É impressionante como o Grêmio sabe crescer em Libertadores. Depois daquelas rodadas iniciais, a classificação, com uma rodada de antecedência, é um fato marcante na vida gremista. O Grêmio está nas oitavas. E passa com méritos de vitórias fora de casa, contra Estudiantes e Huachipato, nas condições que foi o segundo tempo desse jogo. A vitória dá ao Grêmio a chance de jogar contra o Estudiantes apenas para saber se vai ser primeiro ou segundo colocado no grupo. Se for primeiro, pega o Peñarol nas oitavas e depois (possivelmente) o Flamengo, nas quartas. Se for segundo, pega Fluminense e depois o Galo (provavelmente) nas quartas. Bom, falando do jogo, é óbvio que seria com drama, com emoção. Renato coloca o mesmo time que tinha batido o The Strongest, com Dodi de primeiro volante, Galdino na direita, Cristaldo centralizado, Soteldo aberto na esquerda e Diego Costa sendo protagonista no ataque.
Quem viu o primeiro tempo, achou que seria um passeio. O Grêmio faz 1 x 0, em escanteio, que o Diego Costa antecipa o zagueiro e mete para rede. Com ele, não tem conversa, o cara sabe fazer isso. Que jogadoraço. Confesso pra vocês que sinto que todos nós valorizamos pouco ele porque ainda estamos com o Suárez no pensamento, mas a temporada do Diego é absurda. Não somente por gols, mas pelo futebol na totalidade. Por tudo que está entregando dentro de campo. Seja de orientar os companheiros, meter medo no adversário e até fazer as jogadas andarem.
O primeiro tempo teve outras três chances claras de gol. Todas elas pararam na trave esquerda do goleiro deles. Pepê, Soteldo e Galdino pararam lentamente na trave. O Grêmio poderia, facilmente, descer pro intervalo com 4 x 0 no placar. Não seria exagero. Como a vida do Grêmio parece que precisa ter sofrimento, o segundo tempo foi um caos. Renato tirou Galdino e meteu Nathan Fernandes. Na teoria, poderia melhorar, afinal, teria mais velocidade. Só que não tinha como ter velocidade. Caiu o mundo.
Na boa, com aquela chuva, fica difícil cobrar qualquer coisa de técnica e habilidade. O negócio era ser inteligente para jogar conforme o gramado embarrado pedia. Vamos combinar que, por sorte/competência, o Grêmio conseguiu seu gol antes. Se essa chuva caísse, com 0 x 0, seria terrível. Sofrimento maior ainda. E aquela velha máxima, um campo ruim, ajuda quem tem menos qualidade. Foi o que aconteceu. O Huachipato cresceu demais na partida. Não foi apenas por chuveirinho, eles também souberam jogar nas condições que estavam. Claramente, foram superiores. Marquesín foi o melhor em campo. A contratação dele se justificou nessa noite.
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