Tudo o que os jogadores do Grêmio precisavam ouvir como alimento à sua capacidade de reação, ouviram. Os gremistas, de modo geral, não estão acreditando. Boa parte dos analistas, como este que vos escreve, também não. A amostragem da semana passada foi preocupante, não havia no campo nenhuma promessa de melhora do futebol visto na Arena.
Da outra parte, tampouco se pode projetar com lógica que o Rosario Central vá jogar tão menos do que jogou em Porto Alegre. Aí é que está. Não basta só o Grêmio jogar muito mais. O Rosario tem que jogar muito menos.
Geromel de volta é a melhor notícia, Fred cresce com o parceiro qualificado. Supõe-se que Geromel não perdeu a forma exuberante que exibia até a caxumba. Por forma, entenda-se a física e a técnica, a imposição da bola aérea, a antecipação, a liderança pela atitude. Se tudo isso estiver em campo, a defesa ganha em segurança.
A saída de Marcelo Oliveira também é saudável para o setor. Ele vinha jogando mal reiteradamente, Marcelo Hermes tem desempenho regular atrás e na frente. Jovem, com potencial de crescimento sobre a categoria média a que pertence hoje.
Do meio para a frente, há o desafio de fazer Maicon e Walace jogarem mais. Foram atados pela marcação adiantada dos argentinos no jogo de ida. Roger Machado treinou a saída de bola com os dois. Vejo na aproximação de Douglas aos volantes uma forma de escapar da armadilha portenha. Além desta providência, será vital que os rápidos da frente se movimentem. Giuliano e Luan alternando os corredores, Bolaños em combinação com eles.
Estático diante do volume do Rosario em Porto Alegre, o Grêmio facilitou a marcação. Na Argentina, o Grêmio precisará se repaginar. Não se trata de passar à ligação direta sem serviço de meio-campo. Não é abrir mão do conceito, mas sim intensificar a performance para que o desenho bem-sucedido do time de Roger dê a volta na dificuldade.
Se fosse quantificar, o favoritismo do Rosario sobre o Grêmio seria 60/40. Como disse ainda na transmissão da RBS TV quarta-feira passada, a vantagem é confortável, não indesmanchável.
Dois gigantes sul-americanos de conquistas recentes caíram nas oitavas da Libertadores. O River Plate se eliminou fora de casa quando tomou 2x0 do Independiente del Valle. Saiu aplaudido por sua torcida após ganhar de 1x0 na volta, insuficiente.
Tão ou mais frustrante foi a eliminação do Corinthians. Empatou 0x0 no Uruguai, teve tudo na Arena Corinthians para ganhar, cedeu a frente aos uruguaios duas vezes, perdeu pênalti em momento crucial do jogo, quando converteu o segundo já não havia tempo para desperdício como o de Romero, a cinco metros do gol, enviesado, recebendo bola alta de Danilo e chutando com a junção do pé com o tornozelo.
Faltou acrescentar um minuto à lambança pós-segundo pênalti, mas Nestor Pithan já tinha dois pênaltis, não cogitou mais acréscimos. Não creio que o trabalho de Tite sofra questionamento depois de perder meio time no início do ano, mas derrota sempre arranha.
***
O Atlético MG tem elenco melhor do que o time que Diego Aguirre vem escalando como titular, classificou vencendo o Racing no Independência por 2x1 com atuação intensa de Lucas Pratto. Deu passe para gol e fez o da vitória, perdeu o pênalti que daria tranquilidade do 3x1, o jogo foi crespo até o fim.
Lisandro López, melhor em campo pelos argentinos, jogou tudo que jamais jogou no Inter. Está em casa no Racing. Os mineiros enfrentarão o São Paulo na outra fase, haverá brasileiro nas semifinais. A derrota no México por 3x1 classificou os paulistas. Aliás, só carimbou uma classificação alcançada no jogo de ida, o 4x0 do Morumbi.
Confronto de dois técnicos estrangeiros em zona de tensão entre seus conceitos de futebol e os brasileiros. Buscam o equilíbrio, comandantes e comandados, não há só acerto para quem fala espanhol nem apenas erro para quem fala português. Dá para somar.
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Da outra parte, tampouco se pode projetar com lógica que o Rosario Central vá jogar tão menos do que jogou em Porto Alegre. Aí é que está. Não basta só o Grêmio jogar muito mais. O Rosario tem que jogar muito menos.
Geromel de volta é a melhor notícia, Fred cresce com o parceiro qualificado. Supõe-se que Geromel não perdeu a forma exuberante que exibia até a caxumba. Por forma, entenda-se a física e a técnica, a imposição da bola aérea, a antecipação, a liderança pela atitude. Se tudo isso estiver em campo, a defesa ganha em segurança.
A saída de Marcelo Oliveira também é saudável para o setor. Ele vinha jogando mal reiteradamente, Marcelo Hermes tem desempenho regular atrás e na frente. Jovem, com potencial de crescimento sobre a categoria média a que pertence hoje.
Do meio para a frente, há o desafio de fazer Maicon e Walace jogarem mais. Foram atados pela marcação adiantada dos argentinos no jogo de ida. Roger Machado treinou a saída de bola com os dois. Vejo na aproximação de Douglas aos volantes uma forma de escapar da armadilha portenha. Além desta providência, será vital que os rápidos da frente se movimentem. Giuliano e Luan alternando os corredores, Bolaños em combinação com eles.
Estático diante do volume do Rosario em Porto Alegre, o Grêmio facilitou a marcação. Na Argentina, o Grêmio precisará se repaginar. Não se trata de passar à ligação direta sem serviço de meio-campo. Não é abrir mão do conceito, mas sim intensificar a performance para que o desenho bem-sucedido do time de Roger dê a volta na dificuldade.
Se fosse quantificar, o favoritismo do Rosario sobre o Grêmio seria 60/40. Como disse ainda na transmissão da RBS TV quarta-feira passada, a vantagem é confortável, não indesmanchável.
Dois gigantes sul-americanos de conquistas recentes caíram nas oitavas da Libertadores. O River Plate se eliminou fora de casa quando tomou 2x0 do Independiente del Valle. Saiu aplaudido por sua torcida após ganhar de 1x0 na volta, insuficiente.
Tão ou mais frustrante foi a eliminação do Corinthians. Empatou 0x0 no Uruguai, teve tudo na Arena Corinthians para ganhar, cedeu a frente aos uruguaios duas vezes, perdeu pênalti em momento crucial do jogo, quando converteu o segundo já não havia tempo para desperdício como o de Romero, a cinco metros do gol, enviesado, recebendo bola alta de Danilo e chutando com a junção do pé com o tornozelo.
Faltou acrescentar um minuto à lambança pós-segundo pênalti, mas Nestor Pithan já tinha dois pênaltis, não cogitou mais acréscimos. Não creio que o trabalho de Tite sofra questionamento depois de perder meio time no início do ano, mas derrota sempre arranha.
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O Atlético MG tem elenco melhor do que o time que Diego Aguirre vem escalando como titular, classificou vencendo o Racing no Independência por 2x1 com atuação intensa de Lucas Pratto. Deu passe para gol e fez o da vitória, perdeu o pênalti que daria tranquilidade do 3x1, o jogo foi crespo até o fim.
Lisandro López, melhor em campo pelos argentinos, jogou tudo que jamais jogou no Inter. Está em casa no Racing. Os mineiros enfrentarão o São Paulo na outra fase, haverá brasileiro nas semifinais. A derrota no México por 3x1 classificou os paulistas. Aliás, só carimbou uma classificação alcançada no jogo de ida, o 4x0 do Morumbi.
Confronto de dois técnicos estrangeiros em zona de tensão entre seus conceitos de futebol e os brasileiros. Buscam o equilíbrio, comandantes e comandados, não há só acerto para quem fala espanhol nem apenas erro para quem fala português. Dá para somar.
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