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Deputado federal Romário se reuniu com o Bom Senso FC em Brasília para discutir a LRFE
Em tempos de discussão sobre a Lei de Responsabilidade Fiscal do Esporte e de derrota da seleção brasileira por 7 a 1 na Copa do Mundo, muito tem se falado sobre melhorar as gestões dos clubes de futebol no Brasil. Algo extremamente necessário, como mostra relatório feito pela Pluri Consultoria sobre a situação financeira dos 27 times de maior faturamento no País. Segundo a empresa, as equipes, juntas, tiveram prejuízo líquido de R$ 445,6 milhões e suas dívidas aumentaram para R$ 6 bilhões no último ano.
“Houve uma piora quase generalizada dos números e indicadores consolidados dos balanços. As receitas totais subiram 6% e atingiram o nível recorde de R$ 3,35 bilhões. Porém, desconsiderando as vendas de jogadores houve queda para R$ 2,66 bilhões, a primeira dos últimos oito anos, marcando uma inflexão da tendência de alta no faturamento dos clubes”, aponta o relatório.
“Por outro lado, como é tradição nos clubes brasileiros, um menor volume de receitas não foi empecilho para um aumento das despesas, que subiram 20,2% e atingiram R$ 3,8 bilhões, o que gerou um prejuízo líquido de 445,6 milhões, o segundo maior da história do futebol brasileiro. Nos últimos oito anos os clubes brasileiros já perderam R$ 2,42 bilhões”, prossegue o documento.
Os dados referem-se ao balanço do exercício 2013 de Atlético-MG, Atlético-PR, Avaí, Bahia, Botafogo, Corinthians, Coritiba, Criciúma, Cruzeiro, Figueirense, Flamengo, Fluminense, Goiás, Grêmio, Guarani, Internacional, Joinville, Náutico, Palmeiras, Paraná, Ponte Preta, Santa Cruz, Santos, São Paulo, Sport, Vasco e Vitória.
Na visão de Fernando Ferreira, economista especializado em gestão e marketing do esporte, este ponto é importantíssimo de ser tratado na Lei de Responsabilidade Fiscal do Esporte, que está em trânsito na Câmara dos Deputados, em Brasília. O projeto, se votado e aprovado, estabelecerá um parcelamento especial das dívidas fiscais dos clubes.
“É isto que precisa ser urgentemente estancado e a LRFE perde grande oportunidade ao focar apenas o pagamento de impostos e salários como contrapartida. É preciso limitar os prejuízos”, analisa Ferreira.
O relatório da Pluri segue nessa linha. O texto aponta que os clubes chegaram a R$ 6 bilhões de dívidas, o maior nível da história.
“Ressaltando que a aprovação da LRFE não melhorará o nível de endividamento líquido dos clubes, apenas o redistribuirá ao longo do tempo. Na verdade, é de se esperar que o grau de endividamento suba no momento em que forem consolidadas as dívidas tributárias”, indica o documento.
“Após três anos de Patrimônio líquido positivo, os clubes apresentaram passivo a descoberto de R$ 36 milhões em 2013, o que significa que, se todas as contas dos clubes fossem acertadas hoje, faltariam recursos para pagá-las mesmo vendendo todo o seu patrimônio”, explica a Pluri.
Representantes do Bom Senso FC, grupo de jogadores que luta por melhorias nas condições do futebol brasileiro, estiveram na manhã da última terça-feira na Câmara dos Deputados. Os atletas levaram uma faixa para protestar por alterações no texto da Lei de Responsabilidade Fiscal do Esporte. O grupo de atletas deseja que a Lei fiscalize e puna atrasos de pagamentos dos salários de atletas por parte dos clubes e que dirigentes sejam responsabilizados por dívidas.
A votação deverá ser após as eleições presidencial e para deputados e senadores, marcadas para outubro.
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“Houve uma piora quase generalizada dos números e indicadores consolidados dos balanços. As receitas totais subiram 6% e atingiram o nível recorde de R$ 3,35 bilhões. Porém, desconsiderando as vendas de jogadores houve queda para R$ 2,66 bilhões, a primeira dos últimos oito anos, marcando uma inflexão da tendência de alta no faturamento dos clubes”, aponta o relatório.
“Por outro lado, como é tradição nos clubes brasileiros, um menor volume de receitas não foi empecilho para um aumento das despesas, que subiram 20,2% e atingiram R$ 3,8 bilhões, o que gerou um prejuízo líquido de 445,6 milhões, o segundo maior da história do futebol brasileiro. Nos últimos oito anos os clubes brasileiros já perderam R$ 2,42 bilhões”, prossegue o documento.
Os dados referem-se ao balanço do exercício 2013 de Atlético-MG, Atlético-PR, Avaí, Bahia, Botafogo, Corinthians, Coritiba, Criciúma, Cruzeiro, Figueirense, Flamengo, Fluminense, Goiás, Grêmio, Guarani, Internacional, Joinville, Náutico, Palmeiras, Paraná, Ponte Preta, Santa Cruz, Santos, São Paulo, Sport, Vasco e Vitória.
Na visão de Fernando Ferreira, economista especializado em gestão e marketing do esporte, este ponto é importantíssimo de ser tratado na Lei de Responsabilidade Fiscal do Esporte, que está em trânsito na Câmara dos Deputados, em Brasília. O projeto, se votado e aprovado, estabelecerá um parcelamento especial das dívidas fiscais dos clubes.
“É isto que precisa ser urgentemente estancado e a LRFE perde grande oportunidade ao focar apenas o pagamento de impostos e salários como contrapartida. É preciso limitar os prejuízos”, analisa Ferreira.
O relatório da Pluri segue nessa linha. O texto aponta que os clubes chegaram a R$ 6 bilhões de dívidas, o maior nível da história.
“Ressaltando que a aprovação da LRFE não melhorará o nível de endividamento líquido dos clubes, apenas o redistribuirá ao longo do tempo. Na verdade, é de se esperar que o grau de endividamento suba no momento em que forem consolidadas as dívidas tributárias”, indica o documento.
“Após três anos de Patrimônio líquido positivo, os clubes apresentaram passivo a descoberto de R$ 36 milhões em 2013, o que significa que, se todas as contas dos clubes fossem acertadas hoje, faltariam recursos para pagá-las mesmo vendendo todo o seu patrimônio”, explica a Pluri.
Representantes do Bom Senso FC, grupo de jogadores que luta por melhorias nas condições do futebol brasileiro, estiveram na manhã da última terça-feira na Câmara dos Deputados. Os atletas levaram uma faixa para protestar por alterações no texto da Lei de Responsabilidade Fiscal do Esporte. O grupo de atletas deseja que a Lei fiscalize e puna atrasos de pagamentos dos salários de atletas por parte dos clubes e que dirigentes sejam responsabilizados por dívidas.
A votação deverá ser após as eleições presidencial e para deputados e senadores, marcadas para outubro.
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