Foto: Carlos Macedo / Agencia RBS
Rocky Balboa. Após dois confrontos contra Apollo, o Doutrinador, sai campeão do mundo de boxe. Um feito surreal para um boxeador que ganhava a vida como cobrador de um agiota. Após a vitória, Balboa é adestrado. Ele entende o que conquistou, e aquilo basta para o atleta.
É quando pinta Clubber Lang, um boxeador emergente e nocauteador nato. Ele surra o campeão com todas as suas forças, enquanto o treinador de Balboa morria no vestiário. Perdido e sem saber o que fazer, Apollo surge mais uma vez na vida do Garanhão Italiano. Desta vez, com uma proposta: resgatar o olho de tigre e retomar o cinturão que lhe fora tomado por Lang.
O Grêmio precisa resgatar o olho de tigre. Um clube que construiu sua história com vitórias épicas, como as de Balboa, não pode cair pelos cantos. São 14 anos sem protagonismo. Aquele Grêmio, temido pelos adversários, tornou-se o time a ser batido. O DNA combativo de Felipão foi amestrado por anos de sucesso pelo mundo.
Uma prova de que os jogadores do Grêmio se deixam tomar pelo que chamo de Síndrome de Lang (em alusão ao personagem que surrou Rocky) foi o último clássico. O Grêmio, que disputava a sua Copa do Mundo, entrou trotando em campo. Cozinhou a partida durante o segundo tempo e perdeu a fervura. Enquanto isso, o Internacional, sim, jogou a final de sua vida no Gauchão.
Não quero que o Grêmio vença pelo doutor Fábio Koff, pelo Rui Costa ou pelo Felipão. Quero que o Tricolor vença por sua torcida, que, mesmo há 14 anos na fila, segue financiando o clube com sua paixão e, obviamente, dinheiro. Não tenho lado político dentro do clube, e acredito que isso seja um dos grandes problemas para resgatar o olho de tigre. Eu torço pelo Grêmio e para o Grêmio. Nunca contra!
Hoje, não acredito que o Grêmio caia para a Série B, tampouco se classifique para a Libertadores da América. Acho, inclusive, que o clube superou as expectativas do primeiro semestre ao chegar à final do Gauchão.
Mas isso é muito pouco para um clube de futebol que já esteve entre os mais temidos do continente e respeitados do mundo. Isso é muito pouco para uma torcida que nunca virou as costas para o próprio time. Tudo isso é muito pouco.
Que Deus me ajude a não ser um gremista cético. Quero ser aquele torcedor que acredita no impossível, no improvável, no absurdo. Para isso, o Grêmio precisa resgatar o olho de tigre.
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Rocky Balboa. Após dois confrontos contra Apollo, o Doutrinador, sai campeão do mundo de boxe. Um feito surreal para um boxeador que ganhava a vida como cobrador de um agiota. Após a vitória, Balboa é adestrado. Ele entende o que conquistou, e aquilo basta para o atleta.
É quando pinta Clubber Lang, um boxeador emergente e nocauteador nato. Ele surra o campeão com todas as suas forças, enquanto o treinador de Balboa morria no vestiário. Perdido e sem saber o que fazer, Apollo surge mais uma vez na vida do Garanhão Italiano. Desta vez, com uma proposta: resgatar o olho de tigre e retomar o cinturão que lhe fora tomado por Lang.
O Grêmio precisa resgatar o olho de tigre. Um clube que construiu sua história com vitórias épicas, como as de Balboa, não pode cair pelos cantos. São 14 anos sem protagonismo. Aquele Grêmio, temido pelos adversários, tornou-se o time a ser batido. O DNA combativo de Felipão foi amestrado por anos de sucesso pelo mundo.
Uma prova de que os jogadores do Grêmio se deixam tomar pelo que chamo de Síndrome de Lang (em alusão ao personagem que surrou Rocky) foi o último clássico. O Grêmio, que disputava a sua Copa do Mundo, entrou trotando em campo. Cozinhou a partida durante o segundo tempo e perdeu a fervura. Enquanto isso, o Internacional, sim, jogou a final de sua vida no Gauchão.
Não quero que o Grêmio vença pelo doutor Fábio Koff, pelo Rui Costa ou pelo Felipão. Quero que o Tricolor vença por sua torcida, que, mesmo há 14 anos na fila, segue financiando o clube com sua paixão e, obviamente, dinheiro. Não tenho lado político dentro do clube, e acredito que isso seja um dos grandes problemas para resgatar o olho de tigre. Eu torço pelo Grêmio e para o Grêmio. Nunca contra!
Hoje, não acredito que o Grêmio caia para a Série B, tampouco se classifique para a Libertadores da América. Acho, inclusive, que o clube superou as expectativas do primeiro semestre ao chegar à final do Gauchão.
Mas isso é muito pouco para um clube de futebol que já esteve entre os mais temidos do continente e respeitados do mundo. Isso é muito pouco para uma torcida que nunca virou as costas para o próprio time. Tudo isso é muito pouco.
Que Deus me ajude a não ser um gremista cético. Quero ser aquele torcedor que acredita no impossível, no improvável, no absurdo. Para isso, o Grêmio precisa resgatar o olho de tigre.
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