De acordo com a OAS, a construtora tem a intenção de quitar os débitos referentes às obras do entorno da Arena do Grêmio. A sinalização foi feita durante uma reunião que contou com representantes da prefeitura de Porto Alegre, do Ministério Público, do Grêmio e de outras empresas envolvidas no projeto. O valor atualizado da dívida ainda não foi divulgado, mas anteriormente a Justiça havia estipulado em R$ 44 milhões.
Segundo informações do jornalista Jocimar Farina, do portal GZH, a prefeitura apresentou outra pendência financeira da construtora, no valor de R$ 33,6 milhões. Deste montante, R$ 25 milhões correspondem ao ITBI (Imposto sobre Transmissão de Bens Imóveis) e outros R$ 8 milhões ao IPTU (Imposto sobre a Propriedade Predial e Territorial Urbana).
A proposta prevê que a quitação venha a partir da cessão de um terreno da OAS 26, braço imobiliário do grupo Coesa, localizado na área do antigo Estádio Olímpico. Em troca, a prefeitura precisaria liberar o Habite-se das torres já construídas do condomínio Liberdade e autorizar a construção de outras 11 torres no local.
O Grêmio acompanha de perto as tratativas e só deve concordar com a operação se a OAS quitar a dívida referente à construção da Arena. Conforme revelou Jocimar Farina, do GZH, a construtora – ou as empresas que herdaram seus compromissos – deve um total de R$ 226,39 milhões, sendo cerca de R$ 75 milhões ao Tricolor. Os R$ 151 milhões restantes são devidos à empresa Reag, responsável pelo fundo que financiou parte do empreendimento.
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