Foto:Lucas Uebel/Gremio FBPA
Um carioca de riso fácil está ganhando destaque no meio-campo do novo Grêmio de Luiz Felipe Scolari. Com técnica no desarme, chegada à frente e bom humor no vestiário, Fellipe Bastos, 24 anos, se transformou em peça fundamental no esquema com três volantes do técnico.
O trato com a bola vem desde pequeno, quando, aos seis anos, começou a jogar no Florença, time de futsal do bairro Penha, onde se criou na Zona Norte do Rio de Janeiro. No ano seguinte, passou em um teste no Fluminense, onde treinou por três anos. Seguiu ao Botafogo, onde sua carreira começou a decolar. Foi um dos destaques do time na Copa São Paulo em 2007 e ganhou projeção ao ser convocado para as seleções de base.
Aos 17 anos, deixou o Botafogo para fazer testes no PSV, da Holanda, mas acabou reprovado. Acabou acertando mesmo com o Benfica, de Portugal, onde foi recebido pelos zagueiros David Luiz, com quem chegou a dividir apartamento, e Luisão, que também virou um grande amigo pessoal. No clube português, acabou conhecendo também o atacante Éder Luís, que presenciou uma história curiosa do volante com o técnico português Jorge Jesus.
— Teve um jogo que o Fellipe estava aquecendo e o treinador o chamou para entrar. Mas ele tinha deixado a camisa de jogo no vestiário, levou só a de treino para o campo. O Jorge ficou irritado, desistiu de colocá-lo e ainda suspendeu ele por algumas partidas — lembra Éder Luís, aos risos.
A volta de Fellipe ao Brasil, em 2010, teve participação direta do atacante. O volante foi incluído pela diretoria do Benfica na negociação que trouxe Éder Luis ao Vasco. A ideia de regressar à cidade natal agradava a Bastos, sobretudo pela proximidade da família.
Um pouco antes da volta ao Brasil, Fellipe viveu uma dura situação familiar. Enquanto ele estava emprestado pelo Benfica ao Servette, da Suíça, sua mulher Rafaela havia retornado ao Brasil e fora diagnosticada com tuberculose. Ela manteve a doença em segredo por um tempo e o deixou apreensivo, já que não retornava à Europa. Quando soube da situação, Fellipe cogitou até de desistir da carreira no futebol.
— Não queria deixá-lo preocupado. Depois, acabei falando e fiz todo o tratamento necessário. Me curei e ainda passei alguns meses por lá antes de voltarmos — relembra Rafaela.
No Vasco, Fellipe teve vida nova. Chegou para jogar em uma equipe competitiva, disputando posição com nomes como Nilton (hoje no Cruzeiro), Rafael Carioca (no Atlético-MG), e Rômulo (no Spartak Moscou). Se destacou na campanha do título na Copa do Brasil em 2011 e foi comprado em definitivo ao Benfica. Entre os colegas, a música no vestiário era a marca registrada.
— Ele é uma pessoa que traz muita alegria, dificilmente você vê ele triste. E, é claro, não podia faltar a roda de pagode. Nunca vi alguém gostar tanto — relata Éder Luis, que hoje joga no Al-Nasr, dos Emirados Árabes.
No início de 2013, Fellipe por pouco não parou no Beira-Rio. Tinha até salários acertados com o Inter. Mas a negociação emperrou por conta de uma pendência judicial entre o Vasco e o ex-atacante Romário, que tinha parte dos direitos do volante como garantia por uma dívida trabalhista.
Na metade do ano, com o imbróglio resolvido, Fellipe foi emprestado à Ponte Preta. E virou um dos destaques na campanha do vice-campeonato na Copa Sul-Americana.
De volta ao Vasco no início do ano, ganhou chances de Adílson Batista, mas não chegou a se firmar. Foi emprestado ao Grêmio até dezembro. Com a chegada de Felipão, virou titular. E, aos poucos, está conquistando o técnico e a torcida com sua dedicação dentro de campo.
Longa amizade com Giuliano
Foi em agosto de 2007 que Fellipe Bastos e Giuliano se encontraram pela primeira vez. Aos 17 anos, o volante se destacava na base do Botafogo. E o meia chamava a atenção entre os juniores do Paraná. Ambos foram convocados pelo técnico Lucho Nizzo para a seleção brasileira sub-17 para a disputa do Mundial na Coréia do Sul.
Aquela equipe contava com nomes como os gêmeos Rafael e Fábio, laterais que futuramente seriam vendidos pelo Fluminense ao Manchester United; Alex Teixeira, hoje destaque do Shakhtar Donetsk; e até dois jogadores que despontavam como promessas na base do Grêmio: o lateral-esquerdo Bruno Collaço e o volante Tiago Dutra.
Apesar da expectativa, o Brasil acabou indo cedo para casa. Na primeira fase, empolgou com goleadas sobre Nova Zelândia e Coréia do Norte. Mas nas oitavas de final foi derrotado por Gana e deu adeus ao título, que seria conquistado pela Nigéria, que venceu a Espanha na final. Em terceiro lugar ficou a Alemanha, que teve o meia Toni Kroos como bola de ouro do campeonato.
Após a convivência nas seleções de base, Fellipe e Giuliano ainda se reencontrariam, já como profissionais, nos duelos entre Inter e Vasco no Brasileirão 2010. Depois, cada um seguiu seu caminho. Até que, na metade deste ano, ambos desembarcaram no Estádio Olímpico.
Giuliano veio contratado por 5 milhões de euros junto ao Dnipro, da Ucrânia, como principal reforço do ano. Fellipe veio por empréstimo do Vasco, na negociação que envolveu a ida do atacante Kleber ao clube carioca. O meia já conhecia Porto Alegre por conta de sua passagem pelo Beira-Rio e serviu como um cicerone ao volante, que tratava de buscar moradia na Capital.
Fellipe fixou residência em um apartamento no bairro Chácara das Pedras, onde mora com sua esposa Rafaela e os filhos Giovana, dois anos e meio, e Matheus, de ano. Com empréstimo até dezembro, busca manter a boa fase no time de Felipão para prolongar seu vínculo com o Grêmio.
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Um carioca de riso fácil está ganhando destaque no meio-campo do novo Grêmio de Luiz Felipe Scolari. Com técnica no desarme, chegada à frente e bom humor no vestiário, Fellipe Bastos, 24 anos, se transformou em peça fundamental no esquema com três volantes do técnico.
O trato com a bola vem desde pequeno, quando, aos seis anos, começou a jogar no Florença, time de futsal do bairro Penha, onde se criou na Zona Norte do Rio de Janeiro. No ano seguinte, passou em um teste no Fluminense, onde treinou por três anos. Seguiu ao Botafogo, onde sua carreira começou a decolar. Foi um dos destaques do time na Copa São Paulo em 2007 e ganhou projeção ao ser convocado para as seleções de base.
Aos 17 anos, deixou o Botafogo para fazer testes no PSV, da Holanda, mas acabou reprovado. Acabou acertando mesmo com o Benfica, de Portugal, onde foi recebido pelos zagueiros David Luiz, com quem chegou a dividir apartamento, e Luisão, que também virou um grande amigo pessoal. No clube português, acabou conhecendo também o atacante Éder Luís, que presenciou uma história curiosa do volante com o técnico português Jorge Jesus.
— Teve um jogo que o Fellipe estava aquecendo e o treinador o chamou para entrar. Mas ele tinha deixado a camisa de jogo no vestiário, levou só a de treino para o campo. O Jorge ficou irritado, desistiu de colocá-lo e ainda suspendeu ele por algumas partidas — lembra Éder Luís, aos risos.
A volta de Fellipe ao Brasil, em 2010, teve participação direta do atacante. O volante foi incluído pela diretoria do Benfica na negociação que trouxe Éder Luis ao Vasco. A ideia de regressar à cidade natal agradava a Bastos, sobretudo pela proximidade da família.
Um pouco antes da volta ao Brasil, Fellipe viveu uma dura situação familiar. Enquanto ele estava emprestado pelo Benfica ao Servette, da Suíça, sua mulher Rafaela havia retornado ao Brasil e fora diagnosticada com tuberculose. Ela manteve a doença em segredo por um tempo e o deixou apreensivo, já que não retornava à Europa. Quando soube da situação, Fellipe cogitou até de desistir da carreira no futebol.
— Não queria deixá-lo preocupado. Depois, acabei falando e fiz todo o tratamento necessário. Me curei e ainda passei alguns meses por lá antes de voltarmos — relembra Rafaela.
No Vasco, Fellipe teve vida nova. Chegou para jogar em uma equipe competitiva, disputando posição com nomes como Nilton (hoje no Cruzeiro), Rafael Carioca (no Atlético-MG), e Rômulo (no Spartak Moscou). Se destacou na campanha do título na Copa do Brasil em 2011 e foi comprado em definitivo ao Benfica. Entre os colegas, a música no vestiário era a marca registrada.
— Ele é uma pessoa que traz muita alegria, dificilmente você vê ele triste. E, é claro, não podia faltar a roda de pagode. Nunca vi alguém gostar tanto — relata Éder Luis, que hoje joga no Al-Nasr, dos Emirados Árabes.
No início de 2013, Fellipe por pouco não parou no Beira-Rio. Tinha até salários acertados com o Inter. Mas a negociação emperrou por conta de uma pendência judicial entre o Vasco e o ex-atacante Romário, que tinha parte dos direitos do volante como garantia por uma dívida trabalhista.
Na metade do ano, com o imbróglio resolvido, Fellipe foi emprestado à Ponte Preta. E virou um dos destaques na campanha do vice-campeonato na Copa Sul-Americana.
De volta ao Vasco no início do ano, ganhou chances de Adílson Batista, mas não chegou a se firmar. Foi emprestado ao Grêmio até dezembro. Com a chegada de Felipão, virou titular. E, aos poucos, está conquistando o técnico e a torcida com sua dedicação dentro de campo.
Longa amizade com Giuliano
Foi em agosto de 2007 que Fellipe Bastos e Giuliano se encontraram pela primeira vez. Aos 17 anos, o volante se destacava na base do Botafogo. E o meia chamava a atenção entre os juniores do Paraná. Ambos foram convocados pelo técnico Lucho Nizzo para a seleção brasileira sub-17 para a disputa do Mundial na Coréia do Sul.
Aquela equipe contava com nomes como os gêmeos Rafael e Fábio, laterais que futuramente seriam vendidos pelo Fluminense ao Manchester United; Alex Teixeira, hoje destaque do Shakhtar Donetsk; e até dois jogadores que despontavam como promessas na base do Grêmio: o lateral-esquerdo Bruno Collaço e o volante Tiago Dutra.
Apesar da expectativa, o Brasil acabou indo cedo para casa. Na primeira fase, empolgou com goleadas sobre Nova Zelândia e Coréia do Norte. Mas nas oitavas de final foi derrotado por Gana e deu adeus ao título, que seria conquistado pela Nigéria, que venceu a Espanha na final. Em terceiro lugar ficou a Alemanha, que teve o meia Toni Kroos como bola de ouro do campeonato.
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Giuliano veio contratado por 5 milhões de euros junto ao Dnipro, da Ucrânia, como principal reforço do ano. Fellipe veio por empréstimo do Vasco, na negociação que envolveu a ida do atacante Kleber ao clube carioca. O meia já conhecia Porto Alegre por conta de sua passagem pelo Beira-Rio e serviu como um cicerone ao volante, que tratava de buscar moradia na Capital.
Fellipe fixou residência em um apartamento no bairro Chácara das Pedras, onde mora com sua esposa Rafaela e os filhos Giovana, dois anos e meio, e Matheus, de ano. Com empréstimo até dezembro, busca manter a boa fase no time de Felipão para prolongar seu vínculo com o Grêmio.
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