André Ávila / Agência RBS
Aqui estou eu, uma torcedora gremista que, em pleno final de semana, parou para fazer uma espécie de balanço do que foi a última semana no que diz respeito ao meu time. Talvez tenha postergado esse momento algumas vezes por esses dias, mas isso não significa que não estive pensando a respeito em grande parte do tempo. Há uma semana, a exemplo da torcida como um todo, eu estava na expectativa de uma decisão no Campeonato Estadual. Admito que não tenho uma posição definida em relação à real importância do Gauchão. Porém, a pressão externa exercida sobre o fato de o Grêmio ter na competição seu último título, há longínquos seis anos, exige que eu faça meu papel de torcedora e “torça”.
O que aconteceu na semifinal do último domingo, todos sabemos. Fica difícil achar um termo que adjetive uma vitória que significou derrota. O Tricolor fez o que a maioria da torcida apostou, entrou disposto a ir à final. A postura do time era essa, mas o objetivo não foi alcançado em função de um gol tomado de forma constrangedora, combinado a uma tarde inspirada do jovem goleiro adversário. Subjetivamente falando, classificaria o resultado como melancólico.
O final da partida, além de desapontar grande parte da torcida pela eliminação, trouxe a preocupação pelo possível desgaste adquirido para a decisão da quarta-feira, contra o Rosário Central na Arena, pela Libertadores. Mas o que eu duvidava, aconteceu: o pós-jogo poderia piorar. E dessa vez, a contribuição veio do nosso presidente Romildo Bolzan. Admiro muito o trabalho feito pelo atual gestor gremista, mas ao ouvir este dizer que o Grêmio teria condições de fazer emblemáticos “5 a 0” sobre o time argentino caso repetisse a postura que teve contra o Juventude, fiquei preocupada.
Uma declaração dessas toma proporções gigantescas em dias nos quais as informações viajam muito rápido, principalmente por meios famintos por manchetes desse tipo. Todos sabiam que as situações eram muito diferentes. Qual seria o pior resultado possível após uma afirmação desse tipo? Em um cenário bastante pessimista, poderia se imaginar que isso resultaria em uma pressão ainda maior sobre o time de Porto Alegre, e daria uma injeção de ânimo sobre os estrangeiros. Quem assistiu ao primeiro jogo das oitavas de final do continental pode afirmar que isso realmente aconteceu. Claro que a derrota gremista por 1 a 0 não foi consequência de uma declaração da presidência, e sim de um conjunto de fatores. Mas em uma semana na qual tudo parecia estar dando errado, estava difícil pensar racionalmente.
Após ver (ou praticamente não ver) o Grêmio jogar contra o Rosário, as reações foram as mais diversas. Sobraram questionamentos para tudo e para todos: Direção, sistema de contratações, postura dos jogadores, permanência do técnico (!?)... Veio à tona até mesmo o fato de a Arena não impor o mesmo poder em decisões tal qual o saudoso Monumental fazia. De qualquer forma, o Grêmio teria pela frente uma semana até do jogo de volta para tentar reverter resultado e seguir na Libertadores.
A tarefa não é fácil. Nada fácil! Se encarar a “catimba” de alguns argentinos foi difícil aqui, jogar diante da pressão de milhares deles será muito pior. Depois de uma semana na qual se viu objetivos sendo perdidos ou ficando mais complicados, resta torcer para que a próxima seja diferente. Seja melhor... Não deixo de acreditar. Fico indignada, irritada, questiono muito. Mas torço e cumpro a promessa que faço ao cantar o hino, que é de estar com a instituição Grêmio em qualquer situação. Se o apoio fizer parte de uma semana melhor, ficarei muito mais satisfeita.
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O que aconteceu na semifinal do último domingo, todos sabemos. Fica difícil achar um termo que adjetive uma vitória que significou derrota. O Tricolor fez o que a maioria da torcida apostou, entrou disposto a ir à final. A postura do time era essa, mas o objetivo não foi alcançado em função de um gol tomado de forma constrangedora, combinado a uma tarde inspirada do jovem goleiro adversário. Subjetivamente falando, classificaria o resultado como melancólico.
O final da partida, além de desapontar grande parte da torcida pela eliminação, trouxe a preocupação pelo possível desgaste adquirido para a decisão da quarta-feira, contra o Rosário Central na Arena, pela Libertadores. Mas o que eu duvidava, aconteceu: o pós-jogo poderia piorar. E dessa vez, a contribuição veio do nosso presidente Romildo Bolzan. Admiro muito o trabalho feito pelo atual gestor gremista, mas ao ouvir este dizer que o Grêmio teria condições de fazer emblemáticos “5 a 0” sobre o time argentino caso repetisse a postura que teve contra o Juventude, fiquei preocupada.
Uma declaração dessas toma proporções gigantescas em dias nos quais as informações viajam muito rápido, principalmente por meios famintos por manchetes desse tipo. Todos sabiam que as situações eram muito diferentes. Qual seria o pior resultado possível após uma afirmação desse tipo? Em um cenário bastante pessimista, poderia se imaginar que isso resultaria em uma pressão ainda maior sobre o time de Porto Alegre, e daria uma injeção de ânimo sobre os estrangeiros. Quem assistiu ao primeiro jogo das oitavas de final do continental pode afirmar que isso realmente aconteceu. Claro que a derrota gremista por 1 a 0 não foi consequência de uma declaração da presidência, e sim de um conjunto de fatores. Mas em uma semana na qual tudo parecia estar dando errado, estava difícil pensar racionalmente.
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