Foto: Montagem sobre foto de Diego Vara / Agência RBS
O trecho entre a Avenida Brasil e a Victor Hugo Kunz virou o Vale dos Goleiros. Funciona mais ou menos assim. A parte alta da lomba criou para o Grêmio Marcelo Grohe. A parte baixa, já entrando à esquerda no bairro Canudos, enviou para o Inter Alisson Becker e seu irmão Muriel.
São cerca de dois quilômetros entre a rotatória de acesso de Campo Bom e a casa dos colorados Becker. Distância encurtada pelo futebol. Os caminhos de Marcelo Grohe e Alisson se cruzaram muito antes do cumprimento protocolar que se viu na Arena, no Gre-Nal de 9 de novembro.
Vão além da descendência alemã que carregam nos sobrenomes. Também ultrapassam o fato de terem sido filhos de calçadistas e sentirem dentro de casa os reflexos da crise que tirou da região o status de Capital do Calçado.
Alisson, cinco anos mais novo, acompanhou a trajetória de Grohe, que corria em paralelo à do irmão mais velho, Muriel. Viu os dois irem juntos para a seleção brasileira sub-20. Também compartilhou da mesma van que levava a gurizada do Vale do Sinos para os treinos em Porto Alegre.
Em tempos de babel de sotaques nos vestiários da dupla Gre-Nal, os gaúchos de azul e vermelho podem se orgulhar de ver sob as traves dois filhos da terra. Sentimento que infla o peito dos "alemãezinhos" do Vale do Sinos. Ou seria Vale dos Goleiros?
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São cerca de dois quilômetros entre a rotatória de acesso de Campo Bom e a casa dos colorados Becker. Distância encurtada pelo futebol. Os caminhos de Marcelo Grohe e Alisson se cruzaram muito antes do cumprimento protocolar que se viu na Arena, no Gre-Nal de 9 de novembro.
Vão além da descendência alemã que carregam nos sobrenomes. Também ultrapassam o fato de terem sido filhos de calçadistas e sentirem dentro de casa os reflexos da crise que tirou da região o status de Capital do Calçado.
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