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Grêmio e Independiente-ARG farão, a partir desta quarta-feira (14), às 22 horas (horário de Brasília), a terceira decisão sul-americana direta. Em 1984 o time de Avellaneda levou a melhor, mas 12 anos depois foi a vez de o Tricolor ser campeão e com direito a goleada. O tira-teima, pela segunda vez na Recopa, reúne dois times que se assemelham dentro de suas diferenças.
No Grêmio há um remanescente da final da Libertadores de 34 anos atrás: Renato Gaúcho. O atual treinador jogou as duas partidas contra o Independiente.
"O Grêmio tinha sido campeão em 1983, pela primeira vez e eu estava naquele grupo. No ano seguinte perdemos para o Independiente, mas é passado. Eles mereceram, foram campeões. Mas é passado, ficou lá. Não tem revanche. Serão 180 minutos e vamos ver o que acontece", comentou Renato.
Em 1984, o Grêmio entrou direto na semifinal por ter conquistado a Libertadores do ano anterior. A penúltima fase era disputada por dois grupos com três times em cada chave. O Tricolor disputou com Flamengo e Universidad de Los Andes-VEN. A equipe treinada por Carlos Froner avançou no jogo de desempate com o rubro-negro carioca.
Na final, o Grêmio jogou primeiro em casa e perdeu por 1 a 0. Na segunda partida, em Avellaneda, a pressão não foi suficiente para reverter o duelo e manter a taça no Brasil.
O troco foi dado em 1996. Campeão da Libertadores do ano anterior, o Grêmio encarou o Independiente na sétima edição da Recopa. À época a disputa reunia o vencedor da chamada Supercopa e ocorria com partida única, em campo neutro. O local escolhido foi o Japão. Na cidade de Kobe, o time comandado por Luiz Felipe Scolari aplicou 4 a 1 nos argentinos.
"Aquele time marcou época e esse título ajudou. O jogo foi duro, mas depois que fizemos 2 a 1 as coisas melhoraram. Ainda consegui marcar um gol de pênalti", comentou Adilson Batista, capitão do Grêmio em 1995 e 1996. Além dele, Jardel, Carlos Miguel e Paulo Nunes marcaram.
Iguais?
O confronto atual reúne dois times que foram campeões há pouquíssimo tempo, mas que ainda assim tiveram tempo para mudar. O Grêmio perdeu três titulares em relação ao ano passado – Edilson, Fernandinho e Lucas Barrios. Já o Independiente não conta mais com duas peças vitais de sua formação, Tagliafico e Ezequiel Barco.
O peso de Barco na formação do 'Rojo' é infinitamente maior que o trio de ex-gremistas. Ainda assim, ambos os times passam por uma fase de pequena adaptação.
"É um adversário duro, com bons jogadores. Tiveram alguns desfalques, uns jogadores foram vendidos, mas a base continua. É um time que vai bastante ao ataque", disse Kannemann.
A análise do zagueiro argentino foi sobre o Independiente, mas também poderia ser sobre o Grêmio. Com Renato, o Tricolor passou a ser ainda mais agudo e especialmente em 2017 encantou por um jogo fluído. Com direito a postura agressiva fora de casa contra o Lanús-ARG, garantindo uma segunda vitória na final e consequente título da Libertadores.
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No Grêmio há um remanescente da final da Libertadores de 34 anos atrás: Renato Gaúcho. O atual treinador jogou as duas partidas contra o Independiente.
"O Grêmio tinha sido campeão em 1983, pela primeira vez e eu estava naquele grupo. No ano seguinte perdemos para o Independiente, mas é passado. Eles mereceram, foram campeões. Mas é passado, ficou lá. Não tem revanche. Serão 180 minutos e vamos ver o que acontece", comentou Renato.
Em 1984, o Grêmio entrou direto na semifinal por ter conquistado a Libertadores do ano anterior. A penúltima fase era disputada por dois grupos com três times em cada chave. O Tricolor disputou com Flamengo e Universidad de Los Andes-VEN. A equipe treinada por Carlos Froner avançou no jogo de desempate com o rubro-negro carioca.
Na final, o Grêmio jogou primeiro em casa e perdeu por 1 a 0. Na segunda partida, em Avellaneda, a pressão não foi suficiente para reverter o duelo e manter a taça no Brasil.
O troco foi dado em 1996. Campeão da Libertadores do ano anterior, o Grêmio encarou o Independiente na sétima edição da Recopa. À época a disputa reunia o vencedor da chamada Supercopa e ocorria com partida única, em campo neutro. O local escolhido foi o Japão. Na cidade de Kobe, o time comandado por Luiz Felipe Scolari aplicou 4 a 1 nos argentinos.
"Aquele time marcou época e esse título ajudou. O jogo foi duro, mas depois que fizemos 2 a 1 as coisas melhoraram. Ainda consegui marcar um gol de pênalti", comentou Adilson Batista, capitão do Grêmio em 1995 e 1996. Além dele, Jardel, Carlos Miguel e Paulo Nunes marcaram.
Iguais?
O confronto atual reúne dois times que foram campeões há pouquíssimo tempo, mas que ainda assim tiveram tempo para mudar. O Grêmio perdeu três titulares em relação ao ano passado – Edilson, Fernandinho e Lucas Barrios. Já o Independiente não conta mais com duas peças vitais de sua formação, Tagliafico e Ezequiel Barco.
O peso de Barco na formação do 'Rojo' é infinitamente maior que o trio de ex-gremistas. Ainda assim, ambos os times passam por uma fase de pequena adaptação.
"É um adversário duro, com bons jogadores. Tiveram alguns desfalques, uns jogadores foram vendidos, mas a base continua. É um time que vai bastante ao ataque", disse Kannemann.
A análise do zagueiro argentino foi sobre o Independiente, mas também poderia ser sobre o Grêmio. Com Renato, o Tricolor passou a ser ainda mais agudo e especialmente em 2017 encantou por um jogo fluído. Com direito a postura agressiva fora de casa contra o Lanús-ARG, garantindo uma segunda vitória na final e consequente título da Libertadores.
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