Bolaños estreou com gol e boa atuação com a camisa do Grêmio (Foto: Lucas Uebel/Divulgação Grêmio)
O custo foi alto, o que coloca uma dose de responsabilidade a mais em qualquer jogador. A partida era decisiva pelo grande objetivo do semestre. Seria estreia, o que denota pouco conhecimento de movimentações dos companheiros em jogo. Nada disso pareceu incomodar Miller Bolaños. A possível pressão de um estádio com bom público virou empolgação. E o equatoriano riscou o gramado da Arena, leve como se jogasse uma pelada qualquer com os amigos.
O primeiro jogo do camisa 23 no Grêmio teve o que todo atacante precisa: gol. Mas também teve mobilidade, entrosamento, inteligência, uma mudança tática na equipe, ovação de pé, efetividade e até dancinha. Todos fatores que levam a crer que Miller está mais habituado ao elenco gremista do que mostrava nos treinamentos e se imaginava.
Tudo o que o torcedor queria é que a confiança depositada pela diretoria – foram investidos R$ 20 milhões em sua contratação – nas costas de Bolaños fosse vista em campo. A amostragem é de apenas 70 minutos, mas o rendimento agradou tanto que o atacante foi aplaudido de pé na Arena. Na prática, algo que Carlos Tenorio havia falado antes da partida: se tudo der certo, Miller pode virar ídolo da torcida.
– Fico grato a eles, desde que cheguei a Porto Alegre, me receberam da melhor maneira. Só tenho que fazer minha parte em campo, com gols, e trabalhar 100%, para responder o apoio deles. Todo jogador sempre sonha com uma estreia importante. Agradeço a confiança dos companheiros, corpo técnico e torcedores. Agora é tocar e mostrar muito mais – disse Miller, na zona mista da Arena.
O gol foi o ápice da atuação do equatoriano. Roger, antes da partida, disse que ele seria importante para a estratégia. E o lance do gol exemplifica bem isso. Luan roubou a bola no campo ofensivo, após erro da saída de bola da LDU, e fez o passe no espaço vazio. Com velocidade, Miller arrancou e desviou quando Domínguez deixava a meta. O consenso no discurso é de que ele poderá ajudar ainda mais a partir da estreia.
– Dei parabéns a todos, especialmente ao Miller. Se movimentou bem, enquanto teve condição. Fez um gol típico de quem toma decisão adequada, porque antecipou o chute para dar uma chance menor de defesa ao adversário. Se comunicou bem com os jogadores. Vai se entrosando. É um jogador que vai ter sequência à medida que tiver condicionamento, já está sendo útil e vai ser mais útil ainda – avaliou Roger.
A explosão em seguida teve de tudo. Vibração com a torcida e pulo em êxtase. Agradecimento a Luan, com abraço apertado, pelo passe. Abraço coletivo e dedos ao céu, ajoelhados. Uma dancinha com Edinho, explicada pelo jogador após o jogo. Depois, camisa levantada para mostrar uma tatuagem no abdome, homenagem para a família. E, por fim, um sinal de positivo para o técnico Roger Machado, ao se aproximar da linha divisória do meio-campo.
O camisa 23 se movimentou por todo o setor ofensivo. Colocou Luan na ponta esquerda e ficou com a faixa central. Deixou para correr mais quando o Tricolor tinha a bola. Sempre era opção de passe para a transição ofensiva e por diversas vezes saiu da posição central e foi para os lados. Entendeu-se muito bem com Luan, e, especialmente, Douglas. Os toques rápidos atordoaram os rivais.
No início da etapa final, ainda conseguiu cavar a expulsão de Romero. Tentava arrancar em direção ao gol de Domínguez, para receber mais um passe longo no contra-ataque. Foi agarrado e se jogou no gramado – antes também havia valorizado uma entrada mais dura. Deixou o Grêmio com um a mais em campo e caminho aberto para a goleada.
– É um grande jogador, tinha jogado contra ele. Graças a Deus fez uma bela estreia, com gol. E vai entrosar muito com a nossa equipe, tem muito a mostrar ainda – elogiou o capitão Maicon.
– Foram poucos treinos, mas ele é um cara inteligente, é um cara de grupo. Veio para nos ajudar, isso facilita bastante em campo. E pode dar certo e nos ajudar a sair com a vitória – completou Luan.
O silêncio de Miller só foi quebrado após a partida, na zona mista. Onde, por sinal, o equatoriano ficou por muito tempo. Não só pelas entrevistas, mas também pelo bate-papo com dirigentes da LDU, a quem reservou atenção especial. Na chegada à Arena, estava tranquilo e optou por não conceder entrevistas. Ali, Luan confirmou que o companheiro seria titular. Na saída para o vestiário após a partida, também não falou. Só parou mesmo quando deixava o estádio, e com um pedido especial: que os jornalistas falassem devagar.
Na divulgação oficial da escalação, chamou atenção que seu nome estava escrito com apenas um "L". Na verdade, nos seus documentos, a grafia que lá se encontra é assim. Ele, porém, solicitou ao Grêmio que o seu nome fosse escrito com a letra repetida.
Por tudo que ocorreu, parecia que Miller não queria deixar o estádio. Só foi embora quando o relógio já batia 1h, ou seja, uma hora depois do apito final, abraçado em um amigo. Feliz, claro, pelo ocorrido em campo e pelas primeiras linhas escritas na sua história no Grêmio.

Bolaños dança com Edinho na comemoração (Foto: Lucas Uebel/Divulgação Grêmio)
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O custo foi alto, o que coloca uma dose de responsabilidade a mais em qualquer jogador. A partida era decisiva pelo grande objetivo do semestre. Seria estreia, o que denota pouco conhecimento de movimentações dos companheiros em jogo. Nada disso pareceu incomodar Miller Bolaños. A possível pressão de um estádio com bom público virou empolgação. E o equatoriano riscou o gramado da Arena, leve como se jogasse uma pelada qualquer com os amigos.
O primeiro jogo do camisa 23 no Grêmio teve o que todo atacante precisa: gol. Mas também teve mobilidade, entrosamento, inteligência, uma mudança tática na equipe, ovação de pé, efetividade e até dancinha. Todos fatores que levam a crer que Miller está mais habituado ao elenco gremista do que mostrava nos treinamentos e se imaginava.
Tudo o que o torcedor queria é que a confiança depositada pela diretoria – foram investidos R$ 20 milhões em sua contratação – nas costas de Bolaños fosse vista em campo. A amostragem é de apenas 70 minutos, mas o rendimento agradou tanto que o atacante foi aplaudido de pé na Arena. Na prática, algo que Carlos Tenorio havia falado antes da partida: se tudo der certo, Miller pode virar ídolo da torcida.
– Fico grato a eles, desde que cheguei a Porto Alegre, me receberam da melhor maneira. Só tenho que fazer minha parte em campo, com gols, e trabalhar 100%, para responder o apoio deles. Todo jogador sempre sonha com uma estreia importante. Agradeço a confiança dos companheiros, corpo técnico e torcedores. Agora é tocar e mostrar muito mais – disse Miller, na zona mista da Arena.
O gol foi o ápice da atuação do equatoriano. Roger, antes da partida, disse que ele seria importante para a estratégia. E o lance do gol exemplifica bem isso. Luan roubou a bola no campo ofensivo, após erro da saída de bola da LDU, e fez o passe no espaço vazio. Com velocidade, Miller arrancou e desviou quando Domínguez deixava a meta. O consenso no discurso é de que ele poderá ajudar ainda mais a partir da estreia.
– Dei parabéns a todos, especialmente ao Miller. Se movimentou bem, enquanto teve condição. Fez um gol típico de quem toma decisão adequada, porque antecipou o chute para dar uma chance menor de defesa ao adversário. Se comunicou bem com os jogadores. Vai se entrosando. É um jogador que vai ter sequência à medida que tiver condicionamento, já está sendo útil e vai ser mais útil ainda – avaliou Roger.
A explosão em seguida teve de tudo. Vibração com a torcida e pulo em êxtase. Agradecimento a Luan, com abraço apertado, pelo passe. Abraço coletivo e dedos ao céu, ajoelhados. Uma dancinha com Edinho, explicada pelo jogador após o jogo. Depois, camisa levantada para mostrar uma tatuagem no abdome, homenagem para a família. E, por fim, um sinal de positivo para o técnico Roger Machado, ao se aproximar da linha divisória do meio-campo.
O camisa 23 se movimentou por todo o setor ofensivo. Colocou Luan na ponta esquerda e ficou com a faixa central. Deixou para correr mais quando o Tricolor tinha a bola. Sempre era opção de passe para a transição ofensiva e por diversas vezes saiu da posição central e foi para os lados. Entendeu-se muito bem com Luan, e, especialmente, Douglas. Os toques rápidos atordoaram os rivais.
No início da etapa final, ainda conseguiu cavar a expulsão de Romero. Tentava arrancar em direção ao gol de Domínguez, para receber mais um passe longo no contra-ataque. Foi agarrado e se jogou no gramado – antes também havia valorizado uma entrada mais dura. Deixou o Grêmio com um a mais em campo e caminho aberto para a goleada.
– É um grande jogador, tinha jogado contra ele. Graças a Deus fez uma bela estreia, com gol. E vai entrosar muito com a nossa equipe, tem muito a mostrar ainda – elogiou o capitão Maicon.
– Foram poucos treinos, mas ele é um cara inteligente, é um cara de grupo. Veio para nos ajudar, isso facilita bastante em campo. E pode dar certo e nos ajudar a sair com a vitória – completou Luan.
O silêncio de Miller só foi quebrado após a partida, na zona mista. Onde, por sinal, o equatoriano ficou por muito tempo. Não só pelas entrevistas, mas também pelo bate-papo com dirigentes da LDU, a quem reservou atenção especial. Na chegada à Arena, estava tranquilo e optou por não conceder entrevistas. Ali, Luan confirmou que o companheiro seria titular. Na saída para o vestiário após a partida, também não falou. Só parou mesmo quando deixava o estádio, e com um pedido especial: que os jornalistas falassem devagar.
Na divulgação oficial da escalação, chamou atenção que seu nome estava escrito com apenas um "L". Na verdade, nos seus documentos, a grafia que lá se encontra é assim. Ele, porém, solicitou ao Grêmio que o seu nome fosse escrito com a letra repetida.
Por tudo que ocorreu, parecia que Miller não queria deixar o estádio. Só foi embora quando o relógio já batia 1h, ou seja, uma hora depois do apito final, abraçado em um amigo. Feliz, claro, pelo ocorrido em campo e pelas primeiras linhas escritas na sua história no Grêmio.

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