Crédito: Divulgação/Arena Porto Alegrense
O Grêmio pode ter uma notícia nada agradável para lidar. Uma decisão judicial ordenou a penhora de sua Arena para pagar uma dívida milionária mantida pelos administradores destas com alguns bancos, aponta o GZH e o GE.
Três bancos que ajudaram no financiamento da construção do estádio gremista (Santander, Banrisul e Banco do Brasil) conseguiram com uma decisão da juíza Adriana Cardoso dos Reis na Justiça de São Paulo com que o estádio do Tricolor fosse penhorado para pagar um débito de cerca de R$ 226 milhões, sendo que três empresas são citadas como parte da ação movida para a quitação do débito,
São elas a Arena Porto Alegrense, a gestora do estádio, a OAS Empreendimentos e a Karagounis, uma empresa ligada a um fundo de investimentos em imóveis. Os bancos citam que ajudaram no financiamento da construção do campo com R$ 210 milhões, mas destes apenas R$ 66 milhões foram quitados pelas partes.
O valor pedido no processo não apenas cobre esta dívida, mas também o chamado "direito de superfície". O processo gira desde 2022 e todo o problema também coloca o Grêmio como envolvido, embora este não seja parte direta do processo movido pelos três bancos.
É que a chamada "troca de chaves" entre o clube e as empresas ainda não aconteceu, o que faz com que o Tricolor não seja o "dono efetivo" da área de seu estádio atual (tem contrato para o uso do estádio até 2032), ainda o sendo do Olímpico, seu antigo palco de jogos. Além disso, há diversos problemas com a prefeitura de Porto Alegre e o Ministério Público pelas obras que estavam previstas para serem construídas em ambos os estádios não as serem até o momento. Cabe recurso ainda sobre tal penhora, o que os administradores da Arena do Grêmio pretendem fazer em breve.
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Resposta da Arena
Em nota, a Arena Porto Alegrense afirmou que a decisão judicial da penhora do estádio se trata de "garantir a execução da dívida movida pelos credores" e que o processo "permitirá que as defesas apreciadas pelos credores sejam garantidas".
"Trata-se de um procedimento técnico inerente ao processo. Vale destacar que a Arena só pode responde por 8% da dívida, conforme estipulação contratual e que todos estes assuntos serão discutidos judicialmente. De qualquer modo, a decisão será questionada via recurso, em razão de possíveis nulidades", diz trecho da nota
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