Foto: Adriana Franciosi / Agencia RBS
Um olho na The Economist, outro no mercado. A permanente desvalorização do real ante o dólar, matéria permanente do semanário inglês, forçou o Grêmio a um recuo em sua política de investimento em jogadores argentinos e uruguaios. A direção não descarta uma investida, mas admite dificuldades pelos valores cobrados.
Por enquanto, o sotaque espanhol só é representado no CT Luiz carvalho por Braian Rodríguez, que aguarda oferta para deixar o clube. Quando 2015 se iniciou, havia Matías Rodríguez, Barcos, Marcelo Moreno, Braian e Riveros. Maxi voltou do Chile e ainda chegaria Cristian "Cebolla" Rodríguez, de curta passagem.
A partir de 2013, quando o atual presidente Romildo Bolzan Júnior ainda era um dos vices de Fábio Koff, vasculhar os mercados do Prata era prática normal no Grêmio. O objetivo era descobrir promessas. Eram tempos de dólar menos caro, que permitiam contratar jogadores por preço e salário acessíveis. O uruguaio Maxi Rodriguez e o argentino Alán Ruiz são ilustres exemplos desse período.
— Com a mudança radical da moeda, esta relação ficou desequilibrada economicamente — observa o executivo de futebol Rui Costa, na função desde aquele momento.
Também passou a vigorar a lei da oferta e da procura. Com seus jogadores na mira de clubes brasileiros, Argentina e Uruguai passaram a cobrar mais caro por eles. Rui Costa lembra que, junto com o Vitória-BA, o Grêmio desempenhou papel decisivo na mudança da legislação, que elevou de três para cinco o limite de inscrições de estrangeiros em competições nacionais.
— Tecnicamente, continua sendo vantajoso trazer jogador de lá. Financeiramente, não — acrescenta Rui.
A alteração na lei afastou os investidores, outra tábua de salvação para o Grêmio e demais clubes brasileiros. Sem a possibilidade de participar dos direitos econômicos dos jogadores, como determina a Fifa desde o ano passado, grandes empresários desinteressaram-se por aportar recursos.
Um exemplo é Celso Rigo, que bancou a vinda de Giuliano em 2014 e que, procurado nesse ano pelo Grêmio para auxiliar na contratação de reforços, desculpou-se e disse não. A única brecha da lei é o investidor emprestar o dinheiro aos clubes, sem possibilidade de ficar com percentual sobre os direitos econômicos.
— Eu não consigo ver o mercado sul-americano sem dinheiro de investidor — preocupa-se Rui Costa.
As opções continuam sendo oferecidas pelos empresários. Mas estão fora do alcance do Grêmio, que flertou por um ano com o argentino Lucas Zelarayán, 23 anos, meia do Belgrano, de Córdoba, mas foi vencido na disputa pelo Tigres, do México. Até o Sport buscou o atacante colombiano Reinaldo Lenis, 23 anos, do argentinos Juniors, definido como a maior contratação da história do futebol pernambucano.
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A partir de 2013, quando o atual presidente Romildo Bolzan Júnior ainda era um dos vices de Fábio Koff, vasculhar os mercados do Prata era prática normal no Grêmio. O objetivo era descobrir promessas. Eram tempos de dólar menos caro, que permitiam contratar jogadores por preço e salário acessíveis. O uruguaio Maxi Rodriguez e o argentino Alán Ruiz são ilustres exemplos desse período.
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Também passou a vigorar a lei da oferta e da procura. Com seus jogadores na mira de clubes brasileiros, Argentina e Uruguai passaram a cobrar mais caro por eles. Rui Costa lembra que, junto com o Vitória-BA, o Grêmio desempenhou papel decisivo na mudança da legislação, que elevou de três para cinco o limite de inscrições de estrangeiros em competições nacionais.
— Tecnicamente, continua sendo vantajoso trazer jogador de lá. Financeiramente, não — acrescenta Rui.
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