Argel e Roger travam duelo à parte no Gre-Nal 410 (Foto: Arte / GloboEsporte.com)
As duas escolas e os preceitos sobre futebol são bem distintos, até contrastantes, assim como as personalidades, peculiares a Argel Fucks e Roger Machado. Oriundos da mesma geração de atletas nos anos 90, os treinadores tornarão a se encontrar em mais um embate às 11h deste domingo, no Beira-Rio, no Gre-Nal 410. Fiéis a suas filosofias, os técnicos dividirão o espaço à beira do gramado com promessa de um duelo à parte. O colorado vive momento delicado, sem vencer há quatro jogos. Mas o clássico tem peso especial ao gremista, que persegue a primeira vitória sobre o rival.
A amostragem, verdade seja dita, ainda é escassa. Foram dois duelos entre os dois treinadores até aqui (veja nos vídeos abaixo). Em novembro de 2015, o Inter venceu por placar magro, 1 a 0, gol de Vitinho, numa "revanche" após a goleada por 5 a 0, na Arena. Em 6 de março deste ano, as equipes ficaram no 0 a 0 em um clássico recheado de polêmicas. Os números até são semelhantes. Argel apresenta 62,7% de aproveitamento em 59 jogos. Roger tem média um pouco menor, de 61,2%, em 80 partidas.
Dentro de campo, porém, a vantagem colorada é exponenciada pelo rendimento. Em seu estilo reativo, de muita marcação e velocidade em contra-ataques e em escapadas pelos lados do campo, o colorado demonstrou ferramentas capazes de frear a equipe rival. O Grêmio, por sua vez, ainda não conseguiu encontrar maneiras, em seu estilo de aproximação e intensidade nos toque curtos, de furar o bloqueio vermelho. Tudo isso corrobora para o equilíbrio esperado por ambos no Gre-Nal deste domingo.
– Nos conhecemos bastante. O Roger faz um grande trabalho. Será um jogo muito equilibrado. O Grêmio joga muito por dentro, com jogadores técnicos, rápidos, que usam pouco as laterais e apostam nas triangulações. Os extremas fecham por dentro. Eles têm qualidade. Há um equilíbrio muito grande, que passa muito pelo lado estratégico. Clássico é 50% – projeta Argel
– O Argel conseguiu dar o estilo para o seu time, é competitivo e transita rápido, com jogadores com vitória pessoal e poder de finalização grande. A gente conseguiu se manter à frente no bloco daqueles que estão na frente. Isso faz com que as duas equipes cheguem em um bom momento, independente das últimas rodadas. O insucesso não diz muita coisa. Desejamos um clássico disputado, mas que o melhor sobressaia e possa ser um belo domingo de futebol – chancela Roger.

Retrospecto à parte, o técnico gremista leva um trunfo bem mais recente ao Beira-Rio. Após bater o Santos na Arena, com gol da vitória por 3 a 2 anotado nos minutos finais, o Grêmio findou uma série de duas derrotas seguidas e ultrapassou o Inter na tabela. O Tricolor é terceiro, com 21 pontos, um a mais que os rivais, que figuram em quarto. E mais do que isso. O Colorado ainda chega à partida pressionado, em meio a uma sequência de três derrotas e um empate nos últimos quatro jogos.
Os estilos são únicos, mas os treinadores também conservam preocupações semelhantes com seus sistemas defensivos. Do lado gremista, Roger ainda persegue o êxito em corrigir as falhas nas bolas aéreas, principal algoz de sua equipe na temporada. No Colorado, Argel busca estancar os tentos sofridos – foram oito nos últimos quatro jogos. Isso que ambos apresentavam bons retrospectos ao "fechar a casinha" nas rodadas iniciais do Brasileirão.
Antes da sequência negativa, o Inter era dono da melhor defesa do Nacional, com apenas cinco gols sofridos em oito jogos. O Grêmio, por sua vez, encarreirou quatro jogos seguidos sem ser vazado, até ver o Palmeiras anotar, logo de cara, quatro gols. Neste domingo, contudo, Argel terá vantagem: deve contar com o retorno de Paulão e, assim, sua zaga titular, a ser completa por Ernando. Roger, por sua vez, segue sem ter Pedro Geromel e Walalce Reis. Mandará a campo seus defensores reservas.
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A amostragem, verdade seja dita, ainda é escassa. Foram dois duelos entre os dois treinadores até aqui (veja nos vídeos abaixo). Em novembro de 2015, o Inter venceu por placar magro, 1 a 0, gol de Vitinho, numa "revanche" após a goleada por 5 a 0, na Arena. Em 6 de março deste ano, as equipes ficaram no 0 a 0 em um clássico recheado de polêmicas. Os números até são semelhantes. Argel apresenta 62,7% de aproveitamento em 59 jogos. Roger tem média um pouco menor, de 61,2%, em 80 partidas.
Dentro de campo, porém, a vantagem colorada é exponenciada pelo rendimento. Em seu estilo reativo, de muita marcação e velocidade em contra-ataques e em escapadas pelos lados do campo, o colorado demonstrou ferramentas capazes de frear a equipe rival. O Grêmio, por sua vez, ainda não conseguiu encontrar maneiras, em seu estilo de aproximação e intensidade nos toque curtos, de furar o bloqueio vermelho. Tudo isso corrobora para o equilíbrio esperado por ambos no Gre-Nal deste domingo.
– Nos conhecemos bastante. O Roger faz um grande trabalho. Será um jogo muito equilibrado. O Grêmio joga muito por dentro, com jogadores técnicos, rápidos, que usam pouco as laterais e apostam nas triangulações. Os extremas fecham por dentro. Eles têm qualidade. Há um equilíbrio muito grande, que passa muito pelo lado estratégico. Clássico é 50% – projeta Argel
– O Argel conseguiu dar o estilo para o seu time, é competitivo e transita rápido, com jogadores com vitória pessoal e poder de finalização grande. A gente conseguiu se manter à frente no bloco daqueles que estão na frente. Isso faz com que as duas equipes cheguem em um bom momento, independente das últimas rodadas. O insucesso não diz muita coisa. Desejamos um clássico disputado, mas que o melhor sobressaia e possa ser um belo domingo de futebol – chancela Roger.

Retrospecto à parte, o técnico gremista leva um trunfo bem mais recente ao Beira-Rio. Após bater o Santos na Arena, com gol da vitória por 3 a 2 anotado nos minutos finais, o Grêmio findou uma série de duas derrotas seguidas e ultrapassou o Inter na tabela. O Tricolor é terceiro, com 21 pontos, um a mais que os rivais, que figuram em quarto. E mais do que isso. O Colorado ainda chega à partida pressionado, em meio a uma sequência de três derrotas e um empate nos últimos quatro jogos.
Os estilos são únicos, mas os treinadores também conservam preocupações semelhantes com seus sistemas defensivos. Do lado gremista, Roger ainda persegue o êxito em corrigir as falhas nas bolas aéreas, principal algoz de sua equipe na temporada. No Colorado, Argel busca estancar os tentos sofridos – foram oito nos últimos quatro jogos. Isso que ambos apresentavam bons retrospectos ao "fechar a casinha" nas rodadas iniciais do Brasileirão.
Antes da sequência negativa, o Inter era dono da melhor defesa do Nacional, com apenas cinco gols sofridos em oito jogos. O Grêmio, por sua vez, encarreirou quatro jogos seguidos sem ser vazado, até ver o Palmeiras anotar, logo de cara, quatro gols. Neste domingo, contudo, Argel terá vantagem: deve contar com o retorno de Paulão e, assim, sua zaga titular, a ser completa por Ernando. Roger, por sua vez, segue sem ter Pedro Geromel e Walalce Reis. Mandará a campo seus defensores reservas.
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