Bolaños fratura mandíbula em jogada com Willian (Foto: Reprodução)
O resultado de empate no Grenal deste domingo é mentiroso. Houve, na realidade, uma dupla derrota, se isso for possível. Perderam a dignidade, a desportividade, e um atleta de 20 milhões de reais que fica afastado por 30 dias, depois de levar uma cotovelada de seu adversário.
Willian acertou Bolaños em cheio, ainda no primeiro tempo, ocasionando fratura na mandíbula do equatoriano, que mesmo assim continuou em campo e até pediu para voltar no segundo tempo. Seu pedido não foi atendido pela comissão técnica gremista, em comum acordo com o corpo médico do clube, que encaminhou o jogador ao Hospital ainda no intervalo, onde a fratura foi constatada. Miller passará por cirurgia e ainda não se sabe quanto tempo ficará de fora dos gramados.
Declarações foram dadas após a partida, algumas até gerando certa indignação. O dirigente colorado Pellegrini disse que Willian se desculpou e que foi lance de jogo. Lance de jogo? Uma cotovelada dessas? Agora esquecer da bola e ir direto com o cotovelo no rosto do adversário faz parte do jogo? Por favor, Pellegrini, perdestes uma grande oportunidade de ficar calado.
Houveram, de fato, entradas ríspidas de ambos os lados, como quando Maicon atingiu Rodrigo Dourado, correndo o risco de lesionar gravemente o jovem volante colorado. Admito isso, faltou cautela ao capitão gremista, que merecidamente recebeu cartão amarelo. Mas, sem querer defender, já defendendo, foi uma dividida com os pés, onde a bola estava em jogo. Não tira o perigo do lance, mas querendo ou não, é justificável. Porém, nada justifica ir com os braços abertos e atingir diretamente o rosto de um adversário, que acima de tudo é um colega de profissão.
Agora, o maior investimento do Grêmio para a temporada fica parado, atrasando seu processo de adaptação ao time e ficando de fora de jogos importantes pela Copa Libertadores da América, graças a uma atitude antidesportiva em um campeonato regional de minúscula expressão.
Sim, eu não valorizo o Campeonato Gaúcho, para mim ele nem precisaria ser disputado. Por que? Ora, Grêmio e Inter estão muito acima dos demais concorrentes ao campeonato regional, visto a disparidade de investimento entre os grandes da capital e os de menor expressão, da própria capital e do interior. A diferença orçamentária evidencia a diferença de patamar entre essas equipes.
Ano após ano, investimos milhões em atletas que chegam para defender os clubes nas principais competições da temporada, como Brasileirão, Copa do Brasil e Libertadores, isso quando um dos dois consegue a classificação. E esses nossos atletas que custam milhões se submetem a defender seus clubes em um regional com toda sua rispidez e violência por parte de jogadores que tem no Gauchão sua única chance de visibilidade, e que consequentemente excedem limites para querer mostrar serviço, sem contar nos gramados de péssima qualidade aos quais nossos elencos são obrigados a utilizar.
Com tempo, lembraríamos de vários jogadores da dupla que ficaram de fora de competições importantes por conta de lesões no Gauchão. Mas me recordo de imediato daquela sofrida por Kleber Gladiador, logo após chegar ao Grêmio.
Deixando de lado tudo o que aconteceu depois disso, polêmicas entre o jogador e nosso time, que culminaram em uma saída nada agradável para ambas as partes, naquele momento Kleber era novidade e um dos principais jogadores do time, atravessava um bom momento com gols e participação direta em vitórias do Grêmio, mas graças a violência de jogadores de times menores que querem mostrar serviço contra os poderosos Grêmio e Inter, sofreu uma fratura na fíbula e ficou meses fora de combate, e depois disso nunca mais conseguiu retomar seu bom futebol, pois teve sua sequência interrompida e praticamente foi obrigado a reiniciar do zero tudo aquilo que havia feito na temporada.
Vejo discursos de cartolas que querem valorizar o futebol brasileiro. Mas como um clube vai investir tanto, se é pra continuar jogando competições desse nível e expondo seus atletas de milhões a essas condições? Manter a disputa dos regionais para que os clubes de menor expressão possam manter suas atividades é um belo argumento, mas qual a obrigação dos clubes de maior estrutura e investimento tem em fazer parte desse projeto? É prejudicial, não vale a pena. Poderia até comparar a elite do futebol brasileiro com a de outros países, mas não é necessário.
Em resumo, basta de se desgastar tanto em competições que chegam a ser insignificantes se forem comparadas com as principais da temporada.
Aos amantes do Gauchão, me desculpem, mas eu não o defendo. Não quero mais ver meu time sendo prejudicado por disputá-lo. Não quero ter de enfrentar os principais jogos da temporada sem um ou outro atleta que foi vitimado em jogos muito menores.
Agora, resta torcer pela pronta recuperação de Bolaños, e torcer muito mais para que nenhum outro jogador se lesione nos combates existentes nestes campeonatos.
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O resultado de empate no Grenal deste domingo é mentiroso. Houve, na realidade, uma dupla derrota, se isso for possível. Perderam a dignidade, a desportividade, e um atleta de 20 milhões de reais que fica afastado por 30 dias, depois de levar uma cotovelada de seu adversário.
Willian acertou Bolaños em cheio, ainda no primeiro tempo, ocasionando fratura na mandíbula do equatoriano, que mesmo assim continuou em campo e até pediu para voltar no segundo tempo. Seu pedido não foi atendido pela comissão técnica gremista, em comum acordo com o corpo médico do clube, que encaminhou o jogador ao Hospital ainda no intervalo, onde a fratura foi constatada. Miller passará por cirurgia e ainda não se sabe quanto tempo ficará de fora dos gramados.
Declarações foram dadas após a partida, algumas até gerando certa indignação. O dirigente colorado Pellegrini disse que Willian se desculpou e que foi lance de jogo. Lance de jogo? Uma cotovelada dessas? Agora esquecer da bola e ir direto com o cotovelo no rosto do adversário faz parte do jogo? Por favor, Pellegrini, perdestes uma grande oportunidade de ficar calado.
Houveram, de fato, entradas ríspidas de ambos os lados, como quando Maicon atingiu Rodrigo Dourado, correndo o risco de lesionar gravemente o jovem volante colorado. Admito isso, faltou cautela ao capitão gremista, que merecidamente recebeu cartão amarelo. Mas, sem querer defender, já defendendo, foi uma dividida com os pés, onde a bola estava em jogo. Não tira o perigo do lance, mas querendo ou não, é justificável. Porém, nada justifica ir com os braços abertos e atingir diretamente o rosto de um adversário, que acima de tudo é um colega de profissão.
Agora, o maior investimento do Grêmio para a temporada fica parado, atrasando seu processo de adaptação ao time e ficando de fora de jogos importantes pela Copa Libertadores da América, graças a uma atitude antidesportiva em um campeonato regional de minúscula expressão.
Sim, eu não valorizo o Campeonato Gaúcho, para mim ele nem precisaria ser disputado. Por que? Ora, Grêmio e Inter estão muito acima dos demais concorrentes ao campeonato regional, visto a disparidade de investimento entre os grandes da capital e os de menor expressão, da própria capital e do interior. A diferença orçamentária evidencia a diferença de patamar entre essas equipes.
Ano após ano, investimos milhões em atletas que chegam para defender os clubes nas principais competições da temporada, como Brasileirão, Copa do Brasil e Libertadores, isso quando um dos dois consegue a classificação. E esses nossos atletas que custam milhões se submetem a defender seus clubes em um regional com toda sua rispidez e violência por parte de jogadores que tem no Gauchão sua única chance de visibilidade, e que consequentemente excedem limites para querer mostrar serviço, sem contar nos gramados de péssima qualidade aos quais nossos elencos são obrigados a utilizar.
Com tempo, lembraríamos de vários jogadores da dupla que ficaram de fora de competições importantes por conta de lesões no Gauchão. Mas me recordo de imediato daquela sofrida por Kleber Gladiador, logo após chegar ao Grêmio.
Deixando de lado tudo o que aconteceu depois disso, polêmicas entre o jogador e nosso time, que culminaram em uma saída nada agradável para ambas as partes, naquele momento Kleber era novidade e um dos principais jogadores do time, atravessava um bom momento com gols e participação direta em vitórias do Grêmio, mas graças a violência de jogadores de times menores que querem mostrar serviço contra os poderosos Grêmio e Inter, sofreu uma fratura na fíbula e ficou meses fora de combate, e depois disso nunca mais conseguiu retomar seu bom futebol, pois teve sua sequência interrompida e praticamente foi obrigado a reiniciar do zero tudo aquilo que havia feito na temporada.
Vejo discursos de cartolas que querem valorizar o futebol brasileiro. Mas como um clube vai investir tanto, se é pra continuar jogando competições desse nível e expondo seus atletas de milhões a essas condições? Manter a disputa dos regionais para que os clubes de menor expressão possam manter suas atividades é um belo argumento, mas qual a obrigação dos clubes de maior estrutura e investimento tem em fazer parte desse projeto? É prejudicial, não vale a pena. Poderia até comparar a elite do futebol brasileiro com a de outros países, mas não é necessário.
Em resumo, basta de se desgastar tanto em competições que chegam a ser insignificantes se forem comparadas com as principais da temporada.
Aos amantes do Gauchão, me desculpem, mas eu não o defendo. Não quero mais ver meu time sendo prejudicado por disputá-lo. Não quero ter de enfrentar os principais jogos da temporada sem um ou outro atleta que foi vitimado em jogos muito menores.
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