Foto: Félix Zucco / Agencia RBS
Se não foi a melhor partida do São Paulo, sob a liderança de um Alexandre Pato perto da perfeição, passou perto. O Grêmio não conseguiu se impor, embora seja injusto dizer que jogou mal. O time de Roger Machado manteve o seu padrão e até poderia ter empatado ou vencido, pois criou oportunidades. Mas esteve um nível abaixo do seu normal. As chances mais claras ficaram do lado paulista. A vitória do São Paulo por 2 a 1 na Arena, a primeira derrota do Grêmio em casa após 10 jogos de invencibilidade, foi merecida pelo que se viu no campo.
O grande trunfo do São Paulo foi ter escapado da marcação alta do Grêmio com lucidez. Douglas, Luan e Giuliano pressionavam, mas o goleiro Renan Ribeiro e os zagueiros conseguiram evitar a ligação direta. Os volantes gremistas não acompanharam a pressão. Nesse espaço um jogador do São Paulo, algumas vezes Thiago Mendes, noutras o próprio Ganso, recuava e coordenava a troca de passes defensiva, que depois evoluía para o ataque.
Walace, irritado ao chegar atrasado numa dessas trocas, cometeu falta em Rodrigo Caio, levando cartão amarelo. Do ponto de vista tático, foi aí que o São Paulo amarrou o Grêmio.
Alguns jogadores, talvez pelo desgaste do empate com o Corinthians no meio da semana, produziram menos do que o habitual, casos de Giuliano, Luan e, especialmente, Erazo. A ausência de Geromel pesou muito. Rafael Thyere não foi mal. A derrota não passou por ele, mas é claro que a ótima fase técnica do titular fez muita falta.
Pelo lado do São Paulo, Pato foi o grande nome. Refinamento técnico, tranquilidade na hora de fazer o primeiro gol, inteligência no momento de puxar o contra-ataque e, para fechar a ótima atuação, disciplina defensiva ao fechar o seu corredor esquerdo. Rodrigo Caio também se destacou, assim como o goleiro Renan Ribeiro, que foi zagueiro com a posse da bola, ajudando a enervar o Grêmio. Roger tentou mudar o predomínio paulista tirando Fernandinho e colocando Bobô, mas o deslocamento de Luan para o lado o tirou da área, o que atrapalhou a ação ofensiva. Everton entrou bem pela segunda vez, novamente fazendo gol. É boa notícia, como opção de banco.
O Grêmio não ia ganhar todas na Arena, obviamente. Foi ruim ter sido contra um adversário direto no G-4, ainda mais com Atlético-PR e Palmeiras como adversários fora de casa na sequência, mas não há motivo algum para desespero ou desesperança. O Grêmio segue firme na luta por G-4, ainda que São Paulo e Flamengo tenham se aproximado na rodada.
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Se não foi a melhor partida do São Paulo, sob a liderança de um Alexandre Pato perto da perfeição, passou perto. O Grêmio não conseguiu se impor, embora seja injusto dizer que jogou mal. O time de Roger Machado manteve o seu padrão e até poderia ter empatado ou vencido, pois criou oportunidades. Mas esteve um nível abaixo do seu normal. As chances mais claras ficaram do lado paulista. A vitória do São Paulo por 2 a 1 na Arena, a primeira derrota do Grêmio em casa após 10 jogos de invencibilidade, foi merecida pelo que se viu no campo.
O grande trunfo do São Paulo foi ter escapado da marcação alta do Grêmio com lucidez. Douglas, Luan e Giuliano pressionavam, mas o goleiro Renan Ribeiro e os zagueiros conseguiram evitar a ligação direta. Os volantes gremistas não acompanharam a pressão. Nesse espaço um jogador do São Paulo, algumas vezes Thiago Mendes, noutras o próprio Ganso, recuava e coordenava a troca de passes defensiva, que depois evoluía para o ataque.
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