Roger Machado ao lado do jornalista Léo Gerchmann (Foto: Eduardo Deconto / GloboEsporte.com)
Roger Machado dá cada vez mais mostras de que sua relação com o Grêmio vai além do comando da equipe à beira do campo. Ídolo multicampeão como jogador nos anos 90, o treinador compareceu ao evento de lançamento do livro “Somos todos azuis, pretos e brancos” (Editora Libretos, 147 páginas, R$ 29,90) no final da tarde desta quinta-feira, na loja GrêmioMania Mega Store da Arena.
A obra, de autoria do jornalista Léo Gerchmann, se propõe a findar o “mito da segregação racial” no Tricolor, além de esclarecer que a ausência de negros em times de futebol, no início do século passado, era uma questão “socioeconômica” da sociedade “hierárquica e preconceituosa” da época.
Solícito, o treinador atendeu a pedidos de selfies, além de conceder autógrafos ao lado do autor. Também brincou com os torcedores e comentou o desempenho do time. Presente no evento, o presidente Romildo Bolzan Jr lembra ainda que o Tricolor é um dos únicos clubes do país que vê um técnico negro comandar a equipe.
– O Grêmio talvez tenha sido o clube mais penalizado, ainda mais após o "caso Aranha". (O rótulo de clube racista) É uma injustiça. O Grêmio talvez seja hoje o único clube com um negro na direção do time. O livro desmistifica um conceito comum de que o Grêmio não tem negros no plantel. Mostra em imagens da época a inclusão no Grêmio, que sempre foi uma marca do clube – afirmou Romildo em contato com a imprensa.
O trabalho de Gerchmann prescindiu de pesquisa histórica em documentos oficiais do clube e depoimentos. Além de confrontar a suposta discriminação racial no clube, o projeto mostra-se como um “manifesto a favor da tolerância e do respeito às diferenças”.
Evento contou com sessão de autógrafos na Arena (Foto: Eduardo Deconto / GloboEsporte.com)
A questão racial no Grêmio aflorou em agosto de 2014, quando a torcedora Patrícia Moreira foi flagrada chamando o goleiro Aranha de "macaco" nas arquibancadas da Arena durante a derrota para o Santos por 2 a 0, pelas oitavas de final da Copa do Brasil. Na ocasião, o jogador reclamou com o árbitro Wilton Pereira Sampaio, alegando ter sido vítima de xingamentos por parte da torcida.
Além de Patrícia, foram acusados os torcedores Eder Braga, Fernando Ascal e Rodrigo Rychter pelo caso no estádio gremista. No total, sete pessoas foram identificadas cometendo supostas injúrias contra o goleiro do Santos. Os quatro aceitaram, em novembro passado, a proposta de suspensão condicional do processo.
Na esfera esportiva, o Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) eliminou o clube da competição por conta do ato de torcedores. Os auditores votaram contra a exclusão e decidiram punir os gaúchos com a perda de pontos, o que acarretou na eliminação da equipe da Copa do Brasil.
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Roger Machado dá cada vez mais mostras de que sua relação com o Grêmio vai além do comando da equipe à beira do campo. Ídolo multicampeão como jogador nos anos 90, o treinador compareceu ao evento de lançamento do livro “Somos todos azuis, pretos e brancos” (Editora Libretos, 147 páginas, R$ 29,90) no final da tarde desta quinta-feira, na loja GrêmioMania Mega Store da Arena.
A obra, de autoria do jornalista Léo Gerchmann, se propõe a findar o “mito da segregação racial” no Tricolor, além de esclarecer que a ausência de negros em times de futebol, no início do século passado, era uma questão “socioeconômica” da sociedade “hierárquica e preconceituosa” da época.
Solícito, o treinador atendeu a pedidos de selfies, além de conceder autógrafos ao lado do autor. Também brincou com os torcedores e comentou o desempenho do time. Presente no evento, o presidente Romildo Bolzan Jr lembra ainda que o Tricolor é um dos únicos clubes do país que vê um técnico negro comandar a equipe.
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O trabalho de Gerchmann prescindiu de pesquisa histórica em documentos oficiais do clube e depoimentos. Além de confrontar a suposta discriminação racial no clube, o projeto mostra-se como um “manifesto a favor da tolerância e do respeito às diferenças”.
Evento contou com sessão de autógrafos na Arena (Foto: Eduardo Deconto / GloboEsporte.com)A questão racial no Grêmio aflorou em agosto de 2014, quando a torcedora Patrícia Moreira foi flagrada chamando o goleiro Aranha de "macaco" nas arquibancadas da Arena durante a derrota para o Santos por 2 a 0, pelas oitavas de final da Copa do Brasil. Na ocasião, o jogador reclamou com o árbitro Wilton Pereira Sampaio, alegando ter sido vítima de xingamentos por parte da torcida.
Além de Patrícia, foram acusados os torcedores Eder Braga, Fernando Ascal e Rodrigo Rychter pelo caso no estádio gremista. No total, sete pessoas foram identificadas cometendo supostas injúrias contra o goleiro do Santos. Os quatro aceitaram, em novembro passado, a proposta de suspensão condicional do processo.
Na esfera esportiva, o Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) eliminou o clube da competição por conta do ato de torcedores. Os auditores votaram contra a exclusão e decidiram punir os gaúchos com a perda de pontos, o que acarretou na eliminação da equipe da Copa do Brasil.
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