Foto: Mateus Bruxel / Agencia RBS
Luan parou. Em meio às atuações irregulares da equipe em 2016, desapareceu o desempenho que levou o jogador a entrar na mira de agentes europeus nos dois últimos anos.
Já são 46 dias sem fazer gol.
Ex-jogadores entendem que o problema possa ser a cobrança demasiada dos torcedores, que, não raro, vaiam diante da primeira falha.
O desempenho começou a cair nos jogos posteriores ao empate por 2 a 2 contra o Juventude, dia 3 de abril, na Arena, pela primeira fase do Gauchão.
Naquela partida, Luan marcou um gol em cobrança de falta.
Iniciou-se, então, uma queda técnica que não condiz com a qualidade do jogador lançado em 2014 e, desde então, apontado como uma das negociações mais certas do clube com o futebol europeu.
Já são oito jogos sem fazer gol e com atuações discretas, como no empate sem gols contra o Corinthians, domingo, na estreia no Brasileirão.
Campeão da Libertadores pelo Grêmio em 1995, Arílson, hoje técnico da equipe sub-20 do Aimoré, vê na sobrecarga o problema de Luan.
E faz uma comparação com o período em que virou profissional do Grêmio, pelas mãos de Luiz Felipe Scolari.
Naquele período, relata, jogadores experientes, como Adilson Batista, Dinho, Luiz Carlos Goiano e mesmo Jardel, que, embora jovem, marcava muitos gols, serviam de apoio para quem subia.
— Na minha época, os guris não queimavam etapas. Hoje, Luan tem que ser a solução com 23 anos. Querem que decida jogo, faça um gol por partida. É muita carga em cima dele — avalia Arílson.
Mabília, hoje no Tubarão-SC, conhece bem a história do atacante, de quem foi o primeiro treinador profissional no Grêmio.
No Gauchão de 2014, enquanto o time titular se preparava para a Libertadores, o time B, sob seu comando, disputou três partidas, com Luan no ataque.
Antes, ele havia passado por um período de seis meses de adaptação ao futebol de campo, por ter tido origem no futsal.
Subiu sem ter disputado as competições normais para um menino, como a Copa Santiago ou Torneio de Alegrete.
Competições que, na avaliação de Mabília, ajudam os jovens a superar com maior facilidade as frustrações que a carreira profissional poderá gerar ao longo do tempo.
— Não tenho dúvida. É um jogador diferenciado, acima da média.
Talvez não tenha tido a base emocional necessária para passar pela cobrança forte que ocorre hoje — diz.
Outra fonte, que prefere o anonimato, acredita que Luan possa estar frustrado por não ter sido negociado ainda com um clube europeu.
O reflexo seria a falta de concentração nos jogos.
Uma situação que, nesse caso, tende a piorar, já que não há perspectiva de venda na janela da metade do ano.
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Já são 46 dias sem fazer gol.
Ex-jogadores entendem que o problema possa ser a cobrança demasiada dos torcedores, que, não raro, vaiam diante da primeira falha.
O desempenho começou a cair nos jogos posteriores ao empate por 2 a 2 contra o Juventude, dia 3 de abril, na Arena, pela primeira fase do Gauchão.
Naquela partida, Luan marcou um gol em cobrança de falta.
Iniciou-se, então, uma queda técnica que não condiz com a qualidade do jogador lançado em 2014 e, desde então, apontado como uma das negociações mais certas do clube com o futebol europeu.
Já são oito jogos sem fazer gol e com atuações discretas, como no empate sem gols contra o Corinthians, domingo, na estreia no Brasileirão.
Campeão da Libertadores pelo Grêmio em 1995, Arílson, hoje técnico da equipe sub-20 do Aimoré, vê na sobrecarga o problema de Luan.
E faz uma comparação com o período em que virou profissional do Grêmio, pelas mãos de Luiz Felipe Scolari.
Naquele período, relata, jogadores experientes, como Adilson Batista, Dinho, Luiz Carlos Goiano e mesmo Jardel, que, embora jovem, marcava muitos gols, serviam de apoio para quem subia.
— Na minha época, os guris não queimavam etapas. Hoje, Luan tem que ser a solução com 23 anos. Querem que decida jogo, faça um gol por partida. É muita carga em cima dele — avalia Arílson.
Mabília, hoje no Tubarão-SC, conhece bem a história do atacante, de quem foi o primeiro treinador profissional no Grêmio.
No Gauchão de 2014, enquanto o time titular se preparava para a Libertadores, o time B, sob seu comando, disputou três partidas, com Luan no ataque.
Antes, ele havia passado por um período de seis meses de adaptação ao futebol de campo, por ter tido origem no futsal.
Subiu sem ter disputado as competições normais para um menino, como a Copa Santiago ou Torneio de Alegrete.
Competições que, na avaliação de Mabília, ajudam os jovens a superar com maior facilidade as frustrações que a carreira profissional poderá gerar ao longo do tempo.
— Não tenho dúvida. É um jogador diferenciado, acima da média.
Talvez não tenha tido a base emocional necessária para passar pela cobrança forte que ocorre hoje — diz.
Outra fonte, que prefere o anonimato, acredita que Luan possa estar frustrado por não ter sido negociado ainda com um clube europeu.
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