O Grêmio sofreu no Beira-Rio, mas quando achou que voltaria para casa ileso, levou o nocaute. A derrota por 1 a 0 no Gre-Nal 443, no Beira-Rio, é mais um check na lista de decepções em 2024. Renato repete as explicações e parece se contentar com a temporada da equipe. O título do Campeonato Gaúcho é o único suspiro de felicidade do Tricolor neste ano. De resto, acumula desilusões. Dos três clássicos em 2024, o Grêmio perdeu todos, uma marca negativa que não acontecia desde 1974, e que se soma às quedas nas oitavas de finais das copas e a campanha medíocre no Brasileirão. Esse ano do Grêmio vem sendo atípico, mas eu digo que o Grêmio está muito bem colocado por tudo. — Renato Portaluppi, técnico do Grêmio
Com a bola rolando, o placar equilibrado teve o Inter com a posse de bola durante boa parte do jogo. No primeiro tempo, a equipe de Renato pressionou apenas durante os primeiros 10 minutos, tanto que teve a primeira finalização a gol da partida, de Aravena para defesa de Rochet. Dali em diante, porém, o Grêmio assistiu ao Inter jogar e, se não fosse Marchesín, poderia ter ido ao intervalo perdendo. Na volta do segundo tempo, o rival seguiu melhor, comandando as ações do jogo, enquanto o Tricolor apostava no contra-ataque, com escapes pelas extremas. Um minuto antes de sofrer o gol, quase deu certo. Soteldo achou Aravena no outro lado do campo. O chileno fez tudo certo, deixou dois para trás, mas na hora da finalização bateu fraco e facilitou a vida de Rochet. No lance seguinte, o rival não perdoou e matou o jogo em gol de Borré. Coube ao Grêmio se jogar para frente em uma espécie de 4-2-4 que, na verdade, era mais um modo abafa, tudo ou nada, e tinha pouca organização tática. Mas o goleiro do Inter teve competência para segurar o placar, principalmente no chute de Braithwaite, quase à queima-roupa.
Mais um clássico em que o desempenho do Tricolor é inferior ao do rival. Nos três Gre-Nais de 2024, o Colorado mereceu vencer. E as explicações do comandante gremista não dão sinal de luz no fim do túnel. Renato voltou a justificar o desempenho do time nos danos da enchente. Claro que foi um episódio prejudicial para o Grêmio, mas usar isso como bengala já se tornou desgastante. Foi uma das justificativas de Renato e o presidente Alberto Guerra depois da partida. – Vocês (jornalistas) gostam de falar que o Grêmio não esteve bem esse ano, mas vocês têm que sempre lembrar o que o Grêmio passou esse ano. Isso você não gosta de lembrar, vocês gostam de ficar cutucando o tempo todo – disparou Renato. – Se tu (repórter) não consegue acreditar que todas essas viagens e desgastes não vão acumulando durante o ano e não causam lesões e partidas que não conseguimos somar pontos e por isso chega nessa situação. Se chegássemos em outra situação hoje, com confiança maior, poderia ter outro desempenho – disse o presidente do Grêmio.
Restam ao Grêmio oito jogos para o fim da temporada, ainda sem garantia matemática na primeira divisão do Brasileiro. Se a confiança na permanência segue intacta por parte do comandante, é preciso brigar por vaga na Sul-Americana de 2025. Mas, convenhamos, um fim melancólico para um time liderado pelo maior ídolo do clube.
VEJA TAMBÉM
- Grêmio colocou 4 jogadores na mesa por Paulo Henrique do Vasco
- Sinal de alerta no Grêmio: Willian sente dores, sai no intervalo e vira dúvida para decisão
- Fim de linha no Grêmio: Edenílson rescinde, abre o jogo em reunião privada e destino surpreende

Comentários
Enviar Comentário
Aplicativo Gremio Avalanche
Leia também
Grêmio colocou 4 jogadores na mesa por Paulo Henrique do Vasco
Sinal de alerta no Grêmio: Willian sente dores, sai no intervalo e vira dúvida para decisão
Fim de linha no Grêmio: Edenílson rescinde, abre o jogo em reunião privada e destino surpreende
Um a mais e mesmo assim…”: Grêmio empata, perde a chance de vantagem e torcida manda recado direto a Luís Castro
Grêmio: falta quase tudo mas ainda dá