Advogado do Grêmio, Gabriel Vieira cogita ir à Fifa para reduzir pena (Foto: Diego Guichard/GloboEsporte.com)
O departamento jurídico do Grêmio irá ao limite para tentar reverter a pena imposta pelo Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD), em julgamento pelo incidente de injúria racial de torcedores contra o goleiro Aranha, do Santos. Mesmo que isso necessite recorrer para a entidade maior do futebol. Ou seja, a Fifa. Tudo para tentar reduzir a pena de exclusão da Copa do Brasil e, com isso, limpar a mancha do racismo que passa a ronda o clube.
Diretor jurídico do Grêmio, Gabriel Vieira foi o último representante do clube gaúcho a deixar o STJD nesta quarta-feira. No semblante cansado por conta de correria para elaborar provas de defesa em um curto período de tempo, exibia a inconformidade com o resultado do julgamento e com os argumentos dos auditores. Em conversa com a imprensa na saída do plenário, manteve a esperança de reduzir a pena.
- Esperamos ter um resultado melhor. Um clube do tamanho do Grêmio não pode se conformar com uma decisão nesse sentido. No próximo julgamento, sai o resultado definitivo. Terminando isso, não há muito o que ser feito. Podemos recorrer a Fifa, tem dispositivo para isso, não é uma coisa a ser descartada - afirma Gabriel Vieira. - O Grêmio vai recorrer, mas o clube tem que ter a consciência que eles (auditores) têm o seu ponto de vista.
Ninguém da diretoria do Grêmio ou do jurídico assumiu publicamente, mas houve um pessimismo com o julgamento. O clima tenso no ar também fora provocado pela previsão do procurador-geral do STJD, Paulo Schmitt, de que o clube seria excluído da Copa do Brasil.
Outro ponto de vista é de que o clube gaúcho serviu como “bode expiatório” para servir de exemplo nacional e evitar que outras manifestações do mesmo gênero fossem emitidas por torcedores. Ao pegar o elevador para deixar o STJD, o presidente Fábio Koff ironizou o resultado.
- Historicamente o dia de hoje (quarta-feira) está datado como o fim do racismo no país - frisou, antes de deixar o prédio ao lado do diretor de futebol Rui Costa.

Presidente da sessão da mesa desta quarta-feira, Fabrício Dazzi negou que o clube tenha servido como “bode expiatório”. Sobre a decisão inédita, alegou que o STJD se baseou unicamente no Código Brasileiro de Justiça Desportiva.
- Foi uma condenação inédita, mas está no código há anos. Por sorte, não julgamos isso toda hora. Se fosse no Brasileirão, não seria excluído da competição, teria outra forma de punição. Ficamos de mãos atadas. Seria bode expiatório se fossem torcedores de outras equipes, mas foram comprovados como torcedores do Grêmio - afirma Dazzi.
A partir desta quinta-feira, o departamento jurídico começará a elaborar a estratégia para a nova defesa do clube. Durante a tarde, os advogados solicitarão a chamada “lavratura de acórdão”. Com isso, terão até segunda-feira para recorrer.
A tendência é de que os representantes do Grêmio retornem ao plenário do STJD até sexta-feira da próxima semana – o que pode trancar a Copa do Brasil, já que o sorteio dos horários dos próximos jogos ocorrem nesta sexta. Com o resultado atual do julgamento, o Santos enfrentaria o Botafogo.
Para o julgamento desta quarta-feira, o jurídico do Grêmio baseou a defesa ao mostrar ações feitas pelo clube contra o racismo desde a década de 90, assim como campanhas recentes, como a do vídeo “somos azuis, pretos e brancos”. Embora a apresentação tenha sido elogiada por auditores, foi considerada insuficiente para livrar o clube de rigorosa pena.

O Grêmio também apresentou ações feitas em conjunto com a polícia e também comparou o julgamento com casos semelhantes e que geraram condenações razoáveis. No entanto, o jurídico do clube considerou o tempo exíguo para apresentar provas de defesa e chegou a solicitar o adiamento, mas o pedido foi indeferido.
- Teremos a faculdade de apresentar novas provas. Os auditores do Pleno sabiam disso e certamente vão nos disponibilizar a possibilidade de apresentá-las. Vamos deixar baixar a poeira, trabalhar um pouco e definir a estratégia para tentar reverter - analisa Gabriel Vieira.
A decisão de exclusão da Copa do Brasil saiu após quase quatro horas de julgamento no STJD. Os auditores resolveram, unânimes em 5 a 0, pela punição após denúncia feita pela procuradoria, baseada no artigo 243-G (e seus parágrafos) do Código Brasileiro de Justiça Desportiva (CBJD). O caso ocorrera na última quinta-feira, quando o goleiro do Santos Aranha foi alvo de injúrias raciais por parte de torcedores gremistas, no 2 a 0 do clube paulista, pelo jogo de ida das oitavas.
Koff falou sobre resultado do julgamento do Grêmio (Foto: Diego Guichard/GloboEsporte.com)
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O departamento jurídico do Grêmio irá ao limite para tentar reverter a pena imposta pelo Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD), em julgamento pelo incidente de injúria racial de torcedores contra o goleiro Aranha, do Santos. Mesmo que isso necessite recorrer para a entidade maior do futebol. Ou seja, a Fifa. Tudo para tentar reduzir a pena de exclusão da Copa do Brasil e, com isso, limpar a mancha do racismo que passa a ronda o clube.
Diretor jurídico do Grêmio, Gabriel Vieira foi o último representante do clube gaúcho a deixar o STJD nesta quarta-feira. No semblante cansado por conta de correria para elaborar provas de defesa em um curto período de tempo, exibia a inconformidade com o resultado do julgamento e com os argumentos dos auditores. Em conversa com a imprensa na saída do plenário, manteve a esperança de reduzir a pena.
- Esperamos ter um resultado melhor. Um clube do tamanho do Grêmio não pode se conformar com uma decisão nesse sentido. No próximo julgamento, sai o resultado definitivo. Terminando isso, não há muito o que ser feito. Podemos recorrer a Fifa, tem dispositivo para isso, não é uma coisa a ser descartada - afirma Gabriel Vieira. - O Grêmio vai recorrer, mas o clube tem que ter a consciência que eles (auditores) têm o seu ponto de vista.
Ninguém da diretoria do Grêmio ou do jurídico assumiu publicamente, mas houve um pessimismo com o julgamento. O clima tenso no ar também fora provocado pela previsão do procurador-geral do STJD, Paulo Schmitt, de que o clube seria excluído da Copa do Brasil.
Outro ponto de vista é de que o clube gaúcho serviu como “bode expiatório” para servir de exemplo nacional e evitar que outras manifestações do mesmo gênero fossem emitidas por torcedores. Ao pegar o elevador para deixar o STJD, o presidente Fábio Koff ironizou o resultado.
- Historicamente o dia de hoje (quarta-feira) está datado como o fim do racismo no país - frisou, antes de deixar o prédio ao lado do diretor de futebol Rui Costa.

Presidente da sessão da mesa desta quarta-feira, Fabrício Dazzi negou que o clube tenha servido como “bode expiatório”. Sobre a decisão inédita, alegou que o STJD se baseou unicamente no Código Brasileiro de Justiça Desportiva.
- Foi uma condenação inédita, mas está no código há anos. Por sorte, não julgamos isso toda hora. Se fosse no Brasileirão, não seria excluído da competição, teria outra forma de punição. Ficamos de mãos atadas. Seria bode expiatório se fossem torcedores de outras equipes, mas foram comprovados como torcedores do Grêmio - afirma Dazzi.
A partir desta quinta-feira, o departamento jurídico começará a elaborar a estratégia para a nova defesa do clube. Durante a tarde, os advogados solicitarão a chamada “lavratura de acórdão”. Com isso, terão até segunda-feira para recorrer.
A tendência é de que os representantes do Grêmio retornem ao plenário do STJD até sexta-feira da próxima semana – o que pode trancar a Copa do Brasil, já que o sorteio dos horários dos próximos jogos ocorrem nesta sexta. Com o resultado atual do julgamento, o Santos enfrentaria o Botafogo.
Para o julgamento desta quarta-feira, o jurídico do Grêmio baseou a defesa ao mostrar ações feitas pelo clube contra o racismo desde a década de 90, assim como campanhas recentes, como a do vídeo “somos azuis, pretos e brancos”. Embora a apresentação tenha sido elogiada por auditores, foi considerada insuficiente para livrar o clube de rigorosa pena.

O Grêmio também apresentou ações feitas em conjunto com a polícia e também comparou o julgamento com casos semelhantes e que geraram condenações razoáveis. No entanto, o jurídico do clube considerou o tempo exíguo para apresentar provas de defesa e chegou a solicitar o adiamento, mas o pedido foi indeferido.
- Teremos a faculdade de apresentar novas provas. Os auditores do Pleno sabiam disso e certamente vão nos disponibilizar a possibilidade de apresentá-las. Vamos deixar baixar a poeira, trabalhar um pouco e definir a estratégia para tentar reverter - analisa Gabriel Vieira.
A decisão de exclusão da Copa do Brasil saiu após quase quatro horas de julgamento no STJD. Os auditores resolveram, unânimes em 5 a 0, pela punição após denúncia feita pela procuradoria, baseada no artigo 243-G (e seus parágrafos) do Código Brasileiro de Justiça Desportiva (CBJD). O caso ocorrera na última quinta-feira, quando o goleiro do Santos Aranha foi alvo de injúrias raciais por parte de torcedores gremistas, no 2 a 0 do clube paulista, pelo jogo de ida das oitavas.
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