansiosamente, a abertura das agências bancárias.
No campo, logo após a partida, Paulo Victor ouviu de Renato que havia entrado para a história do clube como seu antecessor e que era grato a seus serviços. Empolgado, o treinador prometeu ao jogador um prêmio extra de R$ 50 mil por ter, nas palavras do técnico, "garantido o título para o Grêmio".
— Ele me disse mesmo que ia dar o dinheiro. Agora vou cuidar e tirar extrato todos os dias para ver se vai pingar na conta mesmo — riu.
Paulo Victor só não revelou ainda o que fará com a premiação. É que Renato ainda deve estar tentando convencer o presidente Romildo Bolzan a não comprometer seu salário para pagar o goleiro.
Grêmio, Paulo Victor
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Comentários
Comentários (1)
Baita goleiro meu guri!!!!
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