Torcedor faz protesto solitário e pacífico na Arena (Foto: Tomás Hammes / GloboEsporte.com)
Havia uma expectativa misturada à tensão para o primeiro jogo na Arena após a exclusão do Grêmio da Copa do Brasil e, sobretudo, depois das punições do clube à Geral. O GloboEsporte.com acompanhou de perto a movimentação de torcedores nesse setor do estádio no duelo com o Atlético-PR, pelo Brasileiro. E constatou que valeram as medidas preventivas da direção. O clima foi de paz e a própria organizada cumpriu a sua promessa de suspender a palavra "macaco" de cânticos. Nem palavrões "permitidos" foram ouvidos, numa atitude que a cúpula gremista, elogiosa, espera que vire rotina na casa tricolor. Apenas um torcedor, de nariz de palhaço e boca tapada, realizou um pequeno protesto, sempre pacífico.
Reinava uma expectativa sobre qual atitude teria a torcida organizada, que se define como um movimento. Ela acabou punida pela direção tricolor, não podendo entrar com instrumentos musicais, trapos e qualquer artefato que a identificasse por ter entoado cânticos com a palavra "macaco" no jogo contra o Bahia pelo Brasileirão, mesmo diante do apelo do clube e do restante dos fãs, que a vaiaram. No duelo anterior, contra o Santos, pela Copa do Brasil, partiram daquele injúrias raciais contra o goleiro Aranha, que custaram ao clube a exclusão do torneio.
Havia uma expectativa misturada à tensão para o primeiro jogo na Arena após a exclusão do Grêmio da Copa do Brasil e, sobretudo, depois das punições do clube à Geral. O GloboEsporte.com acompanhou de perto a movimentação de torcedores nesse setor do estádio no duelo com o Atlético-PR, pelo Brasileiro. E constatou que valeram as medidas preventivas da direção. O clima foi de paz e a própria organizada cumpriu a sua promessa de suspender a palavra "macaco" de cânticos. Nem palavrões "permitidos" foram ouvidos, numa atitude que a cúpula gremista, elogiosa, espera que vire rotina na casa tricolor. Apenas um torcedor, de nariz de palhaço e boca tapada, realizou um pequeno protesto, sempre pacífico.
Reinava uma expectativa sobre qual atitude teria a torcida organizada, que se define como um movimento. Ela acabou punida pela direção tricolor, não podendo entrar com instrumentos musicais, trapos e qualquer artefato que a identificasse por ter entoado cânticos com a palavra "macaco" no jogo contra o Bahia pelo Brasileirão, mesmo diante do apelo do clube e do restante dos fãs, que a vaiaram. No duelo anterior, contra o Santos, pela Copa do Brasil, partiram daquele injúrias raciais contra o goleiro Aranha, que custaram ao clube a exclusão do torneio.
Quando o time entrou em campo, uma chuva de papéis picados coloriu o ambiente. Camisetas eram balançadas para dar outro charme à festa. E, se os instrumentos foram proibidos, a voz estava liberada. Só que nada de ofensas. Os tricolores quiseram apenas mostrar sua devoção ao Grêmio. "Grêmio, meu bom amigo, nesta campanha, eu quero estar contigo", "Eu te sigo desde pequeno, já não posso mais parar" foram alguns dos gritos saídos das arquibancadas.
O comportamento mereceu o elogio de Lauro Noguez, assessor especial da presidência para assuntos de torcida. O dirigente havia prometido uma vigilância maior para essa partida. Houve aumento em 30% no número de câmeras e orientadores no setor da Geral.
- A torcida apoiou muito o Grêmio. Ela se preocupou apenas em torcer para o time sem cometer qualquer tipo de ilicitude, sem fazer o clube ter qualquer motivo para ir novamente aos tribunais. Eles tiveram um ótimo comportamento. E nem foi preciso a charanga. Ao que parece, não irão mais repetir os desatinos que vimos anteriormente. Espero que tenham aprendido. O clube pelo qual eles torcem acabou excluído até segunda ordem por uma conduta deles. Acho que acordaram - afirmou.
Geral não teve incidentes de relevo no jogo de quarta (Foto: Tomás Hammes/GloboEsporte.com)
O espaço não ficou lotado, até pela chuva, que insistiu em cair em Porto Alegre - no total, 13 mil pessoas foram ao jogo. No meio da torcida, entretanto, houve tempo para protesto. Pacífico, sem ofensas ou excessos. Pablo Carlos Pastore mostrou todo o seu descontentamento com a punição à Geral e o tratamento recebido pelo clube.
O supervisor de tecnologia da informação foi ao setor com a camisa gremista. Porém, colocou um nariz de palhaço e tapou a boca com um esparadrapo. Questionado sobre o motivo da vestimenta, disparou contra o que chama de nova postura do futebol.
- Resolvi fazer um protesto pacífico. Querem transformar as novas arenas em teatro, em que você não pode ficar em pé e cantar, apenas observar o jogo - reclamou.
A polêmica que envolveu alguns torcedores que acabaram flagrados hostilizando Aranha também foi citada por Pablo. O torcedor alega que o goleiro fez cera ao longo da partida e que os "cinco ou seis" não podem deixar o clube levar a pecha de time racista:
- O Aranha segurou o jogo todo. Fez muita cera. Vaiar ou criticar um adversário faz parte. A torcida não é racista. Quiseram pegar cinco ou seis e colocá-los junto com o Grêmio como bodes expiatórios.
Com a nova postura da torcida, o Grêmio espera conseguir convencer o Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) a recolocá-lo na competição. O julgamento no Pleno está marcado para 19 de setembro.
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Havia uma expectativa misturada à tensão para o primeiro jogo na Arena após a exclusão do Grêmio da Copa do Brasil e, sobretudo, depois das punições do clube à Geral. O GloboEsporte.com acompanhou de perto a movimentação de torcedores nesse setor do estádio no duelo com o Atlético-PR, pelo Brasileiro. E constatou que valeram as medidas preventivas da direção. O clima foi de paz e a própria organizada cumpriu a sua promessa de suspender a palavra "macaco" de cânticos. Nem palavrões "permitidos" foram ouvidos, numa atitude que a cúpula gremista, elogiosa, espera que vire rotina na casa tricolor. Apenas um torcedor, de nariz de palhaço e boca tapada, realizou um pequeno protesto, sempre pacífico.
Reinava uma expectativa sobre qual atitude teria a torcida organizada, que se define como um movimento. Ela acabou punida pela direção tricolor, não podendo entrar com instrumentos musicais, trapos e qualquer artefato que a identificasse por ter entoado cânticos com a palavra "macaco" no jogo contra o Bahia pelo Brasileirão, mesmo diante do apelo do clube e do restante dos fãs, que a vaiaram. No duelo anterior, contra o Santos, pela Copa do Brasil, partiram daquele injúrias raciais contra o goleiro Aranha, que custaram ao clube a exclusão do torneio.
Havia uma expectativa misturada à tensão para o primeiro jogo na Arena após a exclusão do Grêmio da Copa do Brasil e, sobretudo, depois das punições do clube à Geral. O GloboEsporte.com acompanhou de perto a movimentação de torcedores nesse setor do estádio no duelo com o Atlético-PR, pelo Brasileiro. E constatou que valeram as medidas preventivas da direção. O clima foi de paz e a própria organizada cumpriu a sua promessa de suspender a palavra "macaco" de cânticos. Nem palavrões "permitidos" foram ouvidos, numa atitude que a cúpula gremista, elogiosa, espera que vire rotina na casa tricolor. Apenas um torcedor, de nariz de palhaço e boca tapada, realizou um pequeno protesto, sempre pacífico.
Reinava uma expectativa sobre qual atitude teria a torcida organizada, que se define como um movimento. Ela acabou punida pela direção tricolor, não podendo entrar com instrumentos musicais, trapos e qualquer artefato que a identificasse por ter entoado cânticos com a palavra "macaco" no jogo contra o Bahia pelo Brasileirão, mesmo diante do apelo do clube e do restante dos fãs, que a vaiaram. No duelo anterior, contra o Santos, pela Copa do Brasil, partiram daquele injúrias raciais contra o goleiro Aranha, que custaram ao clube a exclusão do torneio.
Quando o time entrou em campo, uma chuva de papéis picados coloriu o ambiente. Camisetas eram balançadas para dar outro charme à festa. E, se os instrumentos foram proibidos, a voz estava liberada. Só que nada de ofensas. Os tricolores quiseram apenas mostrar sua devoção ao Grêmio. "Grêmio, meu bom amigo, nesta campanha, eu quero estar contigo", "Eu te sigo desde pequeno, já não posso mais parar" foram alguns dos gritos saídos das arquibancadas.
O comportamento mereceu o elogio de Lauro Noguez, assessor especial da presidência para assuntos de torcida. O dirigente havia prometido uma vigilância maior para essa partida. Houve aumento em 30% no número de câmeras e orientadores no setor da Geral.
- A torcida apoiou muito o Grêmio. Ela se preocupou apenas em torcer para o time sem cometer qualquer tipo de ilicitude, sem fazer o clube ter qualquer motivo para ir novamente aos tribunais. Eles tiveram um ótimo comportamento. E nem foi preciso a charanga. Ao que parece, não irão mais repetir os desatinos que vimos anteriormente. Espero que tenham aprendido. O clube pelo qual eles torcem acabou excluído até segunda ordem por uma conduta deles. Acho que acordaram - afirmou.
Geral não teve incidentes de relevo no jogo de quarta (Foto: Tomás Hammes/GloboEsporte.com)O espaço não ficou lotado, até pela chuva, que insistiu em cair em Porto Alegre - no total, 13 mil pessoas foram ao jogo. No meio da torcida, entretanto, houve tempo para protesto. Pacífico, sem ofensas ou excessos. Pablo Carlos Pastore mostrou todo o seu descontentamento com a punição à Geral e o tratamento recebido pelo clube.
O supervisor de tecnologia da informação foi ao setor com a camisa gremista. Porém, colocou um nariz de palhaço e tapou a boca com um esparadrapo. Questionado sobre o motivo da vestimenta, disparou contra o que chama de nova postura do futebol.
- Resolvi fazer um protesto pacífico. Querem transformar as novas arenas em teatro, em que você não pode ficar em pé e cantar, apenas observar o jogo - reclamou.
A polêmica que envolveu alguns torcedores que acabaram flagrados hostilizando Aranha também foi citada por Pablo. O torcedor alega que o goleiro fez cera ao longo da partida e que os "cinco ou seis" não podem deixar o clube levar a pecha de time racista:
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