Rafael Ribeiro/CBF
'A adaptação do calendário ao formato europeu só é válida se o futebol brasileiro não perder sua essência'
Ao pensar em mudanças para o seu calendário, o futebol brasileiro precisa tomar cuidado para não limitar-se aos clubes de grande investimento.É essencial que todos os clubes estejam em atividade durante o ano, e com uma rotina bem mais racional do que a atual.
Os times que disputam simultaneamente competições do Brasil e do exterior ficam atordoados. As viagens e compromissos desgastam muito, e comprometem o rendimento dos jogadores. Além disto, o jogo das 11h é bom apenas para o torcedor, porque o jogador sofre com o calor do horário e tem de se adaptar a esta mudança.
Porém, o caminho não é deixar de lado os Estaduais. O interior não pode perder a tradição de formar jogadores, e, para isto, precisa de um calendário que dure o ano todo. Os clubes não só convivem com más administrações, como ficam reféns da expectativa para que um adversário de ponta jogue por lá.
A adaptação do calendário ao formato europeu só é válida se o futebol brasileiro não perder sua essência. O mais plausível é sincronizar uma das competições com o fim da janela da Europa, e não o país ficar preocupado em copiar o modelo de fora.
Mas a busca por soluções tem que partir de uma renovação na CBF. Atualmente, há pessoas que fazem carreira na entidade, deixando de fora gente bem intencionada para mudar o futebol. É o momento de mudança.
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Porém, o caminho não é deixar de lado os Estaduais. O interior não pode perder a tradição de formar jogadores, e, para isto, precisa de um calendário que dure o ano todo. Os clubes não só convivem com más administrações, como ficam reféns da expectativa para que um adversário de ponta jogue por lá.
A adaptação do calendário ao formato europeu só é válida se o futebol brasileiro não perder sua essência. O mais plausível é sincronizar uma das competições com o fim da janela da Europa, e não o país ficar preocupado em copiar o modelo de fora.
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