Árbitros protestaram antes da rodada do meio de semana no Campeonato Brasileiro
Se depender da vontade do autor da emenda na medida provisória que destinava 0,5% das cotas de televisão ao árbitros, o Campeonato Brasileiro não terá rodada neste final de semana. Ele é a favor da paralisação da categoria após o veto da presidente Dilma Roussef, que será alvo de protestos neste domingo, quando a maioria dos jogos acontece.
Segundo o ex-árbitro e deputado federal Evandro Rogério Roman (PSD-PR) acredita que o protesto realizado no início da 18ª rodada nos jogos foi muito ameno. Os quartetos de arbitragem se reuniram nos gramados e divulgaram a insatisfação com o veto.
Ele ainda criticou a forma como a CBF na gestão de Ricardo Teixeira tratava os árbitros e não abria diálogo.
Segue a entrevista feita por telefone nesta quinta-feira.
Como surgiu a ideia de fazer essa emenda no projeto de lei?
A ideia surgiu a partir do momento em que foi encaminhada a medida provisória na comissão mista do Senado e Câmara Federal e apresentamos o artigo 42 da Lei Pelé para que os árbitros tenham que receber o direito de arena, pelo uso da sua imagem nos programas de televisão. Não envolve dinheiro publico, é apenas um direito que temos e buscamos. Conseguimos aprovações em todas as instâncias e para a minha surpresa chegou o veto da presidente Dilma, demonstrando um desconhecimento muito grande por parte dela. Fomos muito prejudicados, nós queremos receber o 0,5% dos futuros contratos de direitos de televisão, não sairia nada dos atuais contratos ou do dinheiro público.
Por que vocês não tentaram chegar a um acordo pela CBF sem precisar passar pelo Congresso? Existe diálogo entre os árbitros e a CBF?
Depois da medida provisória e do veto nós mantivemos contato com Walter Feldman (secretário-geral da CBF) e o Marco Polo Del Nero (presidente da CBF) e fui muito bem recebido, inclusive os árbitros. O andamento eu não sei porque ficou numa ação do Marco Antônio Martins da Anaf (Associação Nacional dos Árbitros de Futebol). Eu me limitei ao campo político e tendo contato com eles e com a CBF. A administração do Ricardo Teixeira não dialogava com os árbitros, nunca participou de uma reunião sequer, agora o Marco Polo está nos recebendo e reconhecendo os árbitros como uma categoria.
O que o senhor pensa sobre as manifestações dos árbitros nesta rodada?
Houve uma manifestação pacífica deles na rodada, mas eu particularmente acredito que era preciso uma manifestação mais agressiva como uma greve de uma rodada no Campeonato Brasileiro. Paralisar tudo já na próxima rodada no final de semana e depois ter um entendimento entre as partes. Porém, a decisão da Anaf é soberana.
Quais serão os próximos passos?
A maioria dos deputados ficou indignada com esse veto, então vamos trabalhar para derrubá-lo e fazer um projeto de lei com os mesmos termos que fizemos anteriormente, só que ele também pode ser vetado. Não iremos desistir porque estamos lutando por um direito da categoria dos árbitros. Como o jogador tem direito, nós também temos.
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Se depender da vontade do autor da emenda na medida provisória que destinava 0,5% das cotas de televisão ao árbitros, o Campeonato Brasileiro não terá rodada neste final de semana. Ele é a favor da paralisação da categoria após o veto da presidente Dilma Roussef, que será alvo de protestos neste domingo, quando a maioria dos jogos acontece.
Segundo o ex-árbitro e deputado federal Evandro Rogério Roman (PSD-PR) acredita que o protesto realizado no início da 18ª rodada nos jogos foi muito ameno. Os quartetos de arbitragem se reuniram nos gramados e divulgaram a insatisfação com o veto.
Ele ainda criticou a forma como a CBF na gestão de Ricardo Teixeira tratava os árbitros e não abria diálogo.
Segue a entrevista feita por telefone nesta quinta-feira.
Como surgiu a ideia de fazer essa emenda no projeto de lei?
A ideia surgiu a partir do momento em que foi encaminhada a medida provisória na comissão mista do Senado e Câmara Federal e apresentamos o artigo 42 da Lei Pelé para que os árbitros tenham que receber o direito de arena, pelo uso da sua imagem nos programas de televisão. Não envolve dinheiro publico, é apenas um direito que temos e buscamos. Conseguimos aprovações em todas as instâncias e para a minha surpresa chegou o veto da presidente Dilma, demonstrando um desconhecimento muito grande por parte dela. Fomos muito prejudicados, nós queremos receber o 0,5% dos futuros contratos de direitos de televisão, não sairia nada dos atuais contratos ou do dinheiro público.
Por que vocês não tentaram chegar a um acordo pela CBF sem precisar passar pelo Congresso? Existe diálogo entre os árbitros e a CBF?
Depois da medida provisória e do veto nós mantivemos contato com Walter Feldman (secretário-geral da CBF) e o Marco Polo Del Nero (presidente da CBF) e fui muito bem recebido, inclusive os árbitros. O andamento eu não sei porque ficou numa ação do Marco Antônio Martins da Anaf (Associação Nacional dos Árbitros de Futebol). Eu me limitei ao campo político e tendo contato com eles e com a CBF. A administração do Ricardo Teixeira não dialogava com os árbitros, nunca participou de uma reunião sequer, agora o Marco Polo está nos recebendo e reconhecendo os árbitros como uma categoria.
O que o senhor pensa sobre as manifestações dos árbitros nesta rodada?
Houve uma manifestação pacífica deles na rodada, mas eu particularmente acredito que era preciso uma manifestação mais agressiva como uma greve de uma rodada no Campeonato Brasileiro. Paralisar tudo já na próxima rodada no final de semana e depois ter um entendimento entre as partes. Porém, a decisão da Anaf é soberana.
Quais serão os próximos passos?
A maioria dos deputados ficou indignada com esse veto, então vamos trabalhar para derrubá-lo e fazer um projeto de lei com os mesmos termos que fizemos anteriormente, só que ele também pode ser vetado. Não iremos desistir porque estamos lutando por um direito da categoria dos árbitros. Como o jogador tem direito, nós também temos.
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