Foto: Adriano de Carvalho / Adriano de carvalho
Apontado como um jogo-chave na luta pelo título do Brasileirão, Corinthians e Grêmio coloca frente a frente, nesta quarta-feira, às 22h, na Arena Itaquera, dois treinadores que são imagem e semelhança.
Roger Machado é cria de Tite, a quem chama de maestro. Foi do atual comandante corintiano que recebeu o primeiro incentivo para virar treinador quando decidisse aposentar as chuteiras. Durante a campanha do tetracampeonato da Copa do Brasil, em 2001, os dois aproveitavam as horas vagas nas concentrações para debater estratégias de jogo. Pouco antes da partida decisiva contra o Corinthians, Tite presenteou o jogador com um disquete sobre análise tática.
Roger ainda levaria mais de uma década para virar treinador, mas jamais esqueceu do gesto, que considera decisivo em sua formação.
A idade é outro ponto de semelhança entre os dois. Tite foi contratado pelo Grêmio meses antes de completar 40 anos, a idade atual de Roger. É pouco provável, contudo, que o atual técnico gremista conquiste títulos com a mesma rapidez. Em seis meses, Tite já havia sido campeão gaúcho e da Copa do Brasil, feitos que impulsionaram sua carreira.
Há quem enxergue semelhança até nas entrevistas. Como Tite, Roger esculpe as palavras, é preciso nas descrições, não se incomoda em explicar minúcias táticas. Nenhum dos dois fica incomodado com quem defina como pedante seu modo de falar.
— Roger teve uma formação muito acadêmica, que Tite talvez não tenha tido. Sempre preocupou-se em fazer cursos. Tite observa um garoto e já vê lá na frente o que ele poderá dar, o que é fundamental em um treinador — observa o preparador físico Paulo Paixão.
Sem clube desde a saída do Vasco, Paixão conhece muito bem os dois. Foi preparador físico de Tite entre 2001 e 2002, período em que Roger ainda atuava como zagueiro e lateral esquerdo. Em 2010, quando assumiu a coordenação da preparação física do Grêmio, viu Roger dar os primeiros passos como auxiliar técnico de Renato Portaluppi.
— Ele queria saber tudo, mostrava vídeos, perguntava sobre tempo de recuperação dos jogadores. Não tem volta, já deu certo com treinador — sorri Paixão.
Para o ex-lateral direito Anderson Lima, Roger Machado faz hoje o que já fazia em sua época de jogador. É centrado, tranquilo e atreve-se a falar de outros assuntos além do futebol. Atitude que dão razão àqueles que o consideram semelhante a Tite.
— Os dois são bem parecidos. Duas pessoas maravilhosas com quem tive o prazer de trabalhar. E que merecem todo o sucesso — afirma.
Hoje deputado federal, Danrlei também conviveu com os dois dentro do vestiário. O ponto em comum entre ambos, em sua observação, é a forma de comando. Sabem ouvir e repreender e possuem uma liderança natural.
— Com eles, não tem aquela coisa antiga do eu mando e vocês obedecem — diz Danrlei.
Embora respeite a força do Corinthians em Itaquera e a capacidade de Tite, o ex-goleiro vê chances de vitória. Para ele, o Grêmio irá atuar hoje da forma que mais gosta, esperando o adversário para partir em contragolpes. Sairá na hora certa, enquanto o adversário começará obrigado a tentar o gol.
— A pressão estará toda do lado deles. É o tipo de jogo que nos serve — avalia.
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Apontado como um jogo-chave na luta pelo título do Brasileirão, Corinthians e Grêmio coloca frente a frente, nesta quarta-feira, às 22h, na Arena Itaquera, dois treinadores que são imagem e semelhança.
Roger Machado é cria de Tite, a quem chama de maestro. Foi do atual comandante corintiano que recebeu o primeiro incentivo para virar treinador quando decidisse aposentar as chuteiras. Durante a campanha do tetracampeonato da Copa do Brasil, em 2001, os dois aproveitavam as horas vagas nas concentrações para debater estratégias de jogo. Pouco antes da partida decisiva contra o Corinthians, Tite presenteou o jogador com um disquete sobre análise tática.
Roger ainda levaria mais de uma década para virar treinador, mas jamais esqueceu do gesto, que considera decisivo em sua formação.
A idade é outro ponto de semelhança entre os dois. Tite foi contratado pelo Grêmio meses antes de completar 40 anos, a idade atual de Roger. É pouco provável, contudo, que o atual técnico gremista conquiste títulos com a mesma rapidez. Em seis meses, Tite já havia sido campeão gaúcho e da Copa do Brasil, feitos que impulsionaram sua carreira.
Há quem enxergue semelhança até nas entrevistas. Como Tite, Roger esculpe as palavras, é preciso nas descrições, não se incomoda em explicar minúcias táticas. Nenhum dos dois fica incomodado com quem defina como pedante seu modo de falar.
— Roger teve uma formação muito acadêmica, que Tite talvez não tenha tido. Sempre preocupou-se em fazer cursos. Tite observa um garoto e já vê lá na frente o que ele poderá dar, o que é fundamental em um treinador — observa o preparador físico Paulo Paixão.
Sem clube desde a saída do Vasco, Paixão conhece muito bem os dois. Foi preparador físico de Tite entre 2001 e 2002, período em que Roger ainda atuava como zagueiro e lateral esquerdo. Em 2010, quando assumiu a coordenação da preparação física do Grêmio, viu Roger dar os primeiros passos como auxiliar técnico de Renato Portaluppi.
— Ele queria saber tudo, mostrava vídeos, perguntava sobre tempo de recuperação dos jogadores. Não tem volta, já deu certo com treinador — sorri Paixão.
Para o ex-lateral direito Anderson Lima, Roger Machado faz hoje o que já fazia em sua época de jogador. É centrado, tranquilo e atreve-se a falar de outros assuntos além do futebol. Atitude que dão razão àqueles que o consideram semelhante a Tite.
— Os dois são bem parecidos. Duas pessoas maravilhosas com quem tive o prazer de trabalhar. E que merecem todo o sucesso — afirma.
Hoje deputado federal, Danrlei também conviveu com os dois dentro do vestiário. O ponto em comum entre ambos, em sua observação, é a forma de comando. Sabem ouvir e repreender e possuem uma liderança natural.
— Com eles, não tem aquela coisa antiga do eu mando e vocês obedecem — diz Danrlei.
Embora respeite a força do Corinthians em Itaquera e a capacidade de Tite, o ex-goleiro vê chances de vitória. Para ele, o Grêmio irá atuar hoje da forma que mais gosta, esperando o adversário para partir em contragolpes. Sairá na hora certa, enquanto o adversário começará obrigado a tentar o gol.
— A pressão estará toda do lado deles. É o tipo de jogo que nos serve — avalia.
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