Foto: Jefferson Botega
Em pleno mês de maio, aqueles que acompanham o futebol vestindo azul, preto e branco viram-se diante de uma espécie de reprise. Após um início de temporada que se mostrava cheio de expectativas para sua torcida, o time do Grêmio padeceu em duas competições em um período de dez dias. Como uma gremista considerada fanática por muitos, tive dificuldades de escrever a curto prazo sobre as eliminações do Campeonato Gaúcho e da Libertadores. Parecia que eu só estava vendo um filme, que já foi exibido muitas vezes para a torcida Tricolor nos últimos anos.
No caso da competição continental, mais especificamente a segunda partida contra o Rosario, a exibição da equipe gremista pode ser considerada de várias formas pelos seus torcedores. Para alguns, a incapacidade de impor uma pressão no adversário se mostrou um exemplo de incompetência. Para outros, a falta de reação para reverter um resultado que já era ruim (e se tornava cada vez pior) foi vergonhosa. Independente do ponto de vista de cada gremista, ao final da partida que sacramentou o fracasso do primeiro semestre do Tricolor, grande parte da torcida se sentiu desrespeitada.
É errado um torcedor ter esse sentimento? De forma alguma. Após o jogo na Argentina, além de um desânimo já sentido anteriormente, me senti também envergonhada, indignada e desrespeitada! Parece uma conta feita ao contrário, mas quando se torce por um clube de coração, a lógica é que o os integrantes de tal equipe almejem sempre o melhor para o escudo que representam. Os resultados virão, ou não. De qualquer forma, quando se observa a entrega, a busca pelo melhor e o comprometimento com o trabalho, a torcida não hesita em admirar e respeitar um grupo.
Infelizmente, nas últimas decepções do meu Grêmio eu vi muito pouco disso. Não conseguiria admirar atitudes que foram de imprudentes a infantis, com alguns toques de displicência. Não cheguei ao ponto de dar todo o trabalho como perdido, mas diante de mais um fracasso, não fui capaz de aceitar a postura do grupo que ali estava representando meu clube naquele momento. Não tive como demonstrar respeito pelo que estava acontecendo. Foram eles que te desrespeitaram torcedor gremista. Ou melhor, nos desrespeitaram...
É difícil imaginar, mas tento mensurar os milhares de pais que contam aos seus filhos sobre as conquistas azuis infinitas que se passaram em um passado já nem tão recente. Esses testemunhos podem ser uma explicação da contínua renovação da torcida Tricolor. Nos mais diversos cantos do planeta, há quem se abdique de alguma outra regalia para manter sua mensalidade de sócio em dia. Diariamente, gremistas encontram-se em discussões ferrenhas com torcedores do rival, mas sem se “mixar” ao defender a história do seu Tricolor. Estes e tantos outros indivíduos são a essência do clube.
Se a instituição Grêmio é o que é, deve ao fato da torcida que conquistou ao longo de décadas. Por vezes, aqueles que estão nos representando dentro das quatro linhas parecem não serem merecedores de créditos pelos desempenhos apresentados. Mas a situação deles não se compara com a nossa. O que eles tratam como profissão, muitos de nós tratam como filosofia de vida, amor, loucura. Mesmo sem poder resolver os problemas do time diretamente, no final das contas, é a torcida quem sente os maiores reflexos, tanto positivos quanto negativos.
Dessa forma, somos nós os verdadeiros merecedores do respeito. E no caso da torcida gremista, somos dignos de ainda mais admiração, pela capacidade que temos de acompanhar nosso time nesses últimos escassos anos no que se refere a conquistas. Quem sabe em algum momento aqueles que nos representam em campo recompensem todo nosso valor como torcida através dos sucessos que tanto desejamos.
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É errado um torcedor ter esse sentimento? De forma alguma. Após o jogo na Argentina, além de um desânimo já sentido anteriormente, me senti também envergonhada, indignada e desrespeitada! Parece uma conta feita ao contrário, mas quando se torce por um clube de coração, a lógica é que o os integrantes de tal equipe almejem sempre o melhor para o escudo que representam. Os resultados virão, ou não. De qualquer forma, quando se observa a entrega, a busca pelo melhor e o comprometimento com o trabalho, a torcida não hesita em admirar e respeitar um grupo.
Infelizmente, nas últimas decepções do meu Grêmio eu vi muito pouco disso. Não conseguiria admirar atitudes que foram de imprudentes a infantis, com alguns toques de displicência. Não cheguei ao ponto de dar todo o trabalho como perdido, mas diante de mais um fracasso, não fui capaz de aceitar a postura do grupo que ali estava representando meu clube naquele momento. Não tive como demonstrar respeito pelo que estava acontecendo. Foram eles que te desrespeitaram torcedor gremista. Ou melhor, nos desrespeitaram...
É difícil imaginar, mas tento mensurar os milhares de pais que contam aos seus filhos sobre as conquistas azuis infinitas que se passaram em um passado já nem tão recente. Esses testemunhos podem ser uma explicação da contínua renovação da torcida Tricolor. Nos mais diversos cantos do planeta, há quem se abdique de alguma outra regalia para manter sua mensalidade de sócio em dia. Diariamente, gremistas encontram-se em discussões ferrenhas com torcedores do rival, mas sem se “mixar” ao defender a história do seu Tricolor. Estes e tantos outros indivíduos são a essência do clube.
Se a instituição Grêmio é o que é, deve ao fato da torcida que conquistou ao longo de décadas. Por vezes, aqueles que estão nos representando dentro das quatro linhas parecem não serem merecedores de créditos pelos desempenhos apresentados. Mas a situação deles não se compara com a nossa. O que eles tratam como profissão, muitos de nós tratam como filosofia de vida, amor, loucura. Mesmo sem poder resolver os problemas do time diretamente, no final das contas, é a torcida quem sente os maiores reflexos, tanto positivos quanto negativos.
Dessa forma, somos nós os verdadeiros merecedores do respeito. E no caso da torcida gremista, somos dignos de ainda mais admiração, pela capacidade que temos de acompanhar nosso time nesses últimos escassos anos no que se refere a conquistas. Quem sabe em algum momento aqueles que nos representam em campo recompensem todo nosso valor como torcida através dos sucessos que tanto desejamos.
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