Foto: Ricardo Duarte / Agencia RBS
Gostei muito da escolha do Grêmio ter recaído em Roger Machado. Ele é jovem (40 anos) e vem se preparando para ser treinador há, pelo menos, 15 anos. Talvez mais. Foi lá pelos 25 anos, ainda jogador, que ele começou a perceber que o convívio com grandes profissionais (ele só atuou em times de ponta), poderiam ser uma escola única.
Então Roger começou a estudar. Tite, por exemplo, quando percebeu o interesse de seu então lateral-esquerdo por questões táticas, passou a levar livros sobre o tema para ele ler na concentração. Roger é estudioso, dedicado, trabalhador e identificado com o Grêmio, obviamente. No ano passado, quando deixou o Juventude, passou um período na Europa, recolhendo subsídios e observando métodos de trabalho na Alemanha e na Espanha.
Conhece tudo da base do Grêmio não apenas por ser um fruto dela, mas pelo convívio durante o longo período em que foi auxiliar no clube, de Luxemburgo e de Renato Portaluppi. Quando Roger assumiu o Juventude, no ano passado, após pedir demissão do cargo de auxiliar técnico no Grêmio para trilhar carreira solo, o entrevistei para minha coluna de domingo em Zero Hora.
O título era “Um novo ciclo nas casamatas gaúchas”. Seleciono aqui um trecho, emblemático para o momento vivido pelo Grêmio pós-Felipão, a quem Roger reconhece como um incentivador. Repare: parece que ele falou já sabendo o que aconteceria um ano e dois meses depois. Tinha razão no seu diagnóstico, como se vê:
"Hoje, o profissional tem de trabalhar em equipe. Eu, por exemplo, nem busco o patamar de mandar em tudo e ser poderoso. Esta coisa do técnico com poderes até para definir salário de jogadores, que surgiu na Europa com o Alex Fergusson, perdeu espaço. Isso ajudou neste ciclo novo que se abre. Alguns supertécnicos, como tu dizes, inflacionaram o mercado, abrindo espaço para os novos diante desta readequação financeira. É o ciclo”.
Roger abre um novo ciclo no Grêmio. Mas para dar certo, precisará de material humano. De reforços. De mais qualidade. Não se pode cobrar dele título brasileiro ou a montagem de um supertime. Treinador não é mágico.
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Então Roger começou a estudar. Tite, por exemplo, quando percebeu o interesse de seu então lateral-esquerdo por questões táticas, passou a levar livros sobre o tema para ele ler na concentração. Roger é estudioso, dedicado, trabalhador e identificado com o Grêmio, obviamente. No ano passado, quando deixou o Juventude, passou um período na Europa, recolhendo subsídios e observando métodos de trabalho na Alemanha e na Espanha.
Conhece tudo da base do Grêmio não apenas por ser um fruto dela, mas pelo convívio durante o longo período em que foi auxiliar no clube, de Luxemburgo e de Renato Portaluppi. Quando Roger assumiu o Juventude, no ano passado, após pedir demissão do cargo de auxiliar técnico no Grêmio para trilhar carreira solo, o entrevistei para minha coluna de domingo em Zero Hora.
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"Hoje, o profissional tem de trabalhar em equipe. Eu, por exemplo, nem busco o patamar de mandar em tudo e ser poderoso. Esta coisa do técnico com poderes até para definir salário de jogadores, que surgiu na Europa com o Alex Fergusson, perdeu espaço. Isso ajudou neste ciclo novo que se abre. Alguns supertécnicos, como tu dizes, inflacionaram o mercado, abrindo espaço para os novos diante desta readequação financeira. É o ciclo”.
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