Foto: Lucas Uebel / Divulgação Grêmio / Divulgação Grêmio
O desempenho fraco no começo de temporada coloca o Grêmio de Roger Machado no divã. É prudente depurar os motivos das derrotas e, principalmente, rever conceitos e titularidades. Com a bolinha quem vem jogando, o Imortal terá dificuldades para sobreviver na Libertadores.
O Grêmio voltou pior para 2016. A base do time foi mantida, o treinador continuou sua missão, mas a performance murchou. Vale questionar se o trabalho de Roger estagnou. Não se trata de pessimismo exagerado. O desempenho e os resultados recentes expõem uma realidade crua. Vamos aos fatos:
- O Grêmio só venceu com facilidade duas equipes que habitam a zona inferior da tabela do Gauchão – Xavante e Aimoré.
- Com titulares, o Grêmio levou gol de Danubio, Xavante, Aimoré, São José e Toluca. Não levou do Coritiba porque o bandeira errou um impedimento e anulou mal um gol paranaense.
- Há três jogos, o Grêmio não faz gol em lance trabalhado. Só marcou contra o Coxa porque a defesa errou um recuo. Logo, o time cria pouco e ainda perde as chances, vide Everton no México.
- Nos três jogos em que pecou na criação e finalização, o Grêmio enfrentou adversários mais qualificados ou organizados, porém nenhum com elenco mais forte do que o seu. Nos três jogos Luan foi mal.
- Com titulares, em seis jogos o Grêmio não marcou um mísero gol de bola parada. São raros os lances em que a bola é alçada e o tricolor consegue cabecear.
- Contra o Toluca, o Grêmio teve quase uma hora com um jogador a mais e foi envolvido com facilidade. Poderia ter levado três ou quatro. Na etapa final, correndo atrás do prejuízo, só concluiu depois dos 40 e de fora da área.
Difícil encontrar um gremista, por mais empenhando em alentar seu time, satisfeito com tal cenário.
O futebol é apaixonante porque implode teses prontas e dogmas. Em tese, o Imortal deveria evoluir em 2016, pois manteve base e comissão técnica, a desejada continuidade. Só que o desempenho no campo mostra que o time piorou. Algo está errado.
O auge de Roger no Grêmio foi justamente em sua chegada, em maio passado. Os primeiros quatro meses encantaram o torcedor. Sem tempo para treinar, com um elenco limitado e desacreditado, o técnico escalou a tabela do Brasileirão, venceu por 5 a 0 no Gre-Nal, bateu o Galo no Mineirão e criou a gordura que o classificou para Libertadores.
No cenário mais complicado, Roger teve melhor desempenho. A partir de outubro, a peteca começou a cair, a intensidade arrefeceu e os toques de lado sem objetividade imperaram. O torcedor esperava que o descanso e a pré-temporada trariam um time incisivo de novo. Ele ainda não apareceu, mas confio que aparecerá. Ha tempo para corrigir erros.
Alguns defeitos do início de ano são típicos de mão do treinador. Bola parada é treino. Tanto na defesa quanto no ataque. A do Grêmio inexiste. A defesa ficou sem proteção e sofre pelo alto.
O time deixou há meses de ir ao fundo. Laterais e atacantes não chegam na linha de fundo, optam por trazer para o meio e afunilar. Roger aposta na troca de passes rápida para ingressar na área rival. Conceito correto, mas de execução a dois por hora. Os meias que deveriam pisar na área apenas flutuam fora dela. Giuliano há meses alugou os lados do campo para tabelar em círculos, sem agredir.
O treinador deve repensar algumas titularidades. Marcelo Oliveira acumula atuações apagadas desde outubro. Não marca e não ataca. Wallace Oliveira idem. Vale testar nos próximos jogos outras opções. Se Marcelo Hermes conseguir apenas fechar a avenida da esquerda, já fará mais do que Oliveira.
Fernandinho como opção para mudar um jogo raras vezes funciona. Douglas como titular absoluto é um erro, que deve ser corrigido em breve, com a entrada de Bolaños ou Lincoln – o equatoriano pode colocar outros nomes no banco.
Roger chega em um momento importante de sua carreira. Tem cacife para reencontrar o melhor futebol de sua equipe ou teve apenas um lampejo em 2015? Caio Jr. levou o Paraná à Liberta, Vagner Mancini o Furacão e Renato duas vezes times desacreditados do Grêmio.
Roger precisa cuidar para não se tornar um Paulo Autuori, técnico de frases e conceitos bonitos sobre futebol, cordial com a imprensa, mas que há anos não emplaca um trabalho robusto. Roger deve mirar Tite, que transforma conceitos modernos em vitórias.
Acredito no potencial de Roger. Ele tem bala para colocar o Grêmio de novo nos eixos, terá o retorno de Walace e a estreia de Bolaños. A equipe ganhará qualidade. O técnico precisará repensar um pouco seu time. Confio que ele fará o Grêmio acelerar na Libertadores.
VEJA TAMBÉM
- Arthur negocia permanência com Grêmio antes de definição da Juventus.
- Palmeiras descontente com negociação de Weverton com Grêmio
- Avenida x Grêmio: como assistir, escalações e arbitragem
O desempenho fraco no começo de temporada coloca o Grêmio de Roger Machado no divã. É prudente depurar os motivos das derrotas e, principalmente, rever conceitos e titularidades. Com a bolinha quem vem jogando, o Imortal terá dificuldades para sobreviver na Libertadores.
O Grêmio voltou pior para 2016. A base do time foi mantida, o treinador continuou sua missão, mas a performance murchou. Vale questionar se o trabalho de Roger estagnou. Não se trata de pessimismo exagerado. O desempenho e os resultados recentes expõem uma realidade crua. Vamos aos fatos:
- O Grêmio só venceu com facilidade duas equipes que habitam a zona inferior da tabela do Gauchão – Xavante e Aimoré.
- Com titulares, o Grêmio levou gol de Danubio, Xavante, Aimoré, São José e Toluca. Não levou do Coritiba porque o bandeira errou um impedimento e anulou mal um gol paranaense.
- Há três jogos, o Grêmio não faz gol em lance trabalhado. Só marcou contra o Coxa porque a defesa errou um recuo. Logo, o time cria pouco e ainda perde as chances, vide Everton no México.
- Nos três jogos em que pecou na criação e finalização, o Grêmio enfrentou adversários mais qualificados ou organizados, porém nenhum com elenco mais forte do que o seu. Nos três jogos Luan foi mal.
- Com titulares, em seis jogos o Grêmio não marcou um mísero gol de bola parada. São raros os lances em que a bola é alçada e o tricolor consegue cabecear.
- Contra o Toluca, o Grêmio teve quase uma hora com um jogador a mais e foi envolvido com facilidade. Poderia ter levado três ou quatro. Na etapa final, correndo atrás do prejuízo, só concluiu depois dos 40 e de fora da área.
Difícil encontrar um gremista, por mais empenhando em alentar seu time, satisfeito com tal cenário.
O futebol é apaixonante porque implode teses prontas e dogmas. Em tese, o Imortal deveria evoluir em 2016, pois manteve base e comissão técnica, a desejada continuidade. Só que o desempenho no campo mostra que o time piorou. Algo está errado.
O auge de Roger no Grêmio foi justamente em sua chegada, em maio passado. Os primeiros quatro meses encantaram o torcedor. Sem tempo para treinar, com um elenco limitado e desacreditado, o técnico escalou a tabela do Brasileirão, venceu por 5 a 0 no Gre-Nal, bateu o Galo no Mineirão e criou a gordura que o classificou para Libertadores.
No cenário mais complicado, Roger teve melhor desempenho. A partir de outubro, a peteca começou a cair, a intensidade arrefeceu e os toques de lado sem objetividade imperaram. O torcedor esperava que o descanso e a pré-temporada trariam um time incisivo de novo. Ele ainda não apareceu, mas confio que aparecerá. Ha tempo para corrigir erros.
Alguns defeitos do início de ano são típicos de mão do treinador. Bola parada é treino. Tanto na defesa quanto no ataque. A do Grêmio inexiste. A defesa ficou sem proteção e sofre pelo alto.
O time deixou há meses de ir ao fundo. Laterais e atacantes não chegam na linha de fundo, optam por trazer para o meio e afunilar. Roger aposta na troca de passes rápida para ingressar na área rival. Conceito correto, mas de execução a dois por hora. Os meias que deveriam pisar na área apenas flutuam fora dela. Giuliano há meses alugou os lados do campo para tabelar em círculos, sem agredir.
O treinador deve repensar algumas titularidades. Marcelo Oliveira acumula atuações apagadas desde outubro. Não marca e não ataca. Wallace Oliveira idem. Vale testar nos próximos jogos outras opções. Se Marcelo Hermes conseguir apenas fechar a avenida da esquerda, já fará mais do que Oliveira.
Fernandinho como opção para mudar um jogo raras vezes funciona. Douglas como titular absoluto é um erro, que deve ser corrigido em breve, com a entrada de Bolaños ou Lincoln – o equatoriano pode colocar outros nomes no banco.
Roger chega em um momento importante de sua carreira. Tem cacife para reencontrar o melhor futebol de sua equipe ou teve apenas um lampejo em 2015? Caio Jr. levou o Paraná à Liberta, Vagner Mancini o Furacão e Renato duas vezes times desacreditados do Grêmio.
Roger precisa cuidar para não se tornar um Paulo Autuori, técnico de frases e conceitos bonitos sobre futebol, cordial com a imprensa, mas que há anos não emplaca um trabalho robusto. Roger deve mirar Tite, que transforma conceitos modernos em vitórias.
Acredito no potencial de Roger. Ele tem bala para colocar o Grêmio de novo nos eixos, terá o retorno de Walace e a estreia de Bolaños. A equipe ganhará qualidade. O técnico precisará repensar um pouco seu time. Confio que ele fará o Grêmio acelerar na Libertadores.
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