Foto: Ricardo Nogueira
Dez dias separaram os jogos da eliminação do Tricolor na Libertadores e da estreia no Campeonato Brasileiro. Para o torcedor, esse período foi repleto de lamentação, indignação, protestos, reflexão, perplexidade, entre outros sentimentos. Alguns não se mostraram surpresos, diziam não esperar muito mais do Grêmio no continental nessa temporada. Independente das emoções de cada torcedor, esses dias serviram ao menos para acalmar alguns ânimos e acompanhar as mudanças na direção gremista.
Em relação aos jogadores, não é possível saber exatamente o que aconteceu com o grupo durante esse tempo. Até pode-se imaginar, de acordo com alguns discursos, que a ideia seria iniciar bem no Brasileirão, mesmo depois das derrotas em série para o Rosario Central. Mesmo assim, não se sabia ao certo como estaria o clima com a saída de Rui Costa e César Pacheco e com as possibilidades de mudanças de atletas. A questão era aguardar para rever o Grêmio em campo.
Para deixar o dilema do torcedor Tricolor ainda mais complexo, a estreia do seu time aconteceria fora de casa, contra o atual campeão brasileiro. Sim, todos tinham plena consciência de que o Corinthians que enfrentaria o Grêmio estava muito longe de ser aquela equipe que conquistou o título no ano passado. Porém, em um duelo de dois eliminados recentes da Libertadores e que, de alguma forma, precisavam mostrar resultado para torcida, era difícil afirmar que o jogo seria fácil para um dos lados.
No caso do Grêmio, pode-se dizer que foi possível observar pontos positivos. Em primeiro lugar, não levamos gol. Após uma sequência de jogos nos quais a defesa simplesmente apavorou a todos, em Itaquera viu-se um pouco mais de segurança dos gremistas nesse sentido. A novidade do meio-campo, com Bolaños exercendo função no lugar do então reserva Douglas, foi positiva, principalmente no primeiro tempo. Miller fez boas assistências e impôs mais velocidade ao time, algo que talvez tenha faltado ao Grêmio nas recentes decisões. Se não saímos do zero no placar foi por verdadeiras chances perdidas de Giuliano e Bobô na etapa inicial.
Se precisasse apontar no time algo que me deixou preocupada no jogo de domingo citaria a atuação de Walace e Maicon. Fica difícil explicar exatamente o que ocorre, mas a dupla não é mais o que foi em outros tempos. Mas nesse caso, Marcelo Oliveira também não é o mesmo de outros tempos... Talvez seja melhor mudar de assunto, porque falar da lateral esquerda realmente tem sido algo tenso para a torcida gremista, pois a necessidade de reforço nessa posição é gritante.
Entre erros e acertos, novidades e repetições, o 0 a 0 na primeira rodada do Brasileirão pode ter análises diferentes. Deixou de ser vitória pelas finalizações desperdiçadas no primeiro tempo, mas também não foi derrota graças ao time ter segurado as pontas na pressão corintiana imposta no final da etapa complementar. O fato é que o Grêmio, de alguma forma, entrou em campo pressionado em plena estreia do Campeonato. A cobrança da torcida, o foco da imprensa, a inevitável comparação com a campanha do ano passado e o tão falado jejum de títulos são alguns dos fatores dessa pressão. A partir de agora, teremos uma longa jornada para acompanhar o nosso Tricolor. O primeiro ponto está garantido, que venham muitos e muitos mais.
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Em relação aos jogadores, não é possível saber exatamente o que aconteceu com o grupo durante esse tempo. Até pode-se imaginar, de acordo com alguns discursos, que a ideia seria iniciar bem no Brasileirão, mesmo depois das derrotas em série para o Rosario Central. Mesmo assim, não se sabia ao certo como estaria o clima com a saída de Rui Costa e César Pacheco e com as possibilidades de mudanças de atletas. A questão era aguardar para rever o Grêmio em campo.
Para deixar o dilema do torcedor Tricolor ainda mais complexo, a estreia do seu time aconteceria fora de casa, contra o atual campeão brasileiro. Sim, todos tinham plena consciência de que o Corinthians que enfrentaria o Grêmio estava muito longe de ser aquela equipe que conquistou o título no ano passado. Porém, em um duelo de dois eliminados recentes da Libertadores e que, de alguma forma, precisavam mostrar resultado para torcida, era difícil afirmar que o jogo seria fácil para um dos lados.
No caso do Grêmio, pode-se dizer que foi possível observar pontos positivos. Em primeiro lugar, não levamos gol. Após uma sequência de jogos nos quais a defesa simplesmente apavorou a todos, em Itaquera viu-se um pouco mais de segurança dos gremistas nesse sentido. A novidade do meio-campo, com Bolaños exercendo função no lugar do então reserva Douglas, foi positiva, principalmente no primeiro tempo. Miller fez boas assistências e impôs mais velocidade ao time, algo que talvez tenha faltado ao Grêmio nas recentes decisões. Se não saímos do zero no placar foi por verdadeiras chances perdidas de Giuliano e Bobô na etapa inicial.
Se precisasse apontar no time algo que me deixou preocupada no jogo de domingo citaria a atuação de Walace e Maicon. Fica difícil explicar exatamente o que ocorre, mas a dupla não é mais o que foi em outros tempos. Mas nesse caso, Marcelo Oliveira também não é o mesmo de outros tempos... Talvez seja melhor mudar de assunto, porque falar da lateral esquerda realmente tem sido algo tenso para a torcida gremista, pois a necessidade de reforço nessa posição é gritante.
Entre erros e acertos, novidades e repetições, o 0 a 0 na primeira rodada do Brasileirão pode ter análises diferentes. Deixou de ser vitória pelas finalizações desperdiçadas no primeiro tempo, mas também não foi derrota graças ao time ter segurado as pontas na pressão corintiana imposta no final da etapa complementar. O fato é que o Grêmio, de alguma forma, entrou em campo pressionado em plena estreia do Campeonato. A cobrança da torcida, o foco da imprensa, a inevitável comparação com a campanha do ano passado e o tão falado jejum de títulos são alguns dos fatores dessa pressão. A partir de agora, teremos uma longa jornada para acompanhar o nosso Tricolor. O primeiro ponto está garantido, que venham muitos e muitos mais.
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