Roger Machado é uma bem-vinda novidade no futebol do Rio Grande do Sul Foto: Lucas Uebel/Grêmio / Divulgação / Divulgação
O treinador Roger Machado, 41 anos, dois de carreira e 22 de futebol, foi um feliz achado do Grêmio. Chegou a Arena por acaso em maio do ano passado. Os dirigentes preferiam outros nomes, como o do sumido Doriva. Doriva?
Uma série de jogos depois no Brasileirão 2015, a competição mais importante e difícil do país, o treinador mostrou que era uma novidade, saudável novidade. Não se encaixava nas mesmices dos treinadores que ocuparam o comando do futebol da dupla Gre-Nal nos últimos anos. Ainda é um profissional em busca de aprendizado, em evolução. Procura a maturidade. O mestre Tite a encontrou depois dos 50 anos.
Roger não só melhorou o time, desenvolveu um novo estilo de jogo, algo que o superado Felipão não fez, como ofereceu aos jogadores, jornalistas, dirigentes e torcedores uma nova visão de futebol. Começou a usar uma linguagem inédita na aldeia. Elevou o diálogo, assim como o uruguaio Diego Aguirre no rival colorado. Fez o fã de futebol pensar mais. Ouvir com mais atenção. Renovou a linguagem do futebol local. Agregou novos termos.
Roger fala sobre futebol, sistemas táticos, a bola que rola em campo. Aceita as perguntas dos repórteres nas vitórias e nas derrotas, questiona, responde. Se irrita uma vez ou outra, o que é normal. Mas não exibe o mau humor clássico de Muricy, Roth e Felipão e seguidores, como Dunga, sempre muito pouco preocupados em responder questões sobre o futebol apresentado pelas suas equipes. Questionam as perguntas, nunca o desempenho do time.
Se é lógico que Roger precisa corrigir algumas falhas, como substituir melhor durante os 90 minutos, ser mais inventivo nas mudanças, treinar mais jogadas ensaiadas em faltas e cruzamento, melhorar a marcação na bola aérea, indicar melhores jogadores, entre outras, é natural que ele seja apontado como um treinador que não pertence mais ao seu Estado. Saiu dele. Evoluiu. Tanto que Corinthians e Cruzeiro, times mais ricos e mais populares do que a Dupla, namoram o treinador.
Em 13 meses, Roger abriu um mercado top no Brasil. Mas sua missão no Grêmio permanece a mesma. Ele ainda não alcançou um título.
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Roger fala sobre futebol, sistemas táticos, a bola que rola em campo. Aceita as perguntas dos repórteres nas vitórias e nas derrotas, questiona, responde. Se irrita uma vez ou outra, o que é normal. Mas não exibe o mau humor clássico de Muricy, Roth e Felipão e seguidores, como Dunga, sempre muito pouco preocupados em responder questões sobre o futebol apresentado pelas suas equipes. Questionam as perguntas, nunca o desempenho do time.
Se é lógico que Roger precisa corrigir algumas falhas, como substituir melhor durante os 90 minutos, ser mais inventivo nas mudanças, treinar mais jogadas ensaiadas em faltas e cruzamento, melhorar a marcação na bola aérea, indicar melhores jogadores, entre outras, é natural que ele seja apontado como um treinador que não pertence mais ao seu Estado. Saiu dele. Evoluiu. Tanto que Corinthians e Cruzeiro, times mais ricos e mais populares do que a Dupla, namoram o treinador.
Em 13 meses, Roger abriu um mercado top no Brasil. Mas sua missão no Grêmio permanece a mesma. Ele ainda não alcançou um título.
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