Foto: Diego Vara / Agencia RBS
O Grêmio rasgou em prestações suas chances de título brasileiro e faz o mesmo com a vaga direta na Libertadores. Culpa das pílulas de conformismo que consome e da total falta de poder de decisão.
O Grêmio se transformou há anos em um time conformado. Inicia o Brasileiro desacreditado, arranca no meio da competição e, na hora derradeira, afina — escoltado pelo discurso de que “com esse time foi longe demais”.
Foi assim ao perder o título em 2008, quando patinou no final contra times pequenos (empatou em casa com Figueira e foi goleado pelo Vitória) e viu o São Paulo ser embalado pelo assopro do apito amigo. O calendário bateu em outubro e novembro, meses que definem o campeonato, e a perna treme.
Em 2014, o Grêmio goleou num Gre-Nal, entrou no G-4 e pipocou nas rodadas finais. Viu o rival enfileirar vitórias, enquanto colecionou tropeços. Muita gente aplaudiu a entregada, pois Felipão teria feito demais com aquele elenco. O Grêmio comemorou empate com o Goiás, postura que mostra total falta de ambição.
Pois o conformismo se reapresenta em um 2015 de finanças apertadas. O returno é irregular, as atuações de gala ficaram em agosto, o time não busca o gol e as desculpas chegam sem parar. O Grêmio que surrou o Inter e bateu o Atlético-MG ficou no passado, basta analisar o desempenho recente. O elenco foi além das expectativas e do investimento, mas parece estar conformado. Vai entregar depois de empilhar vitórias?
Estilo de jogo do Grêmio ganha elogios no Corinthians
O Imortal visitou a Ponte Preta na retranca, foi finalizar nos acréscimos, empatou e bateu palmas como se o rival fosse um Barcelona. Empatou em casa com o Coritiba, que vai parir uma bigorna para não cair, e colocou na conta do calor e da maratona de jogos, itens que assolaram os 20 times do Brasileirão.
O Imortal perdeu em casa para o São Paulo, resultado considerado “normal” em um clássico nacional. Jogou mais do que o Fluminense no Rio pela Copa do Brasil, não chutou e não apertou para ganhar, se contentou com empate sem gols e foi eliminado em casa no saldo qualificado.
O mesmo Grêmio visitou o Cruzeiro e ficou na retranca, concluiu duas vezes contra um time que fugiu o campeonato inteiro da queda, e achou bonito. Esse time perdeu em casa para Chapecoense por ter “relaxado”. Ninguém é pago no Grêmio para relaxar ou se desconcentrar em campo. Dizem que ficou a lição, enquanto o sentimento real seria de indignação.
Alguns dizem que o domingo foi um vacilo, uma derrapada. Não. Foi mais uma pílula de conformismo. Foi um fiasco! A derrota para Chape colocou em risco a vaga na Libertadores, analisando a tabela (a mais complicada dos oito primeiros) e a performance recente de uma equipe que se especializou em toques curtos e de lado, sem ambição ofensiva. O Corinthians de Tite, com fama de retranqueiro, busca o gol o tempo todo, conclui, cruza na área, pressiona. O Grêmio só gira. Com esse futebol vai computar oito pontos em 21 e perderá a vaga.
Todo esse conformismo também passa pela falta de poder de decisão da equipe. Em 2014, Barcos empilhou gols, mas perdeu os decisivos. No Gauchão, o time se recuperou, chegou nas finais, entregou um gol, descontou e teve um segundo tempo todo para empatar. Não chutou, não cruzou, não amassou. Ninguém chamou a responsabilidade.
Luan, que Roger posiciona mal para escalar Bobô, não decide. O melhor jogador da temporada não pega a bola para ganhar o jogo. Tem oito gols no Brasileiro, escore mediano. Giuliano e Douglas idem. Só passes curtos e nada de jogadas agudas. Na hora H, os três que deveriam decidir preferem tocar de lado.
O Flu que eliminou o Grêmio tem dois negos veios. Cavalieri segurou lá atrás e Fred matou na frente. Ninguém no Grêmio chama a responsa como Fred, todos optam pelo toque de lado.
Vejam o Santos, um elenco recheado de guris, com um goleiro mediano, um verdadeiro projeto de craque e um nego veio na frente. Lucas Lima e Ricardo Oliveira bancam o jogo, por isso o Santos arrancou no Brasileirão.
O elenco do Santos é similar ao do Grêmio, quem sabe inferior. Só que seu centroavante, que era considerado aposentado, conclui sem medo de errar, é ambicioso. Lucas Lima domina a bola, dribla para frente, dá passes longos, entra na área para concluir. O jovem santista faz o que Luan deveria fazer, mas o nosso prodígio prefere girar em torno do rabo e passar a bola para trás. Com a qualidade que dispõe, Luan tem o dever de puxar os lances de gol, como fazia no primeiro turno.
Conformista e afinando na hora de decidir, o Grêmio caminha para o fiasco de deixar a vaga na Libertadores escapar. Não se trata de amargura ou secação. É um apelo de um torcedor que observa a vaca caminhar em direção ao brejo devagar. É um apelo para o time acorde, busque o gol, para que os principais jogadores chamem a responsabilidade. É um apelo para que isolem o conformismo, cerrem os dentes e evitem um novo desgosto para o torcedor. Futebol o Grêmio tem, está lhe faltando no returno postura de vencedor.
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O Grêmio rasgou em prestações suas chances de título brasileiro e faz o mesmo com a vaga direta na Libertadores. Culpa das pílulas de conformismo que consome e da total falta de poder de decisão.
O Grêmio se transformou há anos em um time conformado. Inicia o Brasileiro desacreditado, arranca no meio da competição e, na hora derradeira, afina — escoltado pelo discurso de que “com esse time foi longe demais”.
Foi assim ao perder o título em 2008, quando patinou no final contra times pequenos (empatou em casa com Figueira e foi goleado pelo Vitória) e viu o São Paulo ser embalado pelo assopro do apito amigo. O calendário bateu em outubro e novembro, meses que definem o campeonato, e a perna treme.
Em 2014, o Grêmio goleou num Gre-Nal, entrou no G-4 e pipocou nas rodadas finais. Viu o rival enfileirar vitórias, enquanto colecionou tropeços. Muita gente aplaudiu a entregada, pois Felipão teria feito demais com aquele elenco. O Grêmio comemorou empate com o Goiás, postura que mostra total falta de ambição.
Pois o conformismo se reapresenta em um 2015 de finanças apertadas. O returno é irregular, as atuações de gala ficaram em agosto, o time não busca o gol e as desculpas chegam sem parar. O Grêmio que surrou o Inter e bateu o Atlético-MG ficou no passado, basta analisar o desempenho recente. O elenco foi além das expectativas e do investimento, mas parece estar conformado. Vai entregar depois de empilhar vitórias?
Estilo de jogo do Grêmio ganha elogios no Corinthians
O Imortal visitou a Ponte Preta na retranca, foi finalizar nos acréscimos, empatou e bateu palmas como se o rival fosse um Barcelona. Empatou em casa com o Coritiba, que vai parir uma bigorna para não cair, e colocou na conta do calor e da maratona de jogos, itens que assolaram os 20 times do Brasileirão.
O Imortal perdeu em casa para o São Paulo, resultado considerado “normal” em um clássico nacional. Jogou mais do que o Fluminense no Rio pela Copa do Brasil, não chutou e não apertou para ganhar, se contentou com empate sem gols e foi eliminado em casa no saldo qualificado.
O mesmo Grêmio visitou o Cruzeiro e ficou na retranca, concluiu duas vezes contra um time que fugiu o campeonato inteiro da queda, e achou bonito. Esse time perdeu em casa para Chapecoense por ter “relaxado”. Ninguém é pago no Grêmio para relaxar ou se desconcentrar em campo. Dizem que ficou a lição, enquanto o sentimento real seria de indignação.
Alguns dizem que o domingo foi um vacilo, uma derrapada. Não. Foi mais uma pílula de conformismo. Foi um fiasco! A derrota para Chape colocou em risco a vaga na Libertadores, analisando a tabela (a mais complicada dos oito primeiros) e a performance recente de uma equipe que se especializou em toques curtos e de lado, sem ambição ofensiva. O Corinthians de Tite, com fama de retranqueiro, busca o gol o tempo todo, conclui, cruza na área, pressiona. O Grêmio só gira. Com esse futebol vai computar oito pontos em 21 e perderá a vaga.
Todo esse conformismo também passa pela falta de poder de decisão da equipe. Em 2014, Barcos empilhou gols, mas perdeu os decisivos. No Gauchão, o time se recuperou, chegou nas finais, entregou um gol, descontou e teve um segundo tempo todo para empatar. Não chutou, não cruzou, não amassou. Ninguém chamou a responsabilidade.
Luan, que Roger posiciona mal para escalar Bobô, não decide. O melhor jogador da temporada não pega a bola para ganhar o jogo. Tem oito gols no Brasileiro, escore mediano. Giuliano e Douglas idem. Só passes curtos e nada de jogadas agudas. Na hora H, os três que deveriam decidir preferem tocar de lado.
O Flu que eliminou o Grêmio tem dois negos veios. Cavalieri segurou lá atrás e Fred matou na frente. Ninguém no Grêmio chama a responsa como Fred, todos optam pelo toque de lado.
Vejam o Santos, um elenco recheado de guris, com um goleiro mediano, um verdadeiro projeto de craque e um nego veio na frente. Lucas Lima e Ricardo Oliveira bancam o jogo, por isso o Santos arrancou no Brasileirão.
O elenco do Santos é similar ao do Grêmio, quem sabe inferior. Só que seu centroavante, que era considerado aposentado, conclui sem medo de errar, é ambicioso. Lucas Lima domina a bola, dribla para frente, dá passes longos, entra na área para concluir. O jovem santista faz o que Luan deveria fazer, mas o nosso prodígio prefere girar em torno do rabo e passar a bola para trás. Com a qualidade que dispõe, Luan tem o dever de puxar os lances de gol, como fazia no primeiro turno.
Conformista e afinando na hora de decidir, o Grêmio caminha para o fiasco de deixar a vaga na Libertadores escapar. Não se trata de amargura ou secação. É um apelo de um torcedor que observa a vaca caminhar em direção ao brejo devagar. É um apelo para o time acorde, busque o gol, para que os principais jogadores chamem a responsabilidade. É um apelo para que isolem o conformismo, cerrem os dentes e evitem um novo desgosto para o torcedor. Futebol o Grêmio tem, está lhe faltando no returno postura de vencedor.
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